Tragédia em Minas Gerais: Juiz de Fora e outras cidades enfrentam mortes, desabrigados e alerta máximo da Defesa Civil

Tragédia em Minas Gerais: Juiz de Fora e outras cidades enfrentam mortes, desabrigados e alerta máximo da Defesa Civil
João Felipe Lolli/Itatiaia
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 28 de fevereiro de 2026 13

A tragédia provocada pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e em outras cidades de Minas Gerais expôs um cenário de destruição, mortes e centenas de famílias desabrigadas. A imprensa local descreve bairros inteiros tomados pela lama após deslizamentos de terra e enchentes que avançaram rapidamente durante a madrugada.

A Defesa Civil de Minas Gerais confirmou que o volume de chuva superou a média histórica prevista para o período. Equipes do Corpo de Bombeiros e da assistência social seguem atuando em áreas críticas, realizando resgates e monitorando encostas com risco de novos deslizamentos. Há registro de mortos, desaparecidos e dezenas de desalojados encaminhados para abrigos emergenciais.

Um morador do bairro mais afetado em Juiz de Fora relatou ao Diário Tocantinense o momento de pânico. “A água começou a subir muito rápido. Quando percebemos, já estava entrando dentro de casa. A encosta atrás do nosso quintal desceu inteira. Foi tudo em questão de minutos. A gente só teve tempo de correr”, afirmou, ainda abalado. Ele contou que perdeu móveis, eletrodomésticos e documentos.

A imprensa mineira destaca que diversas ruas ficaram intransitáveis e que escolas e unidades de saúde sofreram danos estruturais. Em cidades da Zona da Mata e também na Região Metropolitana, rios transbordaram e pontes ficaram comprometidas.

O governador Romeu Zema afirmou que o Estado mobilizou forças de segurança e assistência humanitária para atender as vítimas. Segundo ele, equipes estão concentradas em salvar vidas e prestar apoio imediato às famílias afetadas. O governo também solicitou recursos federais para acelerar a reconstrução das áreas atingidas.

O deputado federal Nikolas Ferreira se pronunciou defendendo ações estruturais permanentes. Ele afirmou que acompanhará a destinação dos recursos e reforçou a necessidade de investimentos em prevenção para evitar novas tragédias.

Entidades de Direitos Humanos alertam que as áreas mais atingidas concentram populações vulneráveis que vivem em regiões de risco. Especialistas defendem políticas públicas mais rigorosas de planejamento urbano, moradia segura e monitoramento preventivo.

As informações repassadas ao Diário Tocantinense indicam que os próximos dias serão decisivos para o levantamento total dos prejuízos e definição de medidas emergenciais. Enquanto isso, moradores seguem enfrentando perdas materiais e emocionais profundas em meio a mais um episódio extremo provocado pelas chuvas em Minas Gerais.

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