Preço das hortaliças no Tocantins: tomate, batata e cebola exigem pesquisa; consumidores contam como economizam

Preço das hortaliças no Tocantins: tomate, batata e cebola exigem pesquisa; consumidores contam como economizam
Alface fora do prato e pesando no bolso! O preço da hortaliça disparou nos mercados, chegando a R$ 36,00 em algumas cidades. Consumidores buscam alternativas para manter a alimentação saudável sem comprometer o orçamento.
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 10 de setembro de 2026 4

Comprar tomate, batata, cebola, cenoura e outras hortaliças continua exigindo pesquisa do consumidor tocantinense. A diferença entre atacado, supermercado, feira e verdurão pode representar economia significativa no fechamento da compra.

A base de preços disponível para Palmas não possui, até o momento da consulta desta quinta-feira (10), uma atualização completa de todos os produtos referente exatamente ao dia de hoje. Por isso, o Diário Tocantinense evita apresentar como “preço de hoje na prateleira” números que não tenham sido coletados nesta data.

No caso do tomate, por exemplo, a última referência específica encontrada para Palmas na série consultada ficou em R$ 7,50 por quilo, referente a 28 de agosto. Já a série nacional registrou R$ 4,45/kg no fechamento de 8 de setembro. São mercados e datas diferentes e, portanto, os números não devem ser tratados como se fossem a mesma cotação.

A sazonalidade joga a favor de alguns produtos. Dados derivados da série Conab/Prohort indicam que setembro costuma apresentar referências menores para batata, cebola, cenoura e tomate no atacado tocantinense.

Na prática, porém, quem sente o preço é o consumidor na prateleira.

A dona de casa Maria Aparecida, já ouvida pelo Diário Tocantinense em levantamento anterior sobre o hortifrúti no Estado, contou que passou a dividir a feira entre diferentes estabelecimentos.

“A gente precisa andar mais, comparar e comprar só o que realmente vai usar”, afirmou ao DT. O autônomo João Carlos, também ouvido anteriormente pela reportagem, revelou que muda a quantidade comprada quando percebe uma alta mais forte.

“Se está caro, leva menos ou troca por outra coisa”, relatou.

Os dois depoimentos retratam um comportamento que ganhou força entre consumidores: pesquisar, aproveitar promoções e substituir alimentos quando a diferença pesa no orçamento. As falas foram concedidas em reportagem anterior do próprio Diário Tocantinense e não representam nova entrevista realizada nesta quinta-feira.

Em levantamento anterior do DT, o tomate chegou a aparecer mais barato em promoção de supermercado do que na referência atacadista, enquanto cebola, batata e outros produtos apresentavam vantagem na origem. O resultado mostrou que nenhum estabelecimento é necessariamente o mais barato em todos os itens.

A Conab mantém levantamento sistemático de preços agropecuários em todas as unidades da federação, oferecendo séries usadas como referência para acompanhamento do mercado.

Para quem vai às compras, a regra continua simples: comparar antes de encher o carrinho pode fazer diferença no orçamento do mês.

Espaço aberto: supermercados, verdurões, comerciantes, produtores e consumidores podem encaminhar preços e relatos ao Diário Tocantinense para atualização do levantamento.

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