Por Fernanda Cappellesso I Diário Tocantinense – Porto Nacional (TO) – O som do solo sendo cavado, as mãos cheias de terra e a sombra dos ipês, jatobás e jenipapos prestes a crescer formaram a paisagem de uma tarde que uniu aprendizado, cidadania e preservação. Setenta e sete alunos da Escola Família Agrícola (EFA) participaram, nesta terça-feira (25), do plantio de 300 mudas nativas do Cerrado às margens do Córrego Francisquinha, no loteamento Praia Bela, zona urbana de Porto Nacional.
A ação integra o projeto “Plantando Águas”, desenvolvido pela Agência de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos e Meio Ambiente (ARPN) da Prefeitura de Porto Nacional. A atividade faz parte da Semana da Água, que segue até o dia 31 de março com programações voltadas à preservação dos recursos hídricos do município.
Reflorestar para proteger nascentes
Segundo a ARPN, o objetivo é claro: recuperar Áreas de Preservação Permanente (APPs) degradadas e proteger mananciais. O córrego Francisquinha é um dos afluentes que abastecem microbacias importantes da região.
“Estamos revegetando uma APP que, por lei, deve ser coberta por vegetação nativa. O plantio evita erosões, ajuda na recarga do lençol freático e fortalece o ecossistema local”, explica Sonaira Parente, analista ambiental da ARPN.
O reflorestamento segue critérios técnicos de adensamento vegetal, respeitando a topografia da área e privilegiando espécies adaptadas à região do Cerrado.
Educação ambiental como ferramenta de transformação
Para os alunos da EFA, o plantio representa mais do que uma atividade extracurrícular: é formação cidadã com impacto real na comunidade. A escola adota o modelo de alternância pedagógica, em que os estudantes vivem parte do mês na instituição e outra em suas comunidades rurais, multiplicando o conhecimento adquirido.
“Aprendemos muito sobre reflorestamento e já temos projetos similares em nossas comunidades. Essa prática é essencial para o futuro do campo e da cidade”, relata Karolainy Camargo, aluna do curso técnico em agropecuária.
Parceria com setor privado fortalece ação
O plantio contou com a parceria da empresa Maqcampo, que doou 500 mudas, das quais 300 foram plantadas nesta etapa. As demais serão utilizadas em outras atividades da Semana da Água.
“A sustentabilidade faz parte da nossa missão. Unir produção agrícola e cuidado com o meio ambiente é um dever das empresas do setor”, afirma Karyne Brito, coordenadora administrativa da Maqcampo.
Compromisso contínuo com o meio ambiente
O projeto “Plantando Águas” terá novas etapas ainda em 2025. A próxima atividade está marcada para segunda-feira, 31 de março, na Orla de Luzimangues, distrito de Porto Nacional. A programação inclui uma palestra aberta ao público sobre a importância da água, a preservação ambiental e o papel da sociedade na construção de um futuro mais sustentável.
“Queremos envolver a juventude, as famílias e o setor produtivo para que Porto Nacional continue sendo referência em educação ambiental”, reforça Sonaira Parente.
Mais do que plantar árvores, a cidade planta consciência ecológica e colhe, desde já, uma nova geração de defensores da natureza.
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