Dança das cadeiras na Assembleia do Tocantins: articulações pela presidência movimentam deputados e bancadas

Dança das cadeiras na Assembleia do Tocantins: articulações pela presidência movimentam deputados e bancadas
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 30 de outubro de 2026 2

A disputa pela próxima presidência da Assembleia Legislativa do Tocantins movimenta deputados eleitos e reeleitos nas conversas sobre a formação da Mesa Diretora. Com a composição definida pelas urnas, parlamentares de diferentes partidos discutem alianças e espaços para a legislatura que começa em 2027.

O resultado eleitoral manteve 17 deputados e abriu espaço para sete parlamentares que não integram a atual legislatura. Desse segundo grupo, seis exercerão o primeiro mandato estadual e um, Toinho Andrade, retornará à Casa. A renovação fica próxima de 30% das 24 cadeiras, preservando no Parlamento a maior parte dos representantes que já participam das discussões legislativas.

PL e Republicanos terão as maiores bancadas, com cinco deputados cada. MDB e União Brasil elegeram três representantes por partido; PSDB e Podemos, dois. PSD, PV, PCdoB e PRD ficaram com uma cadeira cada. A distribuição exige diálogo entre diferentes legendas para a construção de uma composição majoritária.

Moisemar Marinho, do PL, aparece nas articulações relacionadas ao grupo do governador eleito Vicentinho Júnior. O deputado apoiou Dorinha no primeiro turno e se aproximou de Vicentinho na segunda etapa da eleição. Seu nome integra as conversas sobre o comando da Casa, mas as movimentações ainda precisam ser distinguidas da formalização de uma candidatura e da confirmação dos votos.

Léo Barbosa também aparece nas discussões sobre a futura composição. O parlamentar está entre os deputados estaduais mais votados da eleição e integra o Republicanos, uma das duas maiores bancadas da próxima legislatura. A votação recebida amplia sua representação política, enquanto a definição da presidência dependerá da negociação entre os colegas.

As conversas envolvem mais do que o cargo de presidente. A distribuição das demais funções da Mesa, o comando das comissões e a formação das lideranças ajudam a estabelecer o espaço de cada bancada. Por isso, uma negociação pode avançar ou mudar conforme o desenho completo da composição.

Os apoios construídos durante a campanha fazem parte desse cenário, mas não determinam automaticamente o posicionamento dos deputados em todas as votações. A eleição da Mesa possui dinâmica própria e depende de entendimentos entre os parlamentares.

A próxima direção terá influência na organização dos trabalhos e no relacionamento institucional com o Executivo. Orçamento, propostas administrativas e prioridades para os municípios estarão entre os assuntos que exigirão diálogo. Até a escolha da Mesa, o cenário permanece aberto às articulações e aos anúncios formais dos envolvidos.

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