Dorinha se reúne com prefeito Ricardo Nunes em São Paulo e busca soluções para segurança, resíduos e saneamento no Tocantins
A senadora Professora Dorinha (União Brasil) se reuniu com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), nesta quarta-feira, 12, durante uma agenda técnica na capital paulista voltada à busca de experiências que possam ser adaptadas ao Tocantins. Segurança pública, uso de tecnologia, saneamento e gestão de resíduos sólidos estiveram entre os principais assuntos discutidos no encontro.
Recebida por Ricardo Nunes, Dorinha conheceu iniciativas desenvolvidas pela Prefeitura de São Paulo e destacou que a intenção é avaliar experiências que já apresentam resultados e que possam servir de referência para políticas públicas no Tocantins.
“Viemos conhecer experiências que estão funcionando e que podem contribuir para cuidarmos ainda melhor do Tocantins”, afirmou a senadora.
Entre os programas que chamaram a atenção está o Smart Sampa, sistema de monitoramento integrado que utiliza câmeras, tecnologia de reconhecimento, leitura de placas e cruzamento de informações para auxiliar as forças de segurança no combate à criminalidade, na localização de veículos roubados e na identificação de pessoas procuradas ou desaparecidas.
Dorinha afirmou que pretende retornar à capital paulista para conhecer ainda mais de perto o funcionamento do Smart Sampa e avaliar quais ferramentas poderiam ser adaptadas à realidade tocantinense, especialmente em cidades como Palmas, Araguaína e Gurupi e, posteriormente, em outras regiões do estado.
O encontro também tratou da gestão de resíduos sólidos. São Paulo vem adotando soluções voltadas à ampliação da reciclagem, redução da quantidade de lixo encaminhada aos aterros e aproveitamento de resíduos para geração de energia e produção de combustíveis.
Levantamento do Diário Tocantinense mostra que uma das experiências em desenvolvimento na capital paulista é o Ecoparque São Paulo Leste, projeto que reúne tecnologias de triagem, reciclagem, tratamento de resíduos orgânicos, geração de energia, biogás e biometano.
A experiência ganha relevância para o Tocantins diante dos desafios enfrentados pelos 139 municípios na coleta, transporte, separação e destinação adequada dos resíduos. Em cidades menores, a regionalização de estruturas e a criação de consórcios entre municípios podem surgir como alternativas para reduzir custos e melhorar a eficiência dos serviços.
Na área de segurança, a experiência paulista também abre espaço para uma discussão sobre a ampliação do videomonitoramento no Tocantins. Sistemas integrados poderiam permitir maior compartilhamento de informações entre forças estaduais e municipais, além de acelerar a identificação de ocorrências.
Durante o encontro, Ricardo Nunes elogiou a atuação de Dorinha no Senado e agradeceu a participação da parlamentar em processos relacionados a operações de crédito da Prefeitura de São Paulo. A senadora ocupa posição de destaque na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, colegiado responsável pela análise de temas financeiros envolvendo estados e municípios.
A agenda em São Paulo também ocorre em meio à campanha eleitoral no Tocantins e reforça a estratégia de Dorinha de buscar exemplos administrativos em funcionamento antes de formular propostas específicas para o estado.
O desafio, porém, é adaptar soluções desenvolvidas em uma metrópole como São Paulo à realidade tocantinense. Enquanto a capital paulista reúne milhões de habitantes em uma área densamente urbanizada, o Tocantins possui população distribuída em 139 municípios, grandes distâncias territoriais e necessidades distintas entre as regiões Norte, Central e Sul.
Por isso, a eventual utilização dessas experiências dependerá de estudos sobre custos, infraestrutura, quantidade de habitantes atendidos, capacidade dos municípios e integração com o Governo do Estado.
Na área dos resíduos sólidos, uma das possibilidades seria estimular modelos regionalizados, permitindo que vários municípios utilizem uma mesma estrutura de tratamento, reciclagem e destinação final. A medida poderia beneficiar principalmente cidades que não possuem escala financeira suficiente para manter estruturas individuais.
Na segurança, o caminho pode passar por uma rede estadual de videomonitoramento, conectando câmeras instaladas em pontos estratégicos das cidades a bancos de dados e centrais de operações das forças policiais.
Dorinha sinalizou que o encontro com Ricardo Nunes será apenas uma primeira etapa dessa aproximação. A senadora pretende aprofundar o conhecimento sobre os programas paulistas e identificar quais soluções podem ser transformadas em propostas compatíveis com as características do Tocantins.
O Diário Tocantinense acompanha o movimento e vai buscar detalhar quais experiências de São Paulo poderão efetivamente entrar no planejamento de Dorinha para áreas consideradas estratégicas, como segurança pública, saneamento, inovação e gestão dos resíduos sólidos.