Debate pelo Governo do Tocantins começa com sete candidatos, críticas à gestão e economia no centro da disputa
O debate entre os candidatos ao Governo do Tocantins começou nesta quinta-feira, 27, já deixando claro que a campanha entra em uma fase mais quente. Os sete postulantes ao Palácio Araguaia compareceram ao encontro realizado no auditório do Sistema FIETO, em Palmas, com plateia presente, e desde as apresentações iniciais começaram a delimitar os campos que pretendem ocupar na disputa.
Participaram professora Dorinha, do União Brasil; Vicentinho Júnior, do PSDB; Ataídes de Oliveira, do Novo; Laurez Moreira, do PSD; Du Pereira, do DC; professor Witer Naves, do PSOL; e subtenente Luiz Carlos, do Democrata.
O formato foi dividido em quatro blocos, incluindo confrontos diretos, perguntas elaboradas pela FIETO, temas sorteados e considerações finais.
Logo na apresentação, Dorinha procurou colocar o desenvolvimento econômico como sustentação das políticas públicas. A candidata afirmou que educação, saúde e segurança dependem de uma economia fortalecida e defendeu um Estado mais ágil, organizado e menos burocrático.
Vicentinho Júnior escolheu um caminho mais crítico desde o primeiro minuto. Depois de se apresentar e citar sua chapa com Amélio Cayres, afirmou que o Tocantins não poderia normalizar a perda de posições no ranking de competitividade e começou a construir um discurso de oposição ao atual modelo de gestão.
Ataídes de Oliveira apostou no discurso empresarial e destacou sua trajetória na iniciativa privada. Laurez Moreira colocou a experiência política e administrativa como seu principal diferencial. Du Pereira tentou ocupar o espaço da renovação, enquanto o subtenente Luiz Carlos apresentou sua candidatura como um voto de protesto para quem está insatisfeito com a política tradicional. Quando começaram as perguntas diretas, o tom aumentou.
Witer Naves abriu o confronto questionando Dorinha sobre industrialização, geração de empregos e investimentos. A candidata respondeu defendendo qualificação profissional, integração entre trabalhadores e empresas e aproveitamento das potencialidades do agronegócio, mineração e logística.
Na sequência, Dorinha colocou o Fundo Estadual de Transporte, o FET, no centro do debate e afirmou que sua posição é pela revogação. Ao perguntar a Laurez Moreira sobre o assunto, abriu um tema que voltaria a aparecer durante outros momentos do confronto.
Vicentinho tentou escolher Dorinha para seu primeiro embate, mas as regras impediram porque ela já havia respondido naquela rodada. Mesmo tendo que direcionar sua pergunta a Ataídes, utilizou o tempo para atingir diretamente a candidata do União Brasil.
Ao citar saúde, falta de transparência, FET e medicamentos vencidos, Vicentinho passou a colocar Dorinha no centro de sua estratégia eleitoral.
Ataídes aproveitou o momento para endurecer o discurso e afirmou que corrupção, favores políticos e má gestão seriam os “três cânceres” do Tocantins.
Na réplica, Vicentinho voltou a atingir Dorinha, citou dificuldades envolvendo medicamento oncológico e prometeu construir três hospitais regionais, além de auditar compras realizadas na saúde. Dorinha pediu direito de resposta, que posteriormente foi negado pela organização.
O início do debate mostrou uma configuração que deverá acompanhar a campanha: Dorinha buscando defender avanços e apresentar propostas, Vicentinho tentando transformá-la na representante eleitoral da continuidade, e os demais candidatos procurando espaço para impedir que a disputa fique concentrada apenas nos dois.