Quando a fita vence o algoritmo: o Estúdio Urutu e a volta do som sem correção”

Quando a fita vence o algoritmo: o Estúdio Urutu e a volta do som sem correção”
Direto de PEPor Direto de PE 14 de maio de 2026 0

 

Série captada em fita magnética chega ao streaming com distribuição da Algohits: Gravado no Centro de SP em take único e sem processos digitais, o URUTU FITAS entrega a pureza do áudio analógico através de uma curadoria de oito artistas

Na contramão da perfeição milimétrica dos softwares, o som visceral da fita magnética volta a ser o protagonista.
O Estúdio Urutu e a Algohits oficializam uma parceria estratégica que desafia a estética digital dominante: o lançamento do projeto URUTU FITAS. A série audiovisual mergulha no rigor das gravações 100% analógicas e em take único, transportando o calor harmônico do rolo de fita diretamente para o ecossistema das plataformas de streaming.” A experiência do URUTU FITAS foi pensada para ser imersiva: enquanto a fita girava, o público presente nos demais ambientes do estúdio acompanhava tudo em tempo real. Essa vibração de “show ao vivo” foi capturada pelas lentes de Willian Paiva e Julia Missagia, criando um conteúdo audiovisual com lançamentos mensais. A série já está em curso nas plataformas digitais, tendo inaugurado o catálogo com Carol Maia (ao vivo), lançado em 09 de abril, seguido por Lau e Eu (ao vivo), que chegou ao público em 07 de maio.

No epicentro do Centro Histórico paulistano, entre o caos do Terminal Bandeira e a arquitetura clássica da República, uma sala de 26m² opera como uma cápsula do tempo. É ali, cercada por rolos de fita magnética e circuitos valvulados, que a música brasileira encontra um rigor técnico que parecia perdido. Sem o auxílio do digital, o som é esculpido em um mixer Soundcraft Ghost de 24 canais – uma mesa onde cada instrumento é ajustado manualmente, como se fosse uma “central de controle” do áudio  e imortalizado em um gravador de fita Tascam ATR80 – tape recorder que registra o áudio em fita magnética, isso quer dizer: um formato old school e muito cuidadoso. É neste cenário  que nomes como Toninho Horta, pilar do Clube da Esquina e autor de clássicos como ‘Manuel, o Audaz’ e ‘Beijo Partido’; Zezé Motta, atriz histórica e voz marcante de sucessos como ‘Senhora Liberdade’ e ‘Magrelinha’; Alaíde Costa, a dama da Bossa Nova e intérprete definitiva de ‘Onde Estás’; além do renomado produtor norte-americano Adrien Young, mente por trás do prestigiado projeto global Jazz Is Dead. O projeto ecoa também com um grande legado de mestres que já validaram o espaço, como Eliane Pittman, Edy Star, Djalma Correia e Próspero Albanese.

O diferencial do Estúdio Urutu reside na tensão criativa da fita. Diferente da produção moderna, onde cada nota pode ser corrigida, ali o processo é definitivo, segundo idealizador e diretor técnico do espaço: “A fita magnética propõe uma estética que o digital perdeu. No Urutu, buscamos aquela compressão natural e o calor harmônico que só o processo 100% analógico entrega, transformando cada gravação em um documento vivo.”
A vitrine dessa filosofia é a série audiovisual URUTU FITAS, onde oito artistas expoentes enfrentam o desafio do registro sem redes de segurança. Sob a curadoria de Vicente Barroso, o projeto foca na maturidade da performance: “O URUTU FITAS é pensado para registrar artistas que vivem hoje grandes momentos de maturidade em suas carreiras. Artistas em busca do registro definitivo e da força que um take único imprime na identidade do fonograma.” O legado de mestres como Eliane Pittman, Edy Star, Djalma Correia e Próspero Albanese validam essa proposta que transforma cada sessão em um evento
Conforme destaca Aline de Miranda, estrategista da parceria: “Estamos educando o algoritmo com som real. Através desta parceria, levamos a mística do analógico para o streaming, garantindo que o cuidado técnico do Estúdio Urutu se transforme em performance e alcance digital.” É esse acompanhamento próximo que permite que a sonoridade de artistas como Luísa e os Alquimistas, Veronica Valentino, Ayo Tupinambá e Jorge Degas chegue ao público com a integridade orgânica que o projeto exige.
E pra isso tudo funcionar no ambiente digital a Algohits faz seu papel convertendo essas mídias físicas em dados e lançando esses materiais no formato digital. “A grande jogada é darmos o valor e a importância que o analógico merece sem perder a potência da distribuição em larga escala que só o digital hoje viabiliza” comenta Ivan Staicov, manager da Algohits. Esse é o mercado fonográfico de hoje. Tudo pode ser lançado em escala, mas poucas coisas são feitas com esse cuidado e estratégia.

Ouça e assista aqui: Canal Estúdio Urutu
Institucional: ALGOHITS / INSTAGRAM ALGOHITS
Contato: [email protected]
Urutu: SITE URUTU |INSTAGRAM URUTU|
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