Preenchimento labial fica artificial? Entenda o que é mito
Dra. Natalia Janardi explica como técnica e planejamento influenciam no resultado natural do procedimento
O preenchimento labial segue entre os procedimentos estéticos mais realizados no Brasil e faz parte de um movimento maior de crescimento da harmonização facial no país. Só para se ter uma ideia, o Brasil já figura entre os maiores mercados do mundo nesse segmento, com bilhões movimentados anualmente e crescimento contínuo impulsionado por procedimentos mínimamente invasivos, como o uso de ácido hialurônico
Esse avanço também se reflete na prática clínica. Apenas em procedimentos não cirúrgicos, o país já ultrapassa milhões de intervenções por ano, com destaque justamente para técnicas como preenchimentos faciais. Ao mesmo tempo, o aumento da procura vem acompanhado de dúvidas e principalmente de desinformação.
Entre os principais receios dos pacientes está o medo de resultados exagerados. Casos que viralizam nas redes sociais acabam reforçando a ideia de que o preenchimento labial sempre leva a um aspecto artificial. Mas, segundo especialistas, isso não representa a realidade da prática adequada.
De acordo com a Dra. Natalia Janardi, ortodontista e especialista em harmonização orofacial, essa percepção está muito mais ligada à execução do que ao procedimento em si. “Nem tudo que falam sobre preenchimento labial é verdade”, afirma.
Segundo ela, quando o procedimento é bem indicado, o objetivo não é transformar o rosto, mas respeitar a anatomia individual. “Quando bem indicado e planejado, o procedimento valoriza o formato natural dos lábios, sem exageros”, explica.
Técnica, planejamento e segurança
A popularização dos procedimentos também trouxe um alerta importante para o setor. Dados recentes mostram aumento nas complicações associadas a procedimentos estéticos, especialmente quando realizados por profissionais não habilitados, com registros de infecções, necroses e até riscos mais graves.
Esse cenário reforça que o resultado não depende apenas do produto utilizado, mas principalmente da técnica, do conhecimento anatômico e do planejamento individual.
Mitos comuns sobre preenchimento labial*
Além da ideia de que o resultado sempre será exagerado, outros mitos ainda são frequentes entre pacientes:
”Todo preenchimento fica artificial” — MITO: Segundo a especialista, o resultado depende de técnica e planejamento.
“Quanto mais produto, melhor o resultado” — MITO: O excesso de volume é justamente um dos principais fatores que levam à perda de naturalidade. Hoje, a tendência é trabalhar pequenas quantidades de forma progressiva.
“Preenchimento é igual para todo mundo” — MITO: Naturidade é prioridade, pois cada lábio tem uma anatomia única.
“É só estética” — MITO: Além do aspecto visual, o procedimento envolve avaliação funcional, proporção facial e equilíbrio entre estruturas.
Nova fase da estética. Menos transformação, mais equilíbrio
Nos últimos anos, a harmonização facial passou por uma mudança importante. Se antes o foco estava em padrões mais marcados, hoje há uma busca maior por naturalidade e individualidade. “Estética facial é sobre equilíbrio, não transformação”, pontua a Dra. Natalia.
Essa mudança acompanha um comportamento mais consciente dos pacientes, que têm buscado informações, comparado resultados e entendido melhor os limites dos procedimentos.
Informação como aliada do paciente
Com o crescimento acelerado do setor, que já registrou aumento significativo na demanda por procedimentos estéticos nos últimos anos, especialistas reforçam a importância de informação de qualidade.
Entender indicações, limites e riscos é fundamental para alinhar expectativas e garantir segurança. Em um cenário onde o acesso aos procedimentos é cada vez maior, a decisão informada passa a ser tão importante quanto a técnica.