Cleitinho chega a 54% e pode vencer Minas no 1º turno; veja como foi a campanha
Senador ampliou liderança durante setembro, enquanto Patrus Ananias consolidou a segunda posição; divisão da direita e desempenho de Mateus Simões e Flávio Roscoe marcaram a corrida pelo Palácio Tiradentes
A eleição para governador de Minas Gerais chega à véspera do primeiro turno, neste sábado (3), com Cleitinho Azevedo (Republicanos) na condição de favorito. A pesquisa Quaest divulgada nesta tarde apresenta o senador com 54% dos votos válidos estimados, percentual suficiente para vencer a disputa sem necessidade de uma nova votação, caso seja confirmado nas urnas.
O candidato do PT, Patrus Ananias, aparece em segundo lugar, com 23%. Alexandre Kalil (PDT) registra 10%, enquanto Flávio Roscoe (PL) e o atual governador Mateus Simões (PSD) alcançam 6% e 4%, respectivamente.
A vantagem de Cleitinho encerra uma campanha marcada por uma particularidade da política mineira: três candidaturas identificadas com diferentes segmentos da direita disputaram espaço entre os eleitores, enquanto o PT conseguiu consolidar Patrus como principal adversário do senador.
O cenário é diferente daquele apresentado no início da campanha. Em agosto, Cleitinho registrava 32% das intenções de voto estimuladas no Datafolha. Na última rodada do mesmo instituto, divulgada em 1º de outubro, alcançou 40%, crescimento numérico de oito pontos percentuais.
A evolução também expôs as dificuldades do grupo político que governa Minas desde 2019. Mateus Simões, sucessor de Romeu Zema (Novo), chegou à reta final com índices de intenção de voto inferiores aos de seus principais adversários, apesar da exposição institucional e do espaço na propaganda eleitoral.
A possibilidade de vitória de Cleitinho no primeiro turno é sustentada pelos levantamentos mais recentes. Entretanto, a distribuição final dos votos, a margem de erro das pesquisas e o comparecimento efetivo do eleitorado ainda poderão determinar se haverá uma nova votação em 25 de outubro.
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Quaest coloca Cleitinho com 54% dos votos válidos
A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Globo e divulgada neste sábado, ouviu presencialmente 3.204 eleitores com 16 anos ou mais, entre 2 e 3 de outubro.
A margem de erro informada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-06889/2026.
Na distribuição dos votos válidos estimados, o resultado foi:
| Candidato | Votos válidos |
|---|---|
| Cleitinho (Republicanos) | 54% |
| Patrus Ananias (PT) | 23% |
| Alexandre Kalil (PDT) | 10% |
| Flávio Roscoe (PL) | 6% |
| Mateus Simões (PSD) | 4% |
| Gabriel Azevedo (MDB) | 2% |
| Ben Mendes (Missão) | 1% |
Os demais candidatos registraram percentuais inferiores a 0,5%, apresentados como zero no arredondamento divulgado pelo instituto.
A diferença entre Cleitinho e Patrus chega a 31 pontos percentuais.
A pesquisa também revela que o atual governador aparece atrás de outros quatro candidatos, incluindo o senador que lidera a disputa e os representantes do PT, PDT e PL.
Os votos válidos excluem as respostas de brancos e nulos. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos efetivamente contabilizados pela Justiça Eleitoral.
Confira a pesquisa Quaest divulgada neste sábado.
A Real Time Big Data divulgada neste sábado apresenta uma diferença menor no cenário entre Cleitinho e Patrus.
Nesse levantamento, o senador registra 50%, enquanto o candidato do PT alcança 42%.
Contra Kalil, Cleitinho aparece com 51%, diante de 35%.
A diferença entre os institutos demonstra que a dimensão da vantagem varia conforme a metodologia e a composição da amostra.
Entretanto, os levantamentos convergem em um ponto: Cleitinho lidera os confrontos diretos apresentados.
A existência dessa vantagem não elimina a necessidade de acompanhar a votação oficial, uma vez que pesquisas registram intenções declaradas durante a coleta, não decisões futuras do eleitorado.
O que ainda pode impedir uma vitória no primeiro turno?
O cenário mais recente é favorável a Cleitinho, mas existem variáveis que impedem tratar sua eleição como definida.
A primeira é a diferença entre os levantamentos.
Na Quaest deste sábado, o senador alcança 54% dos votos válidos estimados. No Datafolha, aparece com 49%, percentual inferior ao necessário para vencer sem segundo turno.
A segunda variável é a possibilidade de mudança de preferência.
No último Datafolha, 68% dos entrevistados que declararam alguma escolha afirmaram estar totalmente decididos. Outros 32% admitiram que ainda poderiam alterar o voto.
Entre os eleitores de Cleitinho, 80% disseram estar totalmente decididos. No caso de Patrus, o percentual foi de 74%.
A terceira variável envolve a capacidade de mobilização das candidaturas e o comparecimento dos eleitores.
No Datafolha, Cleitinho apresenta maior preferência no interior do estado do que na Região Metropolitana. O comportamento efetivo do eleitorado em cada região poderá influenciar o percentual final.
Por último, existe a distribuição dos votos destinados às demais candidaturas.
Como apenas os votos válidos entram no cálculo para a definição do vencedor, a participação de Patrus, Kalil, Simões, Roscoe e dos demais concorrentes será determinante para estabelecer se Cleitinho ultrapassará a maioria absoluta.
Quem chega favorito ao governo de Minas Gerais?
Cleitinho Azevedo encerra a campanha como favorito à eleição para governador de Minas Gerais.
A conclusão é sustentada pela liderança nos principais institutos, pelo crescimento apresentado na série Datafolha e pela vantagem registrada nas simulações de segundo turno.
A pesquisa Quaest divulgada neste sábado acrescentou um elemento à disputa ao apresentar o senador com 54% dos votos válidos estimados, acima da maioria necessária para vencer no primeiro turno.
Patrus Ananias chega à votação como principal adversário, depois de consolidar a segunda posição ao longo de setembro. Alexandre Kalil permanece em terceiro, enquanto Mateus Simões e Flávio Roscoe não conseguiram reproduzir nas pesquisas a força eleitoral que os grupos políticos de direita apresentaram nas eleições anteriores.
A fragmentação das candidaturas conservadoras e a dificuldade de o atual governador herdar os votos de Zema estão entre as principais características da campanha mineira de 2026.
O resultado apresenta ainda uma diferença importante entre o desempenho estadual e a disputa nacional: Cleitinho conseguiu construir uma preferência eleitoral própria, sem depender exclusivamente de sua identificação com uma candidatura presidencial.
Caso os números mais recentes se confirmem, o senador poderá encerrar a disputa neste domingo (4).
Se nenhum concorrente alcançar mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados retornarão às urnas em 25 de outubro.
A eleição ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A definição do próximo governador dependerá exclusivamente da totalização oficial divulgada pela Justiça Eleitoral.
Esta análise considera pesquisas divulgadas até 3 de outubro de 2026. Os levantamentos Quaest, Datafolha e Real Time Big Data possuem metodologias, períodos de coleta e margens de erro próprios.
Os percentuais de votos válidos estimados excluem respostas de brancos, nulos e indecisos e não representam resultado oficial nem projeção própria do Diário Tocantinense.