Orçamento de 2027: o que Lula terá de negociar diante do avanço da direita no Congresso

Orçamento de 2027: o que Lula terá de negociar diante do avanço da direita no Congresso
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 27 de outubro de 2026 4

A definição do Orçamento da União coloca em disputa as prioridades do próximo período de governo. Para Lula, o desafio será conciliar compromissos eleitorais, despesas obrigatórias, investimentos e equilíbrio fiscal em um ambiente de forte participação do Congresso nas decisões sobre os recursos públicos.

A proposta orçamentária de 2027 foi encaminhada pelo Executivo em agosto. Segundo as consultorias legislativas, o texto apresentado previa superávit primário de R$ 18,6 bilhões e limite de R$ 2,58 trilhões para despesas primárias. Esses números pertencem à proposta e podem ser alterados durante a tramitação.

É necessário separar dois momentos: a apreciação do projeto pelo Congresso em exercício em 2026 e a atuação da legislatura que assume em 2027. O novo equilíbrio político influenciará a execução das prioridades, as alterações legislativas e as negociações dos anos seguintes.

Antes das eleições, Carlos Melo, professor do Insper, já avaliava que o Legislativo fortalecido exigiria concessões sucessivas do presidente eleito. O diagnóstico ajuda a compreender por que a vitória presidencial não garante, sozinha, aprovação de uma agenda econômica.

O ganho possível de uma negociação ampla é produzir um orçamento executável e fiscalizável. O risco é distribuir recursos sem demonstrar resultados ou financiar compromissos sem receitas suficientes. O Diário Tocantinense abre espaço para parlamentares, governo e especialistas apresentarem suas prioridades e explicarem quem será beneficiado por elas.

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