13 viradas no Brasil: como foi o Réveillon 2026 em cidades do Norte ao Sul

13 viradas no Brasil: como foi o Réveillon 2026 em cidades do Norte ao Sul
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 1 de janeiro de 2026 17

A chegada de 2026 expôs, mais uma vez, as diferenças de modelo, escala e investimento entre as principais festas de Réveillon do país. Enquanto grandes capitais apostaram em eventos de massa com métricas milionárias, cidades médias e destinos turísticos seguiram estratégias próprias, combinando shows, queima de fogos e turismo sazonal. O céu iluminado à meia-noite traduziu decisões políticas, capacidade financeira e vocação econômica de cada local.

Palmas (TO)
Palmas entrou em 2026 sem uma festa pública oficial organizada pelo município. A gestão optou por não realizar evento com recursos públicos, priorizando outras áreas do orçamento. Com isso, a virada ocorreu de forma descentralizada, marcada por festas privadas, eventos em clubes, bares e celebrações familiares. A ausência de um grande espetáculo público contrastou com o padrão adotado por outras capitais brasileiras.

Araguaína (TO)
Araguaína realizou Réveillon com programação pública concentrada na região da Via Lago. Shows musicais antecederam a virada, seguida por queima de fogos à meia-noite. O evento atraiu moradores e visitantes da região norte do Tocantins e reforçou o uso da orla urbana como espaço de lazer e celebração coletiva.

Brasília (DF)
Na capital federal, a virada ocorreu na Esplanada dos Ministérios, mantendo o modelo de grandes eventos adotado nos últimos anos. Shows nacionais, estrutura de grande porte e uma queima de fogos com duração aproximada de 12 minutos marcaram a transição para 2026. O cenário monumental de Brasília seguiu como elemento central das imagens da virada.

São Paulo (SP)
São Paulo concentrou o Réveillon na Avenida Paulista, com programação musical ao longo do dia e da noite. A queima de fogos, com cerca de 15 minutos, utilizou tecnologia de menor impacto sonoro. A capital paulista apostou em iluminação, palcos e grandes telões para compensar a redução do ruído tradicional dos fogos.

Rio de Janeiro (RJ)

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O Rio de Janeiro liderou novamente em escala. A cidade montou 13 palcos e registrou público estimado em mais de 5 milhões de pessoas. Em Copacabana, o principal cartão-postal da virada, a queima de fogos foi realizada a partir de dezenas de balsas distribuídas ao longo da orla, criando um espetáculo visual contínuo sobre o mar.

Fortaleza (CE)

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Fortaleza reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas na Praia de Iracema. A queima de fogos teve duração aproximada de 10 minutos e integrou a virada às comemorações que antecedem os 300 anos da cidade. O evento reforçou o papel do Réveillon como indutor de turismo e ocupação hoteleira no Ceará.

Salvador (BA)
Salvador manteve o formato de festival de Réveillon, com vários dias de shows e estrutura fixa em área delimitada. A virada contou com uma queima de fogos de cerca de 10 minutos, distribuída em diferentes pontos da cidade, além do espetáculo principal na orla. O volume de fogos utilizado destacou a dimensão operacional do evento.

Florianópolis (SC)
Florianópolis apresentou uma das viradas mais simbólicas do Sul do país. A queima de fogos durou cerca de 15 minutos e utilizou balsas posicionadas em pontos estratégicos da Baía Norte e da Baía Sul. A Ponte Hercílio Luz, marco histórico da cidade, foi integrada ao espetáculo e se tornou o principal elemento visual da virada.

Recife (PE)
Recife seguiu a legislação municipal que restringe fogos com estampido. A virada em Boa Viagem contou com fogos silenciosos, combinados com efeitos de luz e laser. O espetáculo priorizou a experiência visual e sonora integrada, com trilha musical regional, reforçando a identidade cultural da cidade.

Caldas Novas (GO)
Em Caldas Novas, o Réveillon teve perfil predominantemente turístico e privado. Resorts, parques aquáticos e arenas de eventos concentraram as principais festas, com programação distribuída ao longo de vários dias. A cidade reforçou sua vocação para o turismo de entretenimento e pacotes fechados de fim de ano.

Balneário Camboriú (SC)
Balneário Camboriú realizou uma das maiores queimas de fogos do Sul do Brasil. O espetáculo durou cerca de 15 minutos, com balsas distribuídas ao longo da Praia Central e toneladas de fogos utilizadas. A cidade recebeu público superior a 1 milhão de pessoas, consolidando o Réveillon como um dos principais ativos turísticos locais.

Salinas (PA) – Salinópolis
Em Salinópolis, a virada ocorreu na Orla do Maçarico, com shows gratuitos e programação em dois dias. A cidade recebeu grande fluxo de turistas do Pará e de estados vizinhos. O Réveillon reforçou o papel do litoral amazônico como destino de fim de ano, com identidade cultural própria e forte presença regional.

No conjunto, o Réveillon 2026 revelou um Brasil fragmentado em modelos de celebração: das megafestas com milhões de pessoas às viradas silenciosas, privadas ou descentralizadas. Cada cidade iluminou o céu à sua maneira, mas todas transformaram a meia-noite em vitrine de escolhas políticas, capacidade econômica e vocação turística.

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