Ex-companheiro de Rodrygo na base do Santos vira sensação no Japão e ganha música da torcida

Ex-companheiro de Rodrygo na base do Santos vira sensação no Japão e ganha música da torcida
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 11 de março de 2026 10

O atacante brasileiro Matheus Moraes, formado nas categorias de base do Santos Futebol Clube ao lado de Rodrygo e Yuri Alberto, vive o momento mais marcante de sua carreira no futebol japonês. Aos 25 anos, o jogador tornou-se um dos nomes mais comentados entre torcedores do Albirex Niigata e já ganhou até uma música cantada nas arquibancadas.

O atacante chegou ao clube japonês em 2025, emprestado pelo Maringá Futebol Clube. Desde então, soma seis gols e duas assistências em 16 partidas, números que ajudaram a consolidar sua popularidade entre os torcedores.

A relação com a torcida chegou a um ponto simbólico quando fãs do Albirex Niigata passaram a cantar um coro dedicado ao jogador durante os jogos.

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“Às vezes eu me sinto o Neymar aqui”

Em entrevista ao portal esportivo ge, Moraes comentou o carinho recebido no Japão e fez uma comparação bem-humorada com um dos maiores nomes do futebol brasileiro.

“Às vezes eu brinco que me sinto o Neymar aqui no Japão, porque, como eu sou estrangeiro, é mais fácil para eles reconhecerem. O carinho com brasileiros é enorme”, afirmou.

Segundo o jogador, a experiência no futebol asiático representa a realização de um objetivo antigo na carreira.

“O que eu estou vivendo aqui no Japão é o que eu sempre sonhei no futebol.”

Formação na base do Santos

Matheus Moraes iniciou a carreira nas categorias de base do Santos, clube historicamente conhecido por revelar grandes talentos do futebol brasileiro. Foi nesse período que atuou ao lado de Rodrygo, hoje jogador do Real Madrid, e de Yuri Alberto, atacante atualmente no Sport Club Corinthians Paulista.

Apesar de ter seguido uma trajetória diferente da dos antigos companheiros, Moraes encontrou no futebol japonês um espaço para se consolidar profissionalmente.

Adaptação ao futebol japonês

O atacante afirma que a adaptação ao estilo de jogo no Japão ocorreu de forma relativamente rápida, embora tenha exigido ajustes técnicos e táticos.

“O futebol aqui é muito rápido e exige inteligência tática. Os jogadores são muito disciplinados e entendem muito bem o jogo”, avaliou.

Segundo Moraes, a principal diferença em relação ao futebol brasileiro está menos na força física e mais na organização e na velocidade de execução.

A influência histórica de Zico no Japão

O primeiro gol de Moraes no Japão aconteceu contra o Kashima Antlers, clube onde o ídolo brasileiro Zico construiu uma das histórias mais marcantes da relação entre Brasil e o futebol japonês.

Nos anos 1990, Zico ajudou a popularizar o esporte no país asiático e se tornou uma referência para a formação da liga profissional japonesa.

“O Zico é quase um Pelé do Japão. Todo mundo fala dele aqui. Ele abriu portas para os brasileiros e ajudou a transformar o futebol japonês”, disse Moraes.

Cultura japonesa impressiona jogador

Fora de campo, o brasileiro afirma que a experiência no país asiático tem sido marcada por um choque cultural positivo, especialmente no comportamento das torcidas.

Segundo ele, a educação e o respeito demonstrados pelos torcedores nos estádios chamaram sua atenção desde os primeiros jogos.

“No estádio eles até vaiam às vezes, mas não existe xingamento. É um ambiente muito respeitoso.”

O atacante também relatou desafios com o idioma japonês, que considera um dos pontos mais difíceis da adaptação.

“Eu sei só o básico: arigatou gozaimasu, konnichiwa, hai… coisas simples do dia a dia.”

Estádio da Copa de 2002

O Albirex Niigata manda seus jogos no Estádio Big Swan, arena que recebeu partidas da Copa do Mundo FIFA de 2002, incluindo o confronto entre Dinamarca e Inglaterra pelas oitavas de final do torneio.

Segundo Moraes, a equipe possui uma das torcidas mais numerosas do futebol japonês. Em dias de jogo, o estádio costuma receber entre 20 mil e 30 mil torcedores.

“É impressionante. Às vezes os treinos são abertos e chegam duas mil pessoas só para assistir. Eles ficam em silêncio, aplaudem uma jogada bonita… é uma cultura diferente.”

Música da torcida

O reconhecimento nas arquibancadas se transformou em um gesto simbólico de idolatria: a criação de uma música dedicada ao brasileiro.

Trecho cantado pela torcida do Albirex Niigata:

Moraes! Moraes!
Gol vai chegar!
O talento do Brasil
Faz Niigata celebrar!

A canção passou a ser repetida durante os jogos e rapidamente se tornou parte do ambiente das arquibancadas.

Para Matheus Moraes, o gesto representa o momento mais especial de sua carreira até agora.

“Quando a torcida canta seu nome, você entende que tudo valeu a pena.”

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