Exclusivo Diário Tocantinense: Guilherme Genero aponta Colinas em crescimento, Palmas aquecida e diz que esperar juros caírem pode custar mais caro no mercado imobiliário

Em entrevista ao Diário Tocantinense, Guilherme Genero advogado e corretor analisa o mercado imobiliário do Tocantins da Empresa URBS, fala sobre oportunidades em Colinas, Gurupi, Araguaína e Palmas, explica o impacto da planta de valores do IPTU e orienta quem quer financiar ou usar permuta na compra de imóvel.
O mercado imobiliário do Tocantins segue em ritmo de crescimento e com oportunidades em diferentes perfis de investimento, tanto no interior quanto na capital. A avaliação é de Guilherme Genero, que, em entrevista ao Diário Tocantinense, traçou um panorama do setor, explicou como a planta de valores do IPTU interfere no custo dos imóveis e apontou quais caminhos podem ser mais vantajosos para quem deseja investir, financiar ou negociar um bem no Estado.
Segundo Guilherme Genero, o cenário atual do mercado imobiliário do Tocantins é positivo e apresenta características distintas entre o interior e Palmas. Para ele, enquanto cidades como Araguaína e Gurupi já demonstram maior consolidação, Colinas do Tocantins desponta como uma praça em expansão que merece atenção de investidores. Já Palmas, por ser capital, concentra maior volume de revendas, lançamentos e expansão do setor.
“Hoje eu avalio o mercado imobiliário tocantinense, de maneira geral, como muito bom. Acho que existem oportunidades em todas as cidades. No interior, o mercado de loteamentos ainda está muito em alta, muito por conta da barreira de entrada, que é mais baixa, e da facilidade de pagamento. Já Araguaína e Gurupi são mercados mais consolidados, enquanto Colinas é uma cidade que está começando a crescer muito e merece um olhar mais atento”, afirmou.
Ao falar especificamente de Colinas do Tocantins, Guilherme destacou o potencial de valorização do município. Na avaliação dele, a localização estratégica e o fluxo econômico favorecido pela BR ajudam a impulsionar o crescimento da cidade e ampliam o interesse sobre o setor imobiliário local.
“Olhar para Colinas hoje vale muito a pena. É uma cidade com potencial, com um trânsito econômico muito puxado pela BR, que valoriza a região. É um mercado que ainda pode crescer exponencialmente no futuro”, ressaltou.
Sobre Palmas, a leitura é de um mercado mais maduro e dinâmico. Guilherme explicou que a capital já vive uma realidade diferente do interior, com mais presença de revenda e forte movimentação de lançamentos imobiliários, especialmente no segmento de apartamentos.
“Quando a gente vai para Palmas, encontra um mercado mais consolidado. Além do mercado de loteamentos, a capital tem muito forte o mercado de lançamentos imobiliários, com apartamentos e incorporadoras disputando espaço. Palmas ainda tem muito potencial de expansão, muito vazio urbano, então é um mercado que continua atraindo investimento”, disse.
Outro ponto abordado por Guilherme Genero ao Diário Tocantinense foi o impacto da planta de valores do IPTU no custo de manutenção e na entrada para investimentos no setor. Segundo ele, o valor venal do imóvel, definido pelo município, influencia diretamente dois tributos importantes: o IPTU e o ITBI, o que pode elevar o custo tanto da compra quanto da manutenção do patrimônio.
“A planta de valores é definida pelo ente municipal e dela sai o valor venal do imóvel. Esse valor é usado como base para dois tributos municipais, que são o IPTU e o ITBI. Então, quanto maior o valor venal do imóvel, maior tende a ser o custo desses tributos. Isso impacta não só na compra, mas também na manutenção daquele bem ao longo do tempo”, explicou.
No caso de Palmas, Guilherme observou que houve reajuste recente com base nos dados municipais, o que reforça a necessidade de o investidor analisar bem os custos antes de fechar negócio. Ainda assim, ele pondera que o mercado segue aquecido e com boas alternativas para diferentes perfis de comprador.
Quando o assunto é oportunidade, Guilherme faz uma divisão clara por faixa de público. Para quem busca um investimento de entrada ou pertence a um perfil econômico mais acessível, a recomendação é olhar com atenção para os lotes, principalmente pelo menor valor inicial e pela possibilidade de valorização futura.
“Hoje, quando a gente fala em oportunidades no mercado imobiliário, existe espaço para qualquer classe social. Para um público mais econômico, os lotes são uma excelente porta de entrada, porque exigem um capital inicial menor e têm grande potencial de valorização”, afirmou.
Já para o público de médio padrão, ele avalia que o investimento em imóvel na planta costuma fazer mais sentido, especialmente em um cenário de juros elevados. Segundo ele, essa modalidade permite diluir melhor o esforço financeiro sem exigir uma entrada tão pesada logo no início.
“Para o público de médio padrão, o imóvel na planta pode ser um bom caminho, porque evita uma descapitalização tão grande logo no começo. Como esse perfil ainda depende muito de financiamento bancário, buscar alternativas que aliviem o impacto imediato pode ser mais vantajoso”, pontuou.
No segmento de alto padrão, Guilherme vê uma procura crescente por casas em condomínio, movimento que, segundo ele, não acontece só em Palmas, mas acompanha uma tendência observada também em outras cidades brasileiras.
“O público de luxo hoje está muito focado nas casas em condomínio, muito por segurança, logística e espaço. É uma realidade que a gente já vê em Goiânia, em São Paulo e que também se repete em Palmas e em outras regiões”, destacou.
Questionado sobre o melhor momento para financiar um imóvel, Guilherme foi direto: esperar demais pode sair mais caro. Na avaliação dele, mesmo com a taxa Selic ainda em patamar elevado, o erro mais comum de muitos compradores é adiar a decisão à espera de uma queda nos juros, sem perceber que, nesse intervalo, o imóvel desejado pode se valorizar ainda mais.
“Uma dica que eu dou para quem quer financiar imóvel é: não espere. Esperar a taxa de juros cair é um erro muito comum. Nesse tempo, o imóvel se valoriza, e essa valorização normalmente é maior do que a economia gerada pela queda dos juros. No mercado imobiliário, esperar quase nunca é a melhor opção”, afirmou.
Ele também lembrou que, no Brasil, grande parte dos financiamentos não chega até o prazo final contratado, já que muitos compradores acabam fazendo abatimentos, amortizações e quitações antecipadas ao longo do tempo.
“As pessoas costumam quitar antes, porque conseguem fazer aportes, amortizar parcelas e reduzir juros. Então, em muitos casos, vale mais a pena comprar antes e ir ajustando o financiamento ao longo do caminho do que esperar demais”, completou.
Outro mecanismo destacado por Guilherme foi a permuta de imóvel, prática comum no mercado e que pode ajudar quem não quer ou não consegue disponibilizar todo o capital imediatamente. Nesse modelo, o comprador oferece um bem como parte do pagamento do imóvel que deseja adquirir, reduzindo a necessidade de financiamento integral.
“A permuta é muito comum no mercado imobiliário e pode ser muito boa para ambas as partes. Às vezes, a pessoa já tem um bem que gostaria de vender e consegue usá-lo como parte do pagamento, financiando só o restante. Isso reduz o valor a ser financiado e facilita a negociação”, explicou.
Ao encerrar a entrevista ao Diário Tocantinense, Guilherme reforçou que informação, planejamento e leitura correta do mercado são fundamentais para quem deseja comprar, investir ou negociar com segurança no setor imobiliário do Tocantins.
“Foi uma satisfação falar para os leitores do Diário Tocantinense, levando informações importantes para quem deseja investir, negociar ou conquistar um imóvel com muito mais segurança”, concluiu.
Com cenário aquecido no interior, expansão em cidades como Colinas, força consolidada em Araguaína e Gurupi e um ambiente de oportunidades contínuas em Palmas, o mercado imobiliário do Tocantins segue como um dos setores mais observados por investidores, compradores e famílias que sonham com o imóvel próprio. Entre lotes, lançamentos, revendas, financiamento e permuta, a orientação de especialistas se torna cada vez mais decisiva para fechar bons negócios e evitar erros em um setor que continua em movimento.