Melasma pode exigir tratamento contínuo e combinação de diferentes estratégias
Especialista da JK Estética Avançada explica por que controlar as manchas exige atenção a diferentes fatores e cuidados de manutenção
O melasma costuma ser reconhecido pelas manchas escuras que aparecem principalmente no rosto, mas tratar apenas a pigmentação visível nem sempre é suficiente. A condição tem comportamento crônico e multifatorial, o que ajuda a explicar por que as manchas podem clarear durante um período e voltar algum tempo depois.
Essa característica também mudou a maneira de pensar o tratamento. Hoje, além da produção de melanina, outros mecanismos envolvidos no melasma recebem atenção, entre eles inflamação, alterações na vascularização, danos à membrana basal e estresse oxidativo.
A Dra. Patrícia Janiuzelli Cobianchi, dermatologista da JK Estética Avançada, explica que essa combinação de fatores torna a avaliação individual importante para definir quais estratégias serão utilizadas.
“O melasma não deve ser tratado olhando apenas para a mancha que aparece na superfície. Existem diferentes mecanismos envolvidos e é justamente por isso que o tratamento precisa ser combinado e individualizado”, explica.
Na prática, dificilmente uma única medida consegue atuar em todas essas frentes. Características da pele, intensidade das manchas, histórico do paciente e resposta a tratamentos anteriores ajudam a definir o planejamento.
A fotoproteção ocupa um papel central nesse cuidado. A exposição à radiação pode favorecer o escurecimento e a recorrência das manchas, por isso a proteção precisa continuar mesmo quando a pele apresenta melhora.
“Um erro comum é achar que, depois que a mancha clareou, o tratamento terminou. No melasma, a manutenção é uma parte muito importante porque estamos falando de uma condição com tendência a voltar”, afirma a especialista da JK Estética Avançada.
O skincare realizado em casa também faz parte da estratégia. Despigmentantes e outros ativos podem ser escolhidos de acordo com cada pele, com atenção especial ao risco de irritação. Usar muitos produtos ou tentar acelerar o clareamento com substâncias inadequadas pode provocar inflamação e acabar dificultando o controle das manchas.
Dependendo do caso, fotoprotetores orais também podem ser considerados como complemento. Eles não substituem o protetor solar tópico nem os outros cuidados, mas podem integrar o planejamento definido para determinados pacientes.
Os procedimentos realizados em consultório formam outra frente. Peelings químicos, técnicas de drug delivery, lasers e outras tecnologias estão entre as possibilidades disponíveis. A escolha, no entanto, precisa ser criteriosa.
Uma intervenção que provoque inflamação excessiva pode aumentar o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória, especialmente em peles predispostas. Isso significa que utilizar uma tecnologia mais intensa não necessariamente representa um tratamento melhor.
“Precisamos avaliar muito bem quando indicar um procedimento e qual recurso utilizar. No melasma, provocar uma resposta inflamatória exagerada pode piorar justamente aquilo que estamos tentando controlar”, explica a Dra. Patrícia.
Outro desafio aparece depois do clareamento inicial. Como existe possibilidade de recorrência, a rotina costuma continuar com fotoproteção e despigmentantes não irritativos, além do acompanhamento para observar como a pele responde ao longo do tempo.
Essa manutenção permite fazer ajustes antes que uma nova piora se torne mais difícil de controlar. Também ajuda a evitar ciclos em que o paciente abandona todos os cuidados quando melhora e volta a procurar tratamento somente quando as manchas estão novamente evidentes.
Para a profissional da JK Estética Avançada, entender o caráter crônico do melasma muda também a expectativa em relação ao resultado.
“Não estamos falando de fazer um procedimento e esquecer o problema. O objetivo é conseguir controlar o melasma, manter a pele estável e escolher estratégias que possam ser sustentadas ao longo do tempo.”
Skincare, fotoproteção, medicamentos e procedimentos podem, portanto, aparecer juntos no tratamento. A combinação escolhida varia de pessoa para pessoa e pode mudar ao longo do acompanhamento, principalmente porque controlar o melasma também significa observar como aquela pele reage e ajustar a estratégia quando necessário.