NASCAR Brasil 2026 começa neste fim de semana e Felipinho Tozzo chega cercado de expectativa

Temporada mais extensa da história da categoria abre em Santa Cruz do Sul, com 21 corridas em nove etapas, novo carro no grid e atenção voltada a nomes como Felipinho Tozzo, que inicia o ano entre os pilotos observados da Team RC
A temporada 2026 da NASCAR Brasil Series começa oficialmente neste fim de semana, entre os dias 11 e 12 de abril, no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, abrindo o calendário mais robusto da história recente da categoria e colocando no centro da atenção um nome que chega cercado de expectativa: Felipinho Tozzo. Confirmado no grid pela Team RC, o piloto catarinense inicia o novo campeonato como um dos competidores observados na disputa, em um ano que combina expansão nacional, mudança técnica e aumento de pressão por regularidade desde a largada. Segundo o calendário oficial da categoria, 2026 terá nove etapas e 21 corridas, com a decisão marcada para 29 de novembro, em Brasília.
A abertura em Santa Cruz do Sul marca mais do que o início de um campeonato. Ela inaugura um novo momento da NASCAR Brasil, que chega a 2026 com um calendário distribuído de março a novembro, praticamente um evento por mês, e com a estreia do RiSE26, novo carro da categoria, apontado como um dos principais fatores de renovação técnica da temporada. A organização confirmou que o evento de abertura terá três dias de atividades, com shakedown, treinos, classificação e duas corridas no domingo, além de ações de aproximação com o público, como visitação aos boxes, drive parade e grid walk. A etapa terá um grid de 30 pilotos no circuito gaúcho.
No meio desse cenário, Felipinho Tozzo aparece como um dos nomes com margem real para transformar expectativa em resultado. Aos 20 anos, o piloto segue na NASCAR Brasil pela Team RC, agora a bordo do Chevrolet Camaro #57, após uma campanha de 2025 em que foi citado pela própria organização como presença constante entre os protagonistas. Em janeiro, a NASCAR Brasil oficializou a renovação do piloto para a temporada 2026, destacando sua sequência de pódios, o crescimento dentro da categoria e a meta declarada da equipe de brigar pelo título da categoria Challenge. O chefe da Team RC, Marcel Campos, afirmou à organização que a equipe entra no ano com “objetivo claro” de disputar a taça.
Esse enquadramento não é casual. Felipinho chega a 2026 com um conjunto de fatores que ajudam a sustentar a narrativa de observação sobre seu desempenho: continuidade na equipe, três temporadas de bagagem, familiaridade com o grid e um histórico recente que o mantém no radar. Em dezembro de 2025, por exemplo, ele foi o mais rápido no treino oficial da grande final em Interlagos, superando concorrentes em um momento de alta competitividade. Não é dado suficiente para antecipar favoritismo absoluto, mas é um indicador de que ele encerrou o último ciclo em alta e começa o novo ano sem a condição de promessa distante.
A própria trajetória ajuda a explicar o interesse em torno do piloto. Filho de Felipe Tozzo, campeão da Copa Truck e da Mercedes-Benz Challenge, Felipinho cresceu no ambiente dos autódromos, construiu passagem forte pelo kart — com título da Copa Brasil de Kart em 2021 — e fez a transição para os carros de turismo antes de estrear na NASCAR Brasil em 2023. Esse percurso, somado à idade e ao tempo de maturação dentro da categoria, o coloca numa zona competitiva importante: já não é estreante, mas ainda está no ponto em que evolução de desempenho costuma gerar salto de protagonismo.
A temporada também impõe um novo grau de exigência técnica. O RiSE26, carro que estreia em 2026, foi apontado pela categoria como mais veloz e como uma das principais novidades do campeonato. O próprio Felipinho reconheceu isso no anúncio de renovação, ao afirmar que se trata de um carro “bem mais veloz” e que a adaptação rápida será determinante. Em campeonatos com mudança relevante de plataforma, esse detalhe costuma pesar. Pilotos que assimilam o comportamento do novo equipamento mais cedo tendem a largar na frente num calendário mais longo e mais comprimido.
O campeonato, aliás, foi desenhado para premiar consistência. O site oficial da NASCAR Brasil informa que 2026 terá etapas em Santa Cruz do Sul, Cascavel, Interlagos, Velocitta, Cuiabá, Goiânia, Curvelo, Chapecó e Brasília, com passagens por circuitos mistos, traçados externos e ovais — uma combinação que amplia a diversidade técnica do calendário. A etapa em Goiânia, prevista para 23 de agosto, aparece como um ponto de interesse extra para o público goiano, já que coloca o estado no roteiro da principal categoria nacional inspirada no modelo NASCAR.
Para a largada deste fim de semana, a programação já está fechada. Em Santa Cruz do Sul, as atividades começam na sexta-feira com shakedown, treino extra e primeiro treino livre. No sábado, os pilotos voltam à pista para o segundo treino livre e a classificação. O domingo concentra o ponto alto da abertura, com duas corridas, previstas para 8h30 e 14h20, segundo a programação divulgada pela organização e reproduzida por veículos especializados.
O que torna essa abertura relevante para além do resultado imediato é o contexto. Em categorias de calendário extenso e carro novo, a primeira etapa costuma funcionar como termômetro técnico e psicológico. Ela mostra quem se adaptou mais rápido, quem larga com acerto mais refinado e quem consegue transformar expectativa em pontos. Para pilotos como Felipinho Tozzo, isso pesa ainda mais: começar bem significa consolidar a leitura de que 2026 pode ser o ano da afirmação definitiva dentro do grid.
É por isso que o fim de semana em Santa Cruz do Sul tem valor de largada e de teste. A NASCAR Brasil abre seu campeonato mais ambicioso, com mais etapas, mais corridas e novo pacote técnico. E Felipinho Tozzo chega à abertura justamente no ponto em que a torcida, a equipe e o paddock começam a cobrar menos promessa e mais entrega. O cenário está montado: calendário longo, visibilidade maior, carro novo e uma temporada que, para alguns nomes, começa já sob observação real.