Moisemar avança com Vicentinho e testa a força da maioria eleita no palanque de Dorinha

Moisemar avança com Vicentinho e testa a força da maioria eleita no palanque de Dorinha
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 29 de outubro de 2026 13

Moisemar Marinho, Léo Barbosa, Valdemar Júnior, Jorge Frederico, Toinho Andrade, Eduardo do Dertins e Vilmar de Oliveira são os nomes que apareceram nas articulações e nas conversas sobre a próxima presidência da Assembleia Legislativa do Tocantins. Eles, porém, chegam a esse momento em situações diferentes: Moisemar aparece como a escolha de Vicentinho Júnior, enquanto os demais foram citados como alternativas ou possíveis concorrentes, sem que isso represente candidaturas formalizadas.

A movimentação coloca em discussão uma questão central: Dorinha ajudou a eleger a maioria dos deputados estaduais, mas será esse grupo capaz de manter unidade para escolher o comando da Casa? A vitória de Vicentinho para governador abriu uma nova etapa de negociações, na qual os alinhamentos da campanha começam a ser substituídos por acordos para a próxima legislatura.

Moisemar Marinho, do PL, ocupa a posição mais favorável nas informações divulgadas até aqui. Segundo apuração de bastidores publicada pelo Jornal Opção Tocantins em 29 de outubro, ele recebeu o apoio de Vicentinho e teria reunido 18 votos entre os 24 deputados eleitos. A contagem indica vantagem, mas ainda depende da confirmação dos compromissos na votação.

A posição de Moisemar também tem importância pela trajetória recente. Ele esteve no campo de Dorinha no primeiro turno e aderiu a Vicentinho no segundo. Sua articulação pode, portanto, aproximar deputados que participaram de palanques diferentes. Para o governador eleito, essa capacidade de reunir apoios será decisiva na formação de uma base parlamentar.

Léo Barbosa, do Republicanos, é o nome de maior destaque entre os que vinham trabalhando uma alternativa no campo ligado a Dorinha e ao governador Wanderlei Barbosa. Filho de Wanderlei, Léo já mantinha conversas sobre a presidência antes do resultado estadual. Para sustentar uma candidatura, precisaria transformar essas relações em um bloco coeso, capaz de enfrentar a articulação em torno de Moisemar.

Valdemar Júnior, do MDB, surgiu como possibilidade dentro do próprio grupo de Vicentinho. Entretanto, conforme a reportagem sobre o avanço de Moisemar, sinalizou que acompanhará a decisão do governador eleito. A manutenção desse entendimento reduziria o risco de divisão entre os aliados do próximo governo.

Jorge Frederico e Toinho Andrade, ambos ligados ao campo de Vicentinho, também foram mencionados nas primeiras conversas. Toinho tem a experiência de já ter presidido a Assembleia. A presença dos dois no debate demonstra que o grupo contava com alternativas, mas não confirma disposição atual de disputar contra Moisemar.

Eduardo do Dertins, do União Brasil, e Vilmar de Oliveira, do PL, completam a relação dos nomes citados nas articulações anteriores. Ambos foram associados ao campo de Dorinha. Uma eventual candidatura de qualquer um deles dependeria da construção de apoios próprios e de um entendimento entre os parlamentares que desejassem apresentar outra opção.

O tamanho das bancadas será relevante, mas não resolve sozinho a eleição. Republicanos e PL elegeram cinco deputados cada. A presença de Moisemar no PL e de Léo no Republicanos dá peso às conversas dentro dessas legendas, sem permitir concluir que todos os integrantes votarão juntos.

Para Dorinha e seus aliados, o desafio é preservar capacidade de negociação após a derrota na disputa pelo governo. A maioria eleita em seu palanque continua sendo um ativo político, mas só se traduzirá em influência sobre a Mesa se houver coordenação. Caso os deputados negociem separadamente, essa vantagem poderá se diluir.

No cenário atual, Moisemar aparece à frente; Léo Barbosa representa uma alternativa que vinha sendo articulada; Valdemar sinaliza alinhamento à escolha de Vicentinho; e Jorge Frederico, Toinho Andrade, Eduardo do Dertins e Vilmar de Oliveira permanecem como nomes anteriormente mencionados, cuja participação dependerá dos próximos movimentos.

A disputa está, portanto, menos na quantidade de nomes disponíveis e mais na capacidade de cada grupo manter seus compromissos. O teste de Vicentinho será converter o apoio anunciado a Moisemar em votos. O teste do campo de Dorinha será demonstrar se a maioria conquistada na eleição consegue atuar como força coletiva dentro da Assembleia.

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