Economia, saúde e segurança dominam novo bloco e candidatos aumentam pressão contra Dorinha e Vicentinho
O debate avançou com perguntas elaboradas pela FIETO e uma nova rodada de confrontos diretos, ampliando as discussões sobre mineração, tecnologia, educação, infraestrutura, meio ambiente, segurança pública, saúde e desenvolvimento econômico.
Witer Naves respondeu sobre mineração. Durante a pergunta, foi destacado que a arrecadação da compensação financeira pela exploração mineral no Tocantins passou de R$ 7,8 milhões em 2020 para R$ 35,4 milhões em 2025.
Witer defendeu a construção de um plano diretor para o setor mineral e mudanças que permitam ao Tocantins aproveitar melhor economicamente suas riquezas.
Dorinha recebeu uma pergunta sobre desenvolvimento produtivo, tecnologia e inovação. A candidata defendeu parques tecnológicos, aproximação entre Governo do Estado, universidades e institutos federais, atração de pesquisadores e utilização da tecnologia para melhorar a produtividade.
Vicentinho respondeu sobre ambiente de negócios e voltou a criticar indicações políticas e apadrinhamentos dentro do governo.
“O nosso governo, essa história de apadrinhamento familiar, ou por ser amigo do governador, acaba”, declarou.
Vicentinho também falou sobre incentivos fiscais, reforma tributária, desenvolvimento regional e qualificação profissional. Citou milhares de jovens fora do mercado de trabalho e da escola e defendeu uma parceria maior com o Sistema S.
Ataídes recebeu o tema educação e manteve sua linha de enfrentamento. Defendeu concurso público, novas escolas de tempo integral, valorização dos professores, climatização, internet e modernização da estrutura das unidades estaduais.
Laurez Moreira falou sobre meio ambiente e defendeu fortalecimento dos órgãos ambientais, combate às queimadas e maior agilidade na análise de licenças para empreendimentos.
Du Pereira tratou de infraestrutura e prometeu recuperação permanente das estradas, melhoria das pontes e atenção especial à BR-010. Também colocou o custo da energia como obstáculo ao desenvolvimento econômico.
O subtenente Luiz Carlos concentrou sua resposta nas dificuldades enfrentadas pelos empresários, criticando impostos, burocracia e pressão do poder público.
No terceiro bloco, a disputa política voltou a esquentar.
Depois do confronto entre Dorinha e Vicentinho, Du Pereira entrou na discussão e criticou os dois.
“Quero aqui também pedir ao Vicentinho e à Dorinha: fica ali um jogando para o outro. Vamos para o Jalapão refrescar a cabeça, deixa as pessoas novas do nosso Estado renovar essa política”, disse.
Ataídes concordou e afirmou que Dorinha e Vicentinho seriam politicamente semelhantes.
A segurança pública também ganhou espaço. Laurez apontou a ausência de policiais em dezenas de municípios e cobrou investimentos em tecnologia e estrutura.
Ataídes respondeu defendendo concurso público e afirmou que existe déficit de milhares de profissionais nas polícias Militar, Civil e Penal.
Saúde também voltou ao centro do debate. O subtenente Luiz Carlos relatou novamente a morte do irmão e criticou a estrutura de atendimento. Witer Naves respondeu defendendo os princípios de universalidade, integralidade e equidade do Sistema Único de Saúde.
Nas considerações finais, Dorinha voltou a falar em desenvolvimento, segurança jurídica, logística, crédito e qualificação profissional. Também ressaltou recursos destinados ao Tocantins durante sua trajetória política e apresentou sua candidatura como oportunidade de o Estado ter pela primeira vez uma mulher no comando do Executivo.
Vicentinho encerrou concentrando sua fala em saúde, segurança e proteção às mulheres. Prometeu tolerância zero contra assédio e violência, novas delegacias da mulher, mais profissionais de segurança e colocou a saúde como responsabilidade direta de seu gabinete caso seja eleito.
O candidato voltou a citar medicamentos vencidos e obras hospitalares inacabadas.
Ataídes encerrou com críticas duras aos dois principais adversários e chegou a afirmar que não contrataria Dorinha nem Vicentinho para administrar uma de suas empresas.
Laurez utilizou as considerações finais para falar sobre estradas, educação, hospitais e corrupção. Du Pereira insistiu na renovação política e nas dificuldades dos empresários. Luiz Carlos pediu um voto de protesto contra o modelo político atual.
Ao fim do encontro, os candidatos receberam uma carta contendo demandas da indústria tocantinense para o próximo governo.