Estado e DNIT afirmam cumprimento de acordos e detalham manutenção em rodovias após colapso da Ponte JK e situação de Filadélfia
A Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura do Tocantins (AGETO) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) divulgaram notas oficiais detalhando a situação das rodovias estaduais assumidas temporariamente pela União após o colapso da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos, a Ponte JK, ocorrida no primeiro semestre de 2025 e no que diz respeito ao fechamento do trânsito na cidade de Filadélfia na divisa com o Maranhão.
As manifestações respondem a questionamentos sobre manutenção, cronogramas de recuperação e responsabilidades entre Estado e União — especialmente nos trechos alternativos utilizados por motoristas após a interrupção total da travessia. O prefeito convocou a população para o manifesto.
Cessão ao DNIT e mudança de responsabilidade
A AGETO confirmou que a manutenção emergencial das rodovias estaduais utilizadas como rotas alternativas passou, de forma excepcional e temporária, ao DNIT. O repasse ocorreu por meio de Termo de Cessão de Uso firmado entre o Estado e a autarquia federal e publicado no Diário Oficial da União em 26 de maio de 2025.
Esse termo foi incorporado ao Acordo de Cooperação Técnica nº 30/2025, que definiu que cabe ao DNIT:
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executar manutenção, recuperação, reforço e possíveis substituições estruturais;
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coordenar e divulgar o cronograma de liberação ao tráfego;
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assumir integralmente a gestão dos trechos cedidos.
Entre as rodovias estaduais sob responsabilidade do DNIT estão TO-126, TO-134, TO-201, TO-210, TO-010, TO-222, TO-404 e TO-415 — e todas elas se tornaram rotas fundamentais após o acidente na Ponte JK.
A AGETO afirma que continua monitorando a execução do termo e colaborando institucionalmente.
DNIT diz ter investido mais de R$ 150 milhões desde o colapso
Na nota divulgada, o DNIT afirmou que todos os compromissos assumidos no acordo foram cumpridos e que a autarquia vem atuando de forma “proativa” desde o dia do incidente.
Segundo o órgão, os serviços nos trechos estaduais cedidos somam mais de R$ 150 milhões em investimentos, incluindo:
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recuperação de pavimento;
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remendos superficiais e profundos;
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reforço estrutural emergencial;
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manutenção contínua das rotas alternativas.
As intervenções em municípios como Carolina (MA) e Filadélfia (TO) seguem dentro do plano de trabalho pactuado.
O DNIT também reafirma que as balsas entre Estreito e Aguiarnópolis seguem operando 24 horas, enquanto avança a reconstrução da nova Ponte JK, cuja previsão de entrega permanece inalterada.
Rotas alternativas seguem válidas e sob monitoramento
Como parte da nota, o Estado reforçou as rotas alternativas definidas pelo DNIT, com instruções oficiais para deslocamento entre Tocantinópolis e Aguiarnópolis:
Sentido Tocantinópolis → Aguiarnópolis
– Saída pela Avenida Nossa Senhora de Fátima
– Acesso à TO-210 até o km 12,6
– Entrada à esquerda para a ligação com a BR-230
– Continuação pela BR-230 até Aguiarnópolis
Sentido Aguiarnópolis → Tocantinópolis
– Saída pela BR-230 no trevo da TO-126
– Acesso direto ao trecho estadual que leva à TO-210
– Trajeto pela TO-210 até o km 0 em Tocantinópolis
A AGETO afirmou lamentar os transtornos à população, mas reforçou que a operação coordenada com o DNIT segue ativa para garantir trafegabilidade mínima enquanto a ponte definitiva não é concluída.
Contexto e impacto regional
A queda da Ponte JK alterou a logística de transporte no extremo norte do Tocantins e Sul do Maranhão, impactando:
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rotas comerciais;
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transporte escolar;
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deslocamento de pacientes;
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circulação agrícola;
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turismo regional.
A região, que depende quase integralmente dessa ligação, passou a operar em regime emergencial desde então. A transferência da gestão das rodovias estaduais ao DNIT buscou uniformizar as ações de recuperação e garantir padrão técnico único.
O que vem a seguir
Com a manutenção considerada “dentro do acordado”, segundo o DNIT, e com a cooperação formalizada pelo Estado, o foco agora é:
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concluir a recuperação dos trechos mais críticos das TOs cedidas;
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manter a operação das balsas até a entrega da nova ponte;
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acompanhar o andamento das obras estruturais com atualização pública do cronograma;
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reduzir o impacto econômico das rotas mais longas impostas à região.
O Diário Tocantinense acompanha o tema e aguarda atualizações sobre o cronograma final da Ponte JK e o avanço das obras nas rodovias estaduais sob gestão federal.