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Cerca de 200 professores que atuam em aldeias indígenas de Goiatins e Itacajá recebem formação continuada

A formação continuada para professores indígenas e não indígenas que atuam em aldeias das cidades de Goiatins e Itacajá foi aberta nesta segunda-feira, 04, com a participação de cerca de 200 pessoas, educadores da etnia Krahô, proporcionando um ambiente de aprendizado colaborativo e troca de experiências. A realização é da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) em parceria com a Cetro Representações e apoio do Instituto ECO Nacional.

A coordenadora de projetos da Cetro Representações, Villany Ferreira, abordou que o objetivo é de promover a valorização da diversidade étnica e cultural no ambiente escolar. “Aqui nesta formação continuada, os educadores terão a oportunidade de aprimorar suas práticas pedagógicas, desenvolver estratégias inclusivas e compartilhar conhecimentos sobre as tradições e saberes das comunidades indígenas”, relatou.

O evento contou com a presença de renomados especialistas em educação intercultural, bem como líderes indígenas que compartilharam suas vivências e visões sobre o papel da escola na preservação das tradições ancestrais. A superintendente a regional de Educação de Araguaína, Eulessandra Castilho, declarou que a formação continuada para professores indígenas e não-indígenas representa um marco significativo no avanço da educação intercultural no Tocantins. “Ao promover o diálogo e a valorização das diferentes culturas, a capacitação reforça o compromisso com uma educação mais justa e igualitária para todos”, declarou.

Programação 
A primeira atividade trouxe a palestra "Os Desafios da Educação Escolar Indígena e seu Sucesso pela Superação" com o gerente de Educação Indígena da Secretaria Estadual de Educação do Tocantins (Seduc), o professor doutor Ercivaldo Xerente. Ele abordou um pouco da sua trajetória, os principais desafios do professor na educação escolar indígena e os principais preconceitos e dificuldades enfrentadas enquanto indígena, dentre outras temáticas. “Precisamos demonstrar para os não-indígenas a nossa capacidade enquanto indígena e se empoderar através da Educação”, relatou. Por fim, o gerente citou Boaventura de Sousa ao abordar sobre o direito à igualdade. “Temos o direito de ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades”, relatou.

A coordenadora de área de Educação da Aldeia Manoel Alves, Juliana Krahô, agradeceu à oportunidade de capacitação e considerou a formação extremamente útil para a sala de aula. “Por muitas vezes estamos há anos em sala de aula, mas não sabemos utilizar todas as metodologias, estratégias e habilidades, pois a gente sabe que é muito abrangente. É uma oportunidade única de aprimoramento profissional e dos nossos conhecimentos que vai refletir diretamente na formação dos nossos indígenas enquanto cidadãos”, complementou. 

Projeto
A capacitação segue até sexta-feira, 08, e vai trazer palestras, oficinas, atividades culturais e  dinâmicas, voltadas a a interculturalidade, o bilingüismo ou multilingüismo, a especificidade, a diferenciação e a participação comunitária, que consideram a diversidade cultural no processo de ensino e aprendizagem.

Ao longo dos cinco dias de programação, serão ofertadas palestras e oficinas a partir de temas como Fundamentos da educação escolar indígena; Documentos curriculares para a educação escolar indígena no Brasil; Articulação entre RCNEI, DCT, Interculturalidade e competências gerais da BNCC; Educação bilíngue e intercultural; Elementos do planejamento docente dinâmico, participativo e inclusivo considerando a realidade local; A importância do planejamento no processo de ensino e aprendizagem; Estrutura e organização dos planos de aulas; Estratégias para potencializar a qualidade do ensino nas turmas multiseriadas, Ensino Fundamental anos finais; dentre outros.
 
O objetivo é de promover a realização de uma formação continuada com todos os professores que atuam nas escolas indígenas, visando melhorar a qualidade da educação indígena já ofertada, ampliando seus repertórios, ferramentas e recurso didáticos.

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