Tocantins entra em semana de chuva forte, calor e alerta laranja do Inmet

Tocantins entra em semana de chuva forte, calor e alerta laranja do Inmet
Chuva intensa acompanhada de descargas elétricas atinge rodovia durante temporal no Tocantins, cenário comum em períodos de instabilidade atmosférica monitorados pelo Inmet.
RicardoPor Ricardo 23 de março de 2026 2

Previsão indica pancadas isoladas, mas por vezes volumosas, entre segunda e quarta-feira, com maior atenção para Araguaína, Colinas do Tocantins, Guaraí e Palmas; no sul do estado, Gurupi tende a ter chuva mais leve

O Tocantins começa a semana de 23 a 29 de março de 2026 sob um cenário favorável à formação de pancadas de chuva, com maior intensidade entre esta segunda-feira, 23, e a quarta-feira, 25. A previsão repassada ao Diário Tocantinense pela meteorologista Pamela Ávila, do Instituto Nacional de Meteorologia, indica um padrão de convecção mais ativo sobre áreas centrais e do norte do estado, com destaque para Araguaína, Colinas do Tocantins, Guaraí e Palmas. Em Gurupi, no sul, a tendência é de chuva menos intensa em comparação com essas regiões.

O quadro mais crítico se concentra no início da semana. Segundo a meteorologista, as pancadas continuam isoladas, mas podem ocorrer com maior volume entre hoje e quarta-feira, sobretudo na terça-feira, 24, quando o potencial para precipitações mais expressivas aumenta. O Inmet mantém aviso laranja de chuvas intensas para parte do Tocantins, com previsão de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos intensos de 60 a 100 km/h em áreas pontuais. O alerta oficial também cita risco de corte de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas.

A leitura da semana combina o que o instituto já vinha apontando nos últimos dias para o estado. Em publicação recente, o Diário Tocantinense mostrou que o centro e o norte tocantinense já estavam sob expectativa de chuvas mais volumosas ao longo desta semana, tendência que agora se confirma com maior precisão no monitoramento diário.

Nas cidades com maior atenção, o comportamento do tempo reforça esse cenário. Em Colinas do Tocantins, por exemplo, a previsão diária aponta chuva e tempestades entre segunda e quinta-feira, com máximas entre 24°C e 28°C e mínimas entre 20°C e 21°C. O próprio sistema meteorológico associado ao Inmet mostra sucessivos alertas de perigo para o município entre os dias 23 e 26 de março.

A tendência, no entanto, é de mudança gradual na segunda metade da semana. A partir de quinta-feira, 26, as chuvas perdem força em parte da região central e ficam mais pontuais em outras áreas do estado. Com a redução da nebulosidade e dos acumulados, as temperaturas voltam a subir, sobretudo à tarde. De acordo com a previsão repassada ao Diário Tocantinense, as mínimas devem variar entre 20°C e 24°C nas primeiras horas do dia, com amanhecer um pouco mais ameno na quarta-feira. Já as máximas tendem a oscilar entre 28°C e 34°C, especialmente no fim da semana, quando o sol volta a ganhar espaço. Esse comportamento é compatível com o padrão observado pelo Inmet para o fim de março, quando parte do Norte do país segue sob influência de chuva acima da média, mas com janelas de calor mais intenso entre uma instabilidade e outra.

A umidade relativa do ar também deve acompanhar essa transição. No início da semana, os índices permanecem mais elevados por causa da maior presença de nuvens e chuva. No decorrer dos dias, sobretudo no período da tarde e com a redução das pancadas, a tendência é de queda gradual da umidade, o que exige mais atenção com hidratação e exposição ao calor.

O alerta meteorológico tem implicações práticas para a rotina urbana e rural. Em áreas onde a chuva vier de forma mais intensa, ainda que localizada, o risco imediato envolve enxurradas em pontos de drenagem deficiente, interrupções momentâneas no fornecimento de energia, queda de galhos e maior incidência de raios. O Diário Tocantinense mostrou na semana passada que o Tocantins já ultrapassou 2,1 milhões de descargas atmosféricas apenas em 2026, dado que ajuda a dimensionar por que tempestades convectivas isoladas exigem cautela adicional no estado.

Para a população, a orientação oficial permanece a mesma em situações de aviso laranja: evitar abrigo debaixo de árvores durante rajadas de vento, não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível, e acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193 em caso de emergência.

Na prática, a semana termina com dois cenários distintos. No primeiro, entre segunda e quarta-feira, o estado permanece sob maior risco de pancadas fortes e localmente volumosas, com atenção redobrada para Araguaína, Colinas do Tocantins, Guaraí e Palmas. No segundo, entre quinta-feira e o fim de semana, a chuva tende a perder abrangência e as temperaturas voltam a subir, sobretudo nas tardes, o que muda o foco do alerta para calor, hidratação e desconforto térmico.

Segundo Pamela Ávila, o desenho geral da semana é claro: o início concentra o maior volume de instabilidade e o fim aponta redução das chuvas. Em um mês que já vinha sendo marcado por irregularidade espacial da precipitação no Tocantins, a palavra-chave segue sendo monitoramento. A chuva não cai com a mesma força em todo o estado, mas, onde se forma, pode vir com intensidade suficiente para causar transtornos em curto intervalo.

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