IML confirma autenticidade de dados de laudo envolvendo Vicentinho Júnior; ex-esposa nega agressão: “Eu estou aqui para desmentir isso”
A divulgação de um laudo de 2009 sobre uma suposta agressão atribuída ao candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB), repercutiu nas redes sociais na noite de quinta-feira, 22 de outubro. O episódio foi mencionado durante o debate da TV Anhanguera, quando o candidato negou a acusação.
Nesta sexta-feira, 23, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO), por meio do Instituto de Medicina Legal (IML), confirmou que os dados divulgados correspondem aos registros originais do órgão. A ex-esposa do parlamentar, Carina Leão, também se manifestou em vídeo e contestou a acusação.
Segundo a SSP, as informações correspondem ao Memorando nº 624/2009, de 3 de maio de 2009, e ao Laudo de Exame de Corpo de Delito — Lesão Corporal nº 02.1079.05.09, de 4 de maio daquele ano, emitido pelo IML de Palmas.
Conforme o Jornal Primeira Página, o histórico do documento registra que a então esposa relatou ter recebido tapas e sido atingida por um molho de chaves. A perícia identificou hematomas nas coxas e uma lesão na mão direita.
O nome de Vicente Alves de Oliveira Júnior, nome completo do candidato, aparece no documento como o suposto responsável apontado no relato. O exame, isoladamente, não estabelece quem provocou os ferimentos. A nota da SSP não informa o desfecho de eventual investigação ou processo judicial.
De acordo com a Gazeta do Cerrado, Carina afirmou que estava em recuperação de uma cirurgia, mas decidiu gravar um vídeo para contestar o que classificou como notícia falsa.“Eu estou aqui para desmentir isso”, declarou.
Ela questionou a divulgação do documento às vésperas da votação, defendeu a trajetória do ex-companheiro e pediu uma disputa eleitoral limpa. A reportagem também registra uma manifestação de Alice, apresentada como filha de Vicentinho, contestando as notícias.
Em nota encaminhada à Gazeta, Vicentinho negou ter agredido Carina e classificou o laudo divulgado como falso. Também atribuiu as acusações a adversários políticos. A alegação de falsidade feita pelo candidato contrasta com a manifestação da SSP sobre a autenticidade dos dados. A confirmação dos registros pelo órgão, contudo, não representa uma conclusão sobre a responsabilidade criminal pela suposta agressão.
O espaço permanece aberto para que os envolvidos entrem em contato com a redação e encaminhem esclarecimentos, documentos ou novas manifestações. As informações recebidas poderão ser incorporadas à matéria, após verificação.