Bronquiolite e síndromes respiratórias avançam em crianças e acendem alerta no Tocantins

Bronquiolite e síndromes respiratórias avançam em crianças e acendem alerta no Tocantins
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 28 de abril de 2026 0
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O avanço de doenças respiratórias entre crianças pequenas voltou a preocupar autoridades de saúde no Brasil. Dados recentes de vigilância epidemiológica mostram crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre bebês e crianças menores de dois anos — faixa etária mais vulnerável a complicações respiratórias.

Entre os vírus que mais têm circulado no país estão o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por quadros de bronquiolite em bebês, além da Influenza, vírus da gripe que também pode provocar agravamentos respiratórios. Especialistas alertam que o aumento de circulação viral também já é observado em regiões do Norte e Centro-Oeste, incluindo o Tocantins.

A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos — pequenas vias aéreas do pulmão — e costuma afetar principalmente crianças menores de dois anos. O quadro geralmente começa como um resfriado comum, mas pode evoluir rapidamente para dificuldade respiratória.

Segundo médicos ouvidos em monitoramentos de saúde pública, o maior risco ocorre justamente em bebês, porque o sistema respiratório ainda está em desenvolvimento. Quando os bronquíolos inflamam e produzem secreção, a passagem de ar fica reduzida, provocando o característico chiado no peito.

Quais são os sintomas de alerta

Os especialistas orientam que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais que indicam agravamento da doença.

Entre os principais sintomas estão:

  • chiado ou “apito” no peito
  • respiração rápida ou esforço para respirar
  • retração das costelas ao respirar
  • febre persistente
  • tosse intensa
  • dificuldade para se alimentar ou mamar
  • lábios ou extremidades arroxeadas

Quando esses sinais aparecem, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Em muitos casos, crianças pequenas precisam de suporte respiratório ou internação para monitoramento.

Diferença entre gripe, bronquiolite e pneumonia

Embora muitas infecções respiratórias tenham sintomas parecidos no início, especialistas explicam que existem diferenças importantes entre os quadros.

A gripe (Influenza) costuma provocar febre alta, dor no corpo, tosse e mal-estar generalizado.

A bronquiolite, por sua vez, aparece com mais frequência em bebês e é marcada pelo chiado no peito e pela dificuldade respiratória causada pela inflamação das vias aéreas.

Já a pneumonia é uma infecção mais profunda no pulmão, que pode provocar febre alta persistente, dor no peito, respiração acelerada e queda do estado geral da criança.

Em todos os casos, a avaliação médica é fundamental para confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.

Situação no Brasil e alerta para o Tocantins

Relatórios epidemiológicos nacionais têm apontado crescimento recente das síndromes respiratórias agudas, com aumento de hospitalizações pediátricas em várias regiões do país.

O cenário costuma se intensificar em períodos de maior circulação viral, especialmente durante mudanças de clima e períodos de maior permanência em ambientes fechados.

No Tocantins, profissionais da saúde também reforçam a necessidade de atenção redobrada com crianças pequenas, principalmente em creches e ambientes escolares, onde vírus respiratórios se espalham com facilidade.

Como proteger as crianças

Especialistas destacam algumas medidas simples que ajudam a reduzir o risco de infecção:

  • manter a vacinação contra influenza atualizada
  • evitar contato de bebês com pessoas gripadas
  • higienizar as mãos com frequência
  • manter ambientes ventilados
  • evitar exposição a fumaça de cigarro
  • manter aleitamento materno quando possível

Outra orientação importante é evitar automedicação, especialmente o uso indiscriminado de xaropes ou medicamentos para tosse em crianças pequenas.

Quando procurar atendimento

Pais devem buscar atendimento médico sempre que o bebê apresentar dificuldade para respirar, respiração muito acelerada, cansaço para mamar ou sinais de desidratação.

Para médicos, a regra é simples: bebê com dificuldade respiratória nunca deve esperar em casa.

A orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde ou hospital, já que a bronquiolite pode evoluir rapidamente em crianças pequenas.

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