Tocantins ganha espaço na cúpula da CBF com Leomar Quintanilha na delegação da Seleção Brasileira com tom de despedida da FTF

Tocantins ganha espaço na cúpula da CBF com Leomar Quintanilha na delegação da Seleção Brasileira com tom de despedida da FTF
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 21 de maio de 2026 0
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O futebol tocantinense passou a ocupar um espaço raro dentro da estrutura de poder da Confederação Brasileira de Futebol. O presidente da Federação Tocantinense de Futebol, Leomar Quintanilha, foi confirmado como chefe da delegação brasileira para a Copa do Mundo de 2026, ampliando a presença política do estado nos bastidores da principal entidade esportiva do país.

O movimento ocorre em um momento de reorganização interna da CBF e reforça o crescimento da influência de federações estaduais fora do eixo tradicional Rio-São Paulo dentro do futebol brasileiro.

Leomar já vinha acumulando protagonismo nacional desde que assumiu espaço na vice-presidência da CBF durante a gestão de Ednaldo Rodrigues. Desde então, passou a integrar agendas estratégicas da entidade e reuniões ligadas à estruturação do futebol nacional.

Nos bastidores esportivos, a indicação é interpretada como um gesto político de fortalecimento regional dentro da confederação.

Historicamente, os principais cargos de influência da CBF ficaram concentrados entre dirigentes ligados às grandes federações do Sudeste. Nos últimos anos, porém, a entidade passou a ampliar o diálogo com estados considerados periféricos dentro da lógica econômica do futebol nacional.

O Tocantins entra justamente nesse cenário.

Embora ainda tenha participação limitada no calendário das grandes competições nacionais, o estado ampliou presença institucional dentro da estrutura política do futebol brasileiro por meio da atuação de sua federação.

A escolha de Leomar para integrar a organização da delegação brasileira também ocorre em um momento delicado da Seleção. O futebol brasileiro atravessa um ciclo de reformulação esportiva, mudanças administrativas e pressão por resultados após desempenhos abaixo da expectativa em torneios recentes.

Além da reconstrução técnica da equipe, a CBF também enfrenta desafios de imagem e governança, especialmente após disputas judiciais e questionamentos internos envolvendo a presidência da entidade nos últimos anos.

Para analistas esportivos, o fortalecimento de dirigentes estaduais faz parte de uma tentativa de ampliar sustentação política dentro da confederação e descentralizar parte das decisões historicamente concentradas nos grandes centros.

A presença de um dirigente tocantinense em uma posição ligada diretamente à Seleção Brasileira representa, nesse contexto, um avanço simbólico para o futebol do Norte do país.

Mais do que presença protocolar, a indicação coloca o Tocantins em um espaço historicamente restrito dentro da estrutura de poder do futebol brasileiro.

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