Rússia faz Kiev tremer com ataque em larga escala e reacende alerta global sobre a guerra na Ucrânia

Rússia faz Kiev tremer com ataque em larga escala e reacende alerta global sobre a guerra na Ucrânia
Crédito: Governo Ucraniano
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 2 de junho de 2026 0

A capital da Ucrânia voltou a viver uma das noites mais tensas da guerra. A Rússia lançou, na madrugada desta terça-feira, 2 de junho de 2026, um ataque aéreo em larga escala contra Kiev e outras cidades ucranianas, usando uma combinação de drones e mísseis. A ofensiva deixou mortos, feridos, prédios danificados, incêndios e milhares de moradores em alerta durante horas.

Direto de Kiev, a correspondente internacional do Diário Tocantinense relata que a cidade passou a madrugada sob sirenes, explosões e deslocamento de equipes de emergência. Em bairros atingidos, moradores deixaram apartamentos às pressas e buscaram abrigo enquanto colunas de fumaça eram vistas em diferentes pontos da capital.

Segundo autoridades ucranianas, a Rússia lançou 656 drones e 73 mísseis contra o território ucraniano, incluindo mísseis balísticos e hipersônicos. A defesa aérea da Ucrânia informou ter derrubado ou neutralizado parte expressiva dos artefatos, mas alguns atingiram áreas urbanas, infraestrutura e edifícios residenciais.

Em Kiev, explosões foram registradas em vários distritos. Prédios residenciais foram atingidos, veículos ficaram destruídos e equipes de resgate trabalharam em meio a escombros. Autoridades locais informaram que há mortos e dezenas de feridos na capital, incluindo civis que estavam dentro de casa no momento dos impactos.

O ataque não ficou restrito a Kiev. Outras regiões da Ucrânia também foram atingidas, incluindo Dnipro, Kharkiv, Zaporizhzhia e Poltava. Em Dnipro, autoridades relataram destruição em edifício residencial e mortes de civis. A ofensiva reforça a escalada militar em um momento de forte tensão entre Moscou e Kiev.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que a operação foi uma resposta a ações ucranianas classificadas por Moscou como ataques terroristas. O governo russo declarou ter mirado instalações militares, infraestrutura de transporte, depósitos de combustível e alvos ligados à indústria de defesa ucraniana.

Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky voltou a pedir reforço internacional para a defesa aérea do país. Kiev cobra sistemas capazes de interceptar mísseis balísticos e hipersônicos, especialmente após a intensificação dos bombardeios russos contra grandes centros urbanos.

A ofensiva ocorreu após Moscou ter sinalizado que poderia realizar ataques sistemáticos contra Kiev. Autoridades russas haviam orientado estrangeiros a deixarem a capital ucraniana, o que aumentou a tensão diplomática e levou embaixadas e organismos internacionais a reforçarem protocolos de segurança.

Na avaliação da correspondente do Diário Tocantinense em Kiev, a população vive uma rotina marcada por incerteza. Mesmo após anos de guerra, cada nova ofensiva em larga escala reacende o medo de ataques prolongados, colapso de serviços essenciais e novas ondas de deslocamento interno.

As imagens registradas na capital mostram ruas cobertas por destroços, fachadas danificadas, janelas estilhaçadas e moradores tentando recuperar documentos, roupas e objetos pessoais. Em alguns pontos, equipes de emergência atuaram durante a madrugada para apagar incêndios e retirar pessoas de áreas atingidas.

O ataque também provocou reação internacional. Países europeus acompanham a situação com preocupação, especialmente pelo uso crescente de drones, mísseis de longo alcance e armamentos hipersônicos. A Polônia, integrante da Otan, chegou a mobilizar aeronaves militares para proteger seu espaço aéreo diante da intensidade dos ataques russos na Ucrânia.

Para o Diário Tocantinense, a ofensiva mostra que a guerra entrou novamente em uma fase de forte pressão sobre centros urbanos. Kiev, símbolo da resistência ucraniana, volta a ser alvo direto de uma estratégia russa que combina impacto militar, desgaste psicológico e pressão política sobre o governo de Zelensky.

A madrugada desta terça-feira deixa uma mensagem dura: mesmo longe do Brasil e do Tocantins, a guerra na Ucrânia segue influenciando a geopolítica global, os preços de energia, fertilizantes, alimentos e o equilíbrio entre grandes potências. O conflito continua sendo uma crise internacional com reflexos econômicos e diplomáticos para vários países, inclusive o Brasil.

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