Alerta em Saúde: casos de H1N1 aumentam no Tocantins e cobertura vacinal preocupa

Alerta em Saúde: casos de H1N1 aumentam no Tocantins e cobertura vacinal preocupa
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 11 de novembro de 2025 11

O Tocantins atravessa um momento de atenção na área da saúde diante do aumento nos casos de gripe e da baixa cobertura vacinal. Segundo boletins da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO), as notificações de Influenza A (H1N1) voltaram a crescer desde outubro, impulsionadas pelas variações climáticas e pela queda na imunização.

A campanha estadual de vacinação contra influenza foi lançada para reduzir complicações, internações e mortes associadas ao vírus, mas o estado segue abaixo da meta de 90% de cobertura recomendada pelo Ministério da Saúde. De acordo com dados do Painel InfoMS Saúde, o Tocantins vacinou apenas 47,9 % do público-alvo, índice inferior à média nacional de 51,1 %.

Casos em alta e fatores climáticos

Com a chegada do período chuvoso e variações bruscas de temperatura, o número de internações por síndromes gripais subiu 32 % nas últimas semanas, segundo dados do boletim epidemiológico da SES-TO. O órgão alerta que o clima quente e úmido favorece a circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios — entre eles o H1N1, o rinovírus e o SARS-CoV-2 —, exigindo reforço na prevenção e na vigilância laboratorial.

Médicos ouvidos pela reportagem reforçam que sintomas como febre alta, tosse seca, dor de cabeça e falta de ardevem motivar atendimento imediato em unidades de saúde.

Risco de novas ondas e desafios da vacinação

O Brasil acumula 54,3 milhões de doses aplicadas contra a gripe em 2025, número ainda insuficiente para atingir a meta nacional. Estados como Piauí e Espírito Santo ultrapassaram 60 % de cobertura, enquanto Bahia e Rio de Janeiro continuam abaixo de 45 %.

No Tocantins, a SES-TO anunciou que intensificará a vacinação nas escolas e unidades básicas de saúde até o fim de novembro. O enfermeiro Gustavo Henrique, coordenador da área técnica de imunização, lembra que “a vacina é a forma mais eficaz de evitar complicações e reduzir a sobrecarga dos hospitais”.

Entre os grupos prioritários estão crianças de seis meses a cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

O aumento dos casos de H1N1, somado à baixa cobertura vacinal, coloca o Tocantins em alerta. Especialistas apontam que a prevenção ainda é o caminho mais eficaz para conter a doença e reduzir o impacto nos hospitais. Com o avanço da campanha de imunização e o reforço das medidas de vigilância, o estado busca equilibrar a resposta sanitária e evitar uma nova escalada de casos respiratórios graves.

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