Quinta do Agro | Arroba segue firme no Tocantins: boi gordo chega a R$ 337 e vaca encosta em R$ 320; veja as cotações
O mercado do boi gordo chega a esta quinta-feira, 13 de agosto, com preços firmes no Tocantins e valores praticamente uniformes entre as regiões Norte e Sul do estado. Levantamento do Diário Tocantinense, com base nas referências da Scot Consultoria de 12 de agosto, mostra que o boi gordo alcança R$ 337 por arroba a prazo, enquanto a vaca gorda chega a R$ 320/@ nas duas principais regiões pecuárias tocantinenses monitoradas.
Na região Sul do Tocantins, o boi gordo está cotado em R$ 333/@ à vista e R$ 337/@ para pagamento em 30 dias. Considerando o desconto do Funrural, os valores ficam em R$ 327,50/@ à vista e R$ 331,50/@ a prazo. Com o desconto do Senar, as referências são de R$ 332,50/@ e R$ 336,50/@, respectivamente.
Na região Norte do Tocantins, a referência é a mesma: R$ 333/@ à vista e R$ 337/@ a prazo para o boi gordo. Com o desconto do Funrural, a cotação fica em R$ 327,50/@ à vista e R$ 331,50/@ em 30 dias. Considerando o Senar, são R$ 332,50/@ à vista e R$ 336,50/@ a prazo.
A vaca gorda também apresenta preços iguais entre as duas regiões. No Sul do Tocantins, a fêmea está em R$ 316/@ à vista e R$ 320/@ a prazo. No Norte, os negócios têm as mesmas referências: R$ 316/@ à vista e R$ 320/@ para pagamento em 30 dias.
Dessa forma, o levantamento do Diário Tocantinense mostra um cenário de equilíbrio dentro do próprio estado. Não há, neste momento, diferença na referência divulgada pela Scot entre o Norte e o Sul para boi e vaca, o que coloca as duas regiões em patamar semelhante de negociação.
O chamado “boi China”, destinado aos protocolos específicos de exportação ao mercado chinês, aparece no Tocantins a R$ 340/@ a prazo, acima dos R$ 337/@ do boi comum. Esse prêmio pode fazer diferença para produtores com animais enquadrados nas exigências dos compradores internacionais.
No comparativo nacional, o Tocantins permanece competitivo. Em São Paulo, nas praças de Barretos e Araçatuba, o boi gordo aparece em R$ 345,50/@ à vista e R$ 350/@ a prazo. Em Goiás, Goiânia registra R$ 331/@ à vista e R$ 335/@ em 30 dias, enquanto o Sul goiano está em R$ 328/@ e R$ 332/@. Isso significa que a referência tocantinense de R$ 337/@ supera algumas importantes praças do Centro-Oeste.
No Mato Grosso, as referências variam conforme a região. Em Cuiabá e no Sudeste mato-grossense, por exemplo, o boi está em R$ 331/@ à vista e R$ 335/@ a prazo. Já no Norte do estado, a cotação fica em R$ 329/@ à vista e R$ 333/@ a prazo. O valor tocantinense, portanto, aparece acima dessas referências no pagamento em 30 dias.
No Pará, região que mantém forte relação comercial com o Norte do Tocantins, os preços são superiores em algumas praças. Marabá e Redenção aparecem com R$ 338/@ à vista e R$ 342/@ a prazo, enquanto Paragominas alcança R$ 345,50/@ à vista e R$ 350/@ em 30 dias.
Para o pecuarista tocantinense, o cenário exige atenção às oportunidades de negociação. Quem possui animais terminados e consegue valores próximos ou acima das referências pode encontrar um momento interessante para venda, sobretudo quando o custo de permanência do gado na propriedade começa a pesar.
Por outro lado, produtores com boa disponibilidade de pastagem ou alimentação, sem necessidade imediata de caixa, podem acompanhar o comportamento das escalas dos frigoríficos e a oferta de animais antes de fechar os próximos lotes. A decisão entre vender ou segurar a boiada deve considerar não apenas a arroba do dia, mas custo de produção, ganho de peso, disponibilidade de alimento e condições de pagamento.
O levantamento do Diário Tocantinense mostra, portanto, que nesta quinta-feira o mercado tocantinense tem uma referência clara: no Sul, boi a R$ 333/@ à vista e R$ 337/@ a prazo e vaca a R$ 316/@ à vista e R$ 320/@ a prazo; no Norte, boi a R$ 333/@ à vista e R$ 337/@ a prazo e vaca a R$ 316/@ à vista e R$ 320/@ a prazo.
A Quinta do Agro, do Diário Tocantinense, continuará acompanhando o comportamento das principais praças pecuárias para mostrar ao produtor como o Tocantins se posiciona no mercado brasileiro e quais movimentos podem influenciar o preço da arroba nas próximas negociações.