Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49, foram encontrados mortos após incêndio em uma residência no setor Lago Azul I; Polícia Civil aguarda laudos periciais

Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49, foram encontrados mortos após incêndio em uma residência no setor Lago Azul I; Polícia Civil aguarda laudos periciais
Crédito: Montagem
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 6 de junho de 2026 0

A morte da jovem Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e de seu padrasto, Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, em Araguaína, no norte do Tocantins, ganhou novos desdobramentos após a confirmação de que o homem cumpria pena por um crime cometido em 2009. Ele havia sido condenado pelo assassinato de outra enteada, caso que marcou a cidade pela gravidade e pela repercussão à época.

Laiane e Ivano foram encontrados mortos dentro de uma residência no setor Lago Azul I, após um incêndio registrado na tarde de quarta-feira, 3 de junho. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Araguaína.

Segundo a Polícia Civil, a investigação ainda está em fase inicial e não há, até o momento, elementos técnicos suficientes para confirmar a dinâmica das mortes. A corporação aguarda os resultados dos exames periciais e dos laudos do Instituto Médico Legal, que deverão apontar informações importantes sobre as circunstâncias do incêndio e sobre o que ocorreu dentro do imóvel.

De acordo com informações apuradas junto às forças de segurança, testemunhas relataram ter ouvido um barulho semelhante a uma explosão antes de o fogo se espalhar. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas, que ficaram concentradas em um dos cômodos da casa.

Durante o atendimento à ocorrência, foram localizados indícios que passaram a ser analisados pela perícia. A Polícia Civil trata o caso com cautela e evita cravar qualquer linha de investigação antes da conclusão dos exames técnicos.

O histórico de Ivano Vaz Cunha passou a ser um dos pontos de maior repercussão do caso. Ele havia sido condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de Layla Athyla Maranhão Vales, de 19 anos, também sua enteada. O crime ocorreu em 2009 e consta em registros judiciais do Tocantins.

Apesar da condenação, Ivano estava em regime aberto e utilizava tornozeleira eletrônica. A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que o monitoramento era realizado por determinação judicial e que o homem tinha autorização para trabalho externo.

A pasta também explicou que eventuais violações no sistema de monitoramento eletrônico são verificadas pela Polícia Penal e comunicadas ao Poder Judiciário. A Seciju destacou ainda que não tem competência para revogar benefícios ou determinar o retorno de um condenado ao regime fechado, atribuição que cabe à Justiça.

A morte de Laiane causou forte comoção em Araguaína. Familiares, amigos e moradores da região acompanharam o caso com indignação e cobraram esclarecimentos sobre as circunstâncias da tragédia.

A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas, analisando vestígios encontrados no local e aguardando os resultados oficiais da perícia. Somente após a conclusão dos laudos será possível apontar, com segurança, a origem do incêndio, a dinâmica dos fatos e se houve participação de terceiros.

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