STJ manda soltar ex-secretária de Saúde presa no caso das UPAs de Palmas; defesa fala em “grave ilegalidade”
O caso envolvendo a contratação da gestão das UPAs de Palmas ganhou um novo capítulo com uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. O STJ concedeu habeas corpus de ofício em favor da ex-secretária municipal de Saúde Dhieine Caminski, presa no âmbito da Operação Falsa Emergência.
A decisão foi proferida pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Embora o habeas corpus apresentado pela defesa não tenha sido conhecido na forma em que chegou à Corte, o ministro identificou fundamento para conceder a ordem de ofício e determinar a soltura.
Dhieine Caminski foi presa durante a investigação que apura suspeitas de irregularidades relacionadas à contratação para gestão das Unidades de Pronto Atendimento Norte e Sul de Palmas. As investigações estão em andamento e a decisão que determina a liberdade da ex-secretária não representa julgamento definitivo sobre o mérito das acusações.
A defesa recebeu a determinação do STJ como uma correção do que classifica como “grave ilegalidade” e passou a aguardar os procedimentos necessários para que a decisão seja formalmente cumprida, incluindo publicação, expedição e cumprimento das medidas judiciais correspondentes.
O caso das UPAs de Palmas ganhou forte repercussão por envolver uma área considerada essencial para a população. As unidades Norte e Sul atendem diariamente pacientes que procuram atendimento de urgência e emergência na Capital, o que ampliou o interesse público pelas investigações.
No campo jurídico, decisões envolvendo prisões cautelares analisam requisitos diferentes daqueles discutidos em uma sentença final. A concessão da liberdade não significa absolvição, assim como a prisão cautelar anterior não representa condenação.
Esse cuidado é fundamental para compreender o caso. As suspeitas investigadas precisarão ser examinadas dentro do processo, garantindo-se contraditório e ampla defesa às pessoas investigadas.
O nome de Dhieine Caminski, as UPAs de Palmas, a Operação Falsa Emergência, a Secretaria Municipal de Saúde, o STJ e as investigações relacionadas à saúde pública da Capital permanecem no centro de um caso que ainda deve produzir novos desdobramentos.
A partir da decisão do Superior Tribunal de Justiça, o foco imediato passa a ser o cumprimento da ordem de soltura e a continuidade das investigações.
Para a defesa, a decisão corrige uma medida considerada ilegal. Para o processo, entretanto, a discussão sobre as responsabilidades de cada investigado continua e precisará ser resolvida pelas instâncias competentes.