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Onze pessoas, suspeitas de narcotráfico e lavagem de dinheiro, são presas durante operação em quatro municípios do estado

Na manhã desta quarta-feira, 14, a Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por meio da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Paraíso do Tocantins), deflagrou a Operação Fauda, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico estadual de drogas.

A operação ocorreu simultaneamente em Paraíso do Tocantins, Monte do Carmo, Porto Nacional e Palmas, com o intuito de cumprir 15 mandados de busca e apreensão e dez mandados de prisão. Ao todo foi dado cumprimento a oito mandados de prisão preventiva, além disso, foram lavrados mais três autos de prisão em flagrante contra quatro pessoas, entre os envolvidos, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, posse de arma de fogo, e tráfico de drogas.

Em um dos alvos, localizado na zona rural de Monte do Carmo, a Polícia Civil apreendeu cerca de 100 quilos de entorpecentes e aproximadamente 50 quilos de compostos químicos, prensa hidráulica para refinamento de cocaína e balanças de precisão, além de máscaras usadas no laboratório de drogas. Em outros locais, foram apreendidos cerca de R$ 17 mil em espécie, máquinas de cartão de crédito, armas de fogo e munições, três  automóveis e duas motocicletas.

Além do esquema de narcotráfico, alguns integrantes do grupo são acusados pelos crimes de lavagem de capitais e integrar organização criminosa.

O delegado titular da 6ª DEIC, Antonio Onofre, destaca que a Operação Fauda é uma boa resposta ao combate ao narcotráfico no Tocantins.  “Essa ação vai reduzir a atuação do crime organizado no Estado e, assim, reduzir a prática de outros delitos relacionados também, visto que o tráfico é responsável por desencadear outras naturezas criminais”, finalizou.

O nome da operação Fauda, em árabe significa caos, que é o que se objetiva com a Operação, provocar o caos nas estruturas da criminalidade organizada, principalmente no esquema de tráfico de drogas no Tocantins.

O objetivo da operação é atingir o núcleo de um dos principais fornecedores de entorpecentes do Tocantins, os quais são responsáveis por abastecer de entorpecentes uma grande área do Estado.

Participaram da Operação Fauda, equipes da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), Diretoria do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), 5ª Delegacia Regional de Polícia Civil – Paraíso do Tocantins, 6ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (DEAMV – Paraíso do Tocantins), 1ª DEIC Palmas, 5ª DEIC Guaraí, 7ª DEIC Porto Nacional, 8ª DEIC Gurupi, 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (DENARC – Palmas), Delegacia Especializada de Combate aos Crimes Rurais (Deleagro) e das 61ª, 62ª E 63ª Delegacias de Polícia de Paraíso do Tocantins e 68ª DP de Miracema do Tocantins.

A investigação

De acordo com o delegado Antonio Onofre, a equipe da 6ª DEIC iniciou as investigações ainda no ano de 2022, quando identificaram um núcleo de distribuição de entorpecentes que tinha liderança em Paraíso, e contava com apoio de indivíduos da cidade de Porto Nacional.

No decorrer das investigações também foi possível apurar que integrantes desse mesmo grupo eram responsáveis pela aquisição de entorpecentes junto a outros estados fronteiriços do país. Eles promoviam o transporte ao Tocantins, contando com a participação de demais envolvidos que efetuavam tarefas voltadas ao armazenamento, depósito, refino e distribuição para traficantes locais. Esses, por sua vez, revendiam os entorpecentes para outras cidades do Tocantins, para tanto, valendo-se de pessoas que funcionavam como “laranjas”, as quais forneciam contas bancárias para recebimento de valores oriundos do tráfico. Além disso, foram identificadas empresas fantasmas e de fachada, que eram utilizadas para movimentar o dinheiro do tráfico e dar aparência de legalidade.

A equipe da 6ª DEIC também identificou que os traficantes investigados ainda remetiam drogas para cidades do Pará e Maranhão.

Foi apurado que o grupo criminoso movimentou cerca de R$18 milhões, provenientes do tráfico de drogas, no período de um ano e meio, o que mostra o potencial lesivo da quadrilha era de alto risco para a sociedade.

 

 

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