Dorinha x Vicentinho: quem mudou de lado e como as novas alianças podem pesar no segundo turno do Tocantins

Dorinha x Vicentinho: quem mudou de lado e como as novas alianças podem pesar no segundo turno do Tocantins
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 13 de outubro de 2026 25

A mudança de apoio de Israel Kawê, prefeito de Formoso do Araguaia, ocorreu depois de Vicentinho Júnior vencer o primeiro turno no município, mesmo com o gestor apoiando Dorinha. O resultado do TSE registra 5.089 votos para Vicentinho, equivalentes a 51,53% dos válidos, contra 3.637 de Dorinha, ou 36,83%. A diferença foi de 1.452 votos.

Kawê anunciou a adesão em 12 de outubro, oito dias depois da votação. Ao justificar sua escolha, afirmou que acompanhava a vontade manifestada pelos eleitores de Formoso e que buscava uma parceria entre a Prefeitura e o governo estadual.

A adesão reúne no mesmo palanque lideranças que estiveram em lados diferentes no primeiro turno. Na campanha de Vicentinho no município, participaram nomes como Amarildo do Cometa, João Luís Bonanza e os vereadores Enfermeiro Gilvan Milhomem, Sebastian da Gráfica e Cristina Rezende. Dorinha contou com o apoio de Kawê e, naquela etapa, do presidente da Câmara, Paulo Sérgio, e dos vereadores Adão Coutinho e Micael Javaé.

A mudança do prefeito não pode ser apresentada como responsável pela votação anterior de Vicentinho. O candidato já havia ultrapassado metade dos votos válidos em Formoso antes do anúncio.

Kawê foi eleito prefeito em 2024, com 4.817 votos e 43,32% dos válidos. Naquela disputa, Guilherme Gama recebeu 4.033 votos e Mano da Auto Elétrica, 2.269. São resultados de outra eleição, com candidatos e circunstâncias diferentes, e não demonstram que o prefeito controla um contingente fixo de eleitores.

A deputada Cláudia Lelis, que havia declarado apoio a Dorinha, foi reeleita para a Assembleia Legislativa em 2026, com 21.907 votos. Formoso contribuiu com 1.020 votos, aproximadamente 4,7% de sua votação estadual. O anúncio consultado sobre a adesão de Kawê não registra a parlamentar entre as lideranças que acompanharam a mudança. Essa ausência não comprova, isoladamente, uma recusa: a posição atual de Cláudia precisa de manifestação identificada para ser apresentada como permanência confirmada.

Em Tocantinópolis, o resultado e a reorganização das alianças foram diferentes. Dorinha venceu com 5.308 votos, ou 46,39%, contra 4.408 de Vicentinho, equivalentes a 38,53%. A vantagem foi de 900 votos. Laurez Moreira recebeu 1.576 votos no município.

O deputado estadual eleito Paulinho do Bonifácio, que somou 13.809 votos no Tocantins, anunciou apoio a Vicentinho em 8 de outubro. Na mesma data, seu tio, o prefeito Fabion Gomes, reafirmou Dorinha ao lado do vice-prefeito Irmão do Lanche. O episódio documenta uma divergência dentro de um grupo familiar e político, sem permitir atribuir uma decisão uniforme aos eleitores.

No resultado estadual, Dorinha terminou o primeiro turno com 386.260 votos, correspondentes a 45,52% dos válidos. Vicentinho recebeu 372.848 votos, ou 43,94%. A diferença foi de 13.412 votos, equivalente a 1,58 ponto percentual.

Laurez Moreira ficou em terceiro, com 69.967 votos, seguido de Ataídes Oliveira, com 13.173; Professor Witer Naves, com 5.109; e Du Pereira, com 1.272. Laurez e Du Pereira anunciaram apoio a Vicentinho em 8 de outubro.

A decisão de Laurez não foi acompanhada por um apoio institucional do PT a Vicentinho. Em resolução aprovada em 7 de outubro, a Executiva Estadual petista estabeleceu que não apoiaria nem participaria da campanha de qualquer dos candidatos ao governo no segundo turno, concentrando sua atuação na candidatura presidencial de Lula. O documento trata da posição oficial do partido, sem determinar a escolha individual de todos os seus eleitores.

Na disputa pelo Senado, Eli Borges recebeu 271.829 votos e terminou em terceiro, atrás dos eleitos Eduardo Gomes, com 450.191, e Alexandre Guimarães, com 316.786. Depois do resultado, Eli deixou o grupo de Dorinha e anunciou apoio a Vicentinho.

Seu primeiro suplente, Suelismar Caetano, manteve Dorinha em manifestação de 9 de outubro. Ele esclareceu que continuava com a posição anterior e afirmou que a Igreja Missão compartilhava seu apoio. A Ciadseta também reafirmou Dorinha em comunicado de 11 de outubro, enquanto o pastor Amarildo, ligado à Madureira, permane

Dorinha mantém aliados e Vicentinho recebe novas adesões; votação municipal e divergências mostram limites das mudanças de palanque

A reorganização dos apoios entre o primeiro e o segundo turno da eleição para o Governo do Tocantins produziu situações diferentes nos municípios. Em Formoso do Araguaia, Israel Kawê deixou Dorinha depois de Vicentinho vencer a primeira votação. Em Tocantinópolis, Dorinha terminou à frente e manteve o prefeito Fabion Gomes, enquanto Paulinho do Bonifácio anunciou apoio ao adversário. Entre dirigentes religiosos, sindicais e municipais, também houve escolhas distintas dentro de grupos relacionados.

No resultado estadual, Dorinha recebeu 386.260 votos, equivalentes a 45,52% dos válidos, contra 372.848 votos de Vicentinho, ou 43,94%. A diferença foi de 13.412 votos, correspondente a 1,58 ponto percentual. Os dois candidatos voltarão às urnas em 25 de outubro.

O primeiro turno registrou 848.629 votos válidos para governador, 27.085 votos brancos e 88.096 nulos. Outros 216.623 eleitores não compareceram, uma abstenção de 18,35%. Esses números dimensionam a participação eleitoral, mas não permitem prever como cada grupo votará na segunda etapa.

Em Formoso do Araguaia, Vicentinho recebeu 5.089 votos, ou 51,53%, enquanto Dorinha somou 3.637 votos, equivalentes a 36,83%. Laurez Moreira teve 997 votos; Ataídes Oliveira, 126; Professor Witer Naves, 25; e Du Pereira, um voto. A diferença entre os dois candidatos classificados foi de 1.452 votos.

Israel Kawê, que apoiava Dorinha, anunciou adesão a Vicentinho em 12 de outubro. Ao justificar a mudança, afirmou que acompanhava a vontade expressa pelos eleitores do município e buscava uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado.

A ordem dos acontecimentos é relevante: Vicentinho venceu em Formoso antes da adesão do prefeito. A mudança de Kawê amplia o apoio político ao candidato no município, mas não pode ser apresentada como origem dos votos conquistados no primeiro turno.

Kawê foi eleito prefeito em 2024 com 4.817 votos, correspondentes a 43,32% dos válidos. Naquela eleição, Guilherme Gama recebeu 4.033 votos e Mano da Auto Elétrica, 2.269. A votação municipal de 2024 pertence a uma disputa diferente e não identifica quais desses eleitores escolheram Dorinha ou Vicentinho em 2026.

Cláudia Lelis, que havia declarado apoio a Dorinha, foi reeleita deputada estadual com 21.907 votos no Tocantins, dos quais 1.020 em Formoso do Araguaia. O anúncio consultado sobre a adesão de Kawê não registra a parlamentar entre as lideranças que acompanharam a mudança. Sua ausência nesse anúncio, contudo, não comprova uma recusa. A informação de que permaneceu com Dorinha precisa ser acompanhada de uma manifestação atual identificada.

Em Tocantinópolis, o cenário eleitoral foi diferente. Dorinha recebeu 5.308 votos, equivalentes a 46,39% dos válidos, e Vicentinho somou 4.408 votos, ou 38,53%. A vantagem da candidata foi de 900 votos. Laurez recebeu 1.576 votos; Ataídes, 84; Witer, 60; e Du Pereira, cinco.

Depois desse resultado, Paulinho do Bonifácio, eleito deputado estadual com 13.809 votos no Tocantins, anunciou apoio a Vicentinho em 8 de outubro. Na mesma data, seu tio, o prefeito Fabion Gomes, confirmou que continuaria com Dorinha, ao lado do vice-prefeito Irmão do Lanche. A decisão do deputado não foi acompanhada pelo posicionamento anunciado pelo prefeito.

Outra divergência ocorreu na chapa de Eli Borges ao Senado. O deputado recebeu 271.829 votos, equivalentes a 16,44% dos válidos na disputa senatorial, e ficou em terceiro lugar. As duas vagas foram conquistadas por Eduardo Gomes, com 450.191 votos, e Alexandre Guimarães, com 316.786.

Eli anunciou apoio a Vicentinho, enquanto seu primeiro suplente, Suelismar Caetano, reafirmou Dorinha em 9 de outubro. Suelismar esclareceu que mantinha sua posição anterior e afirmou que a Igreja Missão, com mais de 190 igrejas no estado, compartilhava sua escolha. A abrangência foi declarada pelo próprio dirigente e não corresponde a uma pesquisa sobre o voto dos fiéis.

A Ciadseta também manteve sua recomendação de apoio a Dorinha. O comunicado divulgado em 11 de outubro, assinado pelo pastor Paulo Martins Neto, informou que a decisão foi reafirmada após deliberação interna. O pastor Amarildo Martins, ligado à Madureira, e o deputado federal Filipe Martins também permaneceram ao lado da candidata.

Na Associação das Câmaras Municipais do Tocantins, o diretor-geral Thiago Simas anunciou uma mobilização por Vicentinho. O presidente Miguel do Cajueiro e o vice-presidente Weberly, conhecido como Manin do Zorra, reafirmaram Dorinha em 8 de outubro.

“No primeiro turno fomos Professora Dorinha e, no segundo, estamos ainda mais firmes”, declarou Miguel. A diferença entre dirigentes não determina a escolha de todas as câmaras associadas, mas demonstra que a posição de um integrante não representa necessariamente a entidade inteira.

Em Palmas, Eudes Assis reafirmou Dorinha em 10 de outubro, embora seja filiado ao PSDB, partido de Vicentinho. Entre os gestores municipais, também anunciaram continuidade Josi Nunes, de Gurupi; Fátima Coelho, de Guaraí; Celso Morais, de Paraíso; Big Jow, de Cristalândia; e Wlisses Barros, de Palmeirópolis.

Vicentinho incorporou ao palanque dois ex-concorrentes ao governo. Laurez Moreira, terceiro colocado com 69.967 votos, ou 8,24%, e Du Pereira, que recebeu 1.272 votos, equivalentes a 0,15%, anunciaram apoio em 8 de outubro.

A decisão de Laurez não estabeleceu uma posição comum para todos os partidos que participaram de sua campanha. Em resolução aprovada em 7 de outubro, a Executiva Estadual do PT decidiu não apoiar nem participar da campanha de qualquer candidato ao Governo do Tocantins no segundo turno. O partido informou que concentraria sua atuação na candidatura presidencial de Lula.

Dorinha manteve Eduardo Gomes e Gaguim. Reeleito, Gomes manifestou continuidade do apoio após o resultado. Gaguim, que recebeu 255.548 votos para o Senado, reafirmou em 7 de outubro que a derrota na disputa não alterava seu compromisso com a candidata.

As adesões e permanências modificam a composição dos palanques. Não permitem, entretanto, classificar votos como pertencentes às lideranças ou afirmar antecipadamente que suas bases acompanharam ou rejeitaram as mudanças. A votação de cada político indica o resultado de sua candidatura, não uma quantidade disponível para transferência.

A soma desses números também seria inadequada como previsão eleitoral. Eles envolvem cargos diferentes e, no caso do Senado, duas escolhas por eleitor. O efeito das novas alianças sobre a disputa pelo governo será conhecido na votação de 25 de outubro.

Entidades da segurança reafirmam Dorinha após adesão do Coronel Barbosa; sindicato da Polícia Penal apoia Vicentinho

A adesão do ex-comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Barbosa, a Vicentinho Júnior foi seguida por manifestações de dirigentes da segurança pública que reafirmaram apoio a Dorinha. Os anúncios mostram diferenças entre lideranças vinculadas ao setor e não autorizam atribuir uma posição única aos profissionais.

Barbosa recebeu 28.544 votos, equivalentes a 3,15% dos válidos para deputado federal, e ficou como suplente. Em 10 de outubro, anunciou que deixaria o grupo de Dorinha e passaria a apoiar Vicentinho. O encontro também contou com representantes de entidades militares, conforme a divulgação da adesão.

Em 12 de outubro, representantes do Sinpol-TO, Sindiperito, Associação de Praças e Soldados de Palmas e Gurupi, Liga Sindical Tocantinense, Associação dos Servidores Públicos e sistema socioeducativo participaram de uma coletiva no comitê de Dorinha, em Palmas.

Os participantes apresentaram a permanência como uma decisão ligada ao relacionamento com a candidata e ao atendimento de demandas profissionais. A divulgação do encontro atribuiu às representações um universo superior a 4 mil profissionais. Esse número indica a abrangência anunciada das entidades, não uma quantidade comprovada de votos.

O presidente do Sinpol-TO, Ubiratan Rebello, explicou sua posição com uma comparação futebolística: “Sou corintiano e nada me faria ir para o Palmeiras”. Representantes das praças e da perícia também defenderam a continuidade dos apoios anteriores.

A representante dos papiloscopistas, Helena Monteiro, relacionou sua posição ao atendimento de demandas da Polícia Científica. O subtenente Cleiton Alves Carvalho mencionou avanços profissionais e a parceria com o grupo do governador Wanderlei Barbosa. São avaliações dos próprios participantes, não conclusões sobre a escolha de todos os servidores.

Na Polícia Penal, a direção sindical anunciou apoio a Vicentinho em 8 de outubro. O presidente Wilton Angelis Barbosa explicou que havia apresentado reivindicações aos candidatos desde o primeiro turno e decidiu se posicionar após avaliar as propostas.

Durante o encontro, Vicentinho assinou um termo de compromisso que incluiu a busca por isonomia salarial com outras forças, mudanças nas progressões, criação de secretaria própria e encaminhamento de normas de organização da instituição.

O sindicato também havia apresentado reivindicações a Dorinha antes de anunciar sua escolha. A implementação dos compromissos de campanha depende de medidas administrativas e legislativas, além de disponibilidade orçamentária.

O quadro documentado, portanto, é de apoios diferentes dentro da segurança pública. A adesão de Barbosa não representa automaticamente todas as entidades militares; as manifestações favoráveis a Dorinha também não determinam o voto individual de todos os profissionais.

 

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