Trump admite ligação à Fifa por astro dos EUA e lança suspeita contra árbitro brasileiro após expulsão na Copa

Trump admite ligação à Fifa por astro dos EUA e lança suspeita contra árbitro brasileiro após expulsão na Copa
Donald Trump anuncia novas medidas sobre comércio, imigração e direitos civis em coletiva na Casa Branca.
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 7 de julho de 2026 0

Presidente norte-americano afirmou ter pedido a Gianni Infantino revisão do cartão vermelho de Folarin Balogun; punição foi suspensa e Raphael Claus recebeu apoio da Fifa após críticas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter procurado o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir uma revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. Além de criticar a expulsão, Trump colocou sob suspeita a atuação do árbitro brasileiro Raphael Claus.

Balogun foi expulso após revisão do VAR na partida dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. As imagens mostraram a chuteira do atacante atingindo a região do tornozelo de Tarik Muharemovic. A decisão de Raphael Claus previa suspensão automática de uma partida.

Trump afirmou que entrou em contato diretamente com Infantino por não concordar com a marcação. Segundo o presidente norte-americano, o lance teria sido uma disputa entre atletas e não justificaria o cartão vermelho.

“Eu não achei que fosse falta”, declarou Trump ao comentar o episódio. O republicano também classificou a decisão como “horrível” e afirmou que a ausência de um dos principais jogadores dos Estados Unidos prejudicaria o espetáculo da competição.

Ao falar sobre Raphael Claus, Trump elevou o tom. “Esse árbitro, que é um pouco suspeito se você checar o passado dele”, afirmou o presidente norte-americano, sem apresentar, naquele momento, elementos específicos para sustentar a insinuação contra o brasileiro.

Trump negou ter pressionado a Fifa para obter uma decisão favorável aos Estados Unidos. Segundo ele, o pedido feito a Infantino foi para que o caso fosse analisado novamente e a entidade tomasse a decisão que considerasse correta. Infantino confirmou que recebeu o contato sobre Balogun.

A Fifa posteriormente suspendeu a execução da punição decorrente do cartão vermelho, permitindo que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final. A decisão provocou forte repercussão internacional e abriu questionamentos sobre uma possível interferência política em uma questão disciplinar da Copa.

A liberação não mudou o destino dos Estados Unidos no Mundial. Com Balogun disponível, a seleção norte-americana perdeu por 4 a 1 para a Bélgica e foi eliminada da competição.

A reação às declarações de Trump foi imediata. A Fifa saiu em defesa de Raphael Claus e classificou o brasileiro como um dos principais árbitros do mundo, destacando seu profissionalismo e sua integridade ao longo da carreira.

Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa, também manifestou confiança no brasileiro. Claus disputa sua segunda Copa do Mundo e integra o grupo de elite da arbitragem da entidade.

A CBF também defendeu Raphael Claus após as declarações do presidente dos Estados Unidos. O episódio transformou uma decisão de campo em uma discussão que ultrapassou o futebol e chegou ao debate sobre os limites da influência política dentro das grandes competições esportivas.

A proximidade pública entre Trump e Gianni Infantino já vinha sendo observada antes do episódio. Desta vez, porém, o próprio presidente norte-americano reconheceu que levou diretamente ao dirigente máximo da Fifa uma reclamação envolvendo um jogador da seleção de seu país.

No centro da polêmica estão três personagens: Trump, que diz apenas ter solicitado uma revisão; a Fifa, que suspendeu a punição de Balogun e depois defendeu o árbitro; e Raphael Claus, alvo de uma acusação pública de “suspeito” feita por um dos homens mais poderosos do mundo sem que provas de irregularidade no episódio fossem apresentadas.

O cartão vermelho ficou para trás, os Estados Unidos deixaram a Copa, mas a interferência admitida por Trump e o ataque ao árbitro brasileiro ampliaram uma discussão que promete continuar fora das quatro linhas.

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