De Olho na Política: recuo de Carlesse, movimentação de Luana Ribeiro e excesso de pré-candidatos ao Senado agitam bastidores no Tocantins
Os bastidores políticos do Tocantins seguem em ritmo acelerado, com mudanças de rota, novas dobradinhas, pré-campanhas silenciosas e disputas internas que começam a desenhar o tabuleiro de 2026. O recuo de Mauro Carlesse da corrida ao Senado, a movimentação de Luana Ribeiro rumo à Assembleia, as articulações de Lucas Campelo com Gutierres Torquato e o crescimento da lista de nomes interessados no Senado mostram que a pré-campanha já começou antes mesmo do prazo oficial. No cenário nacional, Lula voltou ao centro da repercussão após fala ao presidente do FMI, enquanto Davi Alcolumbre subiu o tom no Senado.
A política tocantinense entrou naquela fase em que ninguém assume tudo, mas quase todo mundo já está se movimentando. Entre recuos, dobradinhas, apoios costurados e disputas por espaço, o eleitor começa a enxergar quem está realmente no jogo e quem ainda testa força nos bastidores.
Carlesse recua do Senado, mas decide disputar vaga na Assembleia Estadual

O ex-governador Mauro Carlesse decidiu recuar da disputa ao Senado, mas não deve ficar fora do processo eleitoral. A nova movimentação aponta para uma possível candidatura à Assembleia Legislativa, o que muda a leitura sobre seu papel no tabuleiro de 2026. Mesmo fora da corrida majoritária, Carlesse ainda pode tentar medir força política, buscar base regional e reorganizar seu grupo para voltar ao centro das articulações.
Luana Ribeiro entra em clima de pré-campanha para estadual

Luana Ribeiro também começa a aparecer em clima de pré-campanha para a Assembleia Legislativa. Com histórico político conhecido no Tocantins e trânsito em diferentes grupos, ela passa a ser observada como um nome que pode buscar espaço na disputa proporcional. A movimentação indica que a corrida por cadeiras na Aleto deve ser uma das mais disputadas dos últimos anos.
Lucas Campelo fecha dobradinha com Gutierres Torquato

Nos bastidores e publicamente, Lucas Campelo e Gutierres Torquato aparecem alinhados em uma dobradinha política que pode ganhar corpo nas próximas semanas. A estratégia mostra que os pré-candidatos começam a buscar composições regionais, bases compartilhadas e alianças que possam fortalecer candidaturas em diferentes frentes. Em política, dobradinha não é apenas fotografia: é cálculo de território, voto e estrutura.
Pré-campanha tem mais candidato ao Senado do que qualquer outra coisa
A disputa pelo Senado virou o grande ponto de atração da pré-campanha no Tocantins. Nunca se falou tanto em nomes para a majoritária. O curioso é que, enquanto muitos se apresentam como possíveis candidatos ao Senado, a conta política ainda precisa fechar em grupos, partidos, federações e alianças. A pergunta que fica é: quantos desses nomes vão realmente chegar até a convenção?
Lula, FMI e Alcolumbre: falas movimentam Brasília

No cenário nacional, uma fala de Lula ao presidente do FMI ganhou repercussão e alimentou debates entre aliados e adversários. Ao mesmo tempo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, subiu o tom contra críticas feitas a ele durante sessão que envolveu os 400 mil agentes comunitários. Os dois episódios mostram como Brasília segue em temperatura alta, com declarações políticas ganhando peso imediato nas redes e no Congresso.
PT precisa trabalhar muito para eleger seus candidatos

No Tocantins, o PT tem desafio grande pela frente: transformar presença política nacional em voto local. A sigla precisa organizar bases, fortalecer nomes, ampliar diálogo com lideranças municipais e construir candidaturas competitivas. Ter Lula como principal referência nacional ajuda na mobilização, mas não resolve sozinho a disputa nos municípios. Para eleger seus candidatos, o partido terá que trabalhar muito, com estratégia, unidade e presença real nas bases.