“Não tem como duvidar”: fazenda de R$ 25 milhões comprada por Alexandre Pires vira briga milionária na Justiça do Tocantins

“Não tem como duvidar”: fazenda de R$ 25 milhões comprada por Alexandre Pires vira briga milionária na Justiça do Tocantins
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 6 de julho de 2026 0

Uma negociação milionária envolvendo o cantor Alexandre Pires foi parar na Justiça do Tocantins. A venda de uma fazenda avaliada em R$ 25 milhões, localizada em Dianópolis, passou a integrar uma disputa judicial entre supostos sócios ligados à exploração de propriedades rurais na região.

O caso envolve o Lote 8 da Fazenda Buriti, adquirido por Alexandre Pires. A negociação entrou no centro de uma ação movida pelo agropecuarista Renato Junio Pinto Guimarães, que afirma ter mantido uma sociedade rural de fato com Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas.

Segundo Renato, ele teria sido excluído da negociação da propriedade e não teria recebido os valores que entende serem devidos pela participação na suposta sociedade. A ação tramita na Vara Cível de Dianópolis e busca o reconhecimento e a dissolução da alegada sociedade rural, além da apuração dos valores que Renato afirma ter direito. O processo tem valor atribuído de R$ 12,3 milhões.

De acordo com as alegações apresentadas à Justiça, a parceria teria começado em 2019 e envolveria atividades agropecuárias e a gestão de diferentes propriedades rurais, entre elas as fazendas Catarina, Sempre Verde, Arara Preta e o Lote 8 da Fazenda Buriti.

Renato afirma que atuava diretamente na gestão das propriedades, enquanto os demais envolvidos ficariam responsáveis pelas questões administrativas e documentais. Durante a análise inicial do caso, a Justiça considerou que documentos apresentados no processo indicavam a possível existência de uma relação de parceria comercial entre os envolvidos.

Alexandre Pires também foi incluído no processo para ser citado em razão da compra da propriedade rural. A inclusão do cantor na ação está relacionada à negociação do imóvel e não representa, por si só, acusação de irregularidade praticada pelo artista.

Entre os pedidos apresentados estavam o bloqueio de imóveis, contas e veículos, além da nomeação de Renato como administrador provisório das atividades rurais. A Justiça negou o bloqueio imediato de valores e veículos e também rejeitou o pedido de administração provisória das propriedades.

Por outro lado, foi autorizada a averbação da existência da disputa judicial nas matrículas dos imóveis envolvidos. A medida serve para informar possíveis compradores sobre a existência do processo. A defesa de Renato afirma que a ação busca proteger os direitos patrimoniais do agropecuarista e que ele permanece aberto ao diálogo e a uma possível composição entre as partes.

Enquanto a Justiça analisa a disputa, a venda da propriedade por R$ 25 milhões segue no centro de uma briga milionária no Tocantins. E, lembrando um conhecido verso eternizado na voz de Alexandre Pires, “não tem como duvidar”: o caso ainda pode render novos capítulos.

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