“Parem com práticas sinistras e criminosas”, diz PSDB-TO ao rebater fake news e blindar pré-campanha de Vicentinho Júnior

“Parem com práticas sinistras e criminosas”, diz PSDB-TO ao rebater fake news e blindar pré-campanha de Vicentinho Júnior
Vicentinho Júnior durante agenda pública no Tocantins: presença territorial, diálogo direto e compromisso com as regiões do estado marcam sua atuação política.
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 15 de abril de 2026 0

Após a suspensão judicial da pesquisa TO-06700/2026, PSDB do Tocantins divulga comunicado, nega ligação com o Instituto Veritá, afirma que a contratação partiu do próprio instituto e diz que manterá a pré-campanha de Vicentinho Júnior focada em propostas e diálogo com os tocantinenses.

Palmas — O PSDB do Tocantins subiu o tom no debate político e divulgou um comunicado oficial em que denuncia a circulação de fake news envolvendo o pré-candidato ao governo Vicentinho Júnior. No texto, o partido afirma que informações divulgadas recentemente tentam associar o nome do parlamentar à pesquisa eleitoral TO-06700/2026, do Instituto Veritá Ltda., que teve a divulgação suspensa por decisão liminar da Justiça Eleitoral.

A sigla sustenta que não possui vínculo com o Instituto Veritá e afirma que, conforme registros citados no próprio comunicado, a pesquisa teria sido encomendada pelo próprio instituto. O PSDB-TO ainda reage politicamente ao episódio ao dizer que seguirá com a pré-campanha baseada em propostas, debate de soluções e diálogo com a população dos 139 municípios tocantinenses.

No trecho mais duro da nota, o partido faz um apelo direto aos adversários e dirigentes partidários para que deixem de lado, nas palavras da legenda, “práticas sinistras e criminosas”, e concentrem o embate eleitoral em projetos e ações voltadas à melhoria da vida da população tocantinense. A manifestação eleva a temperatura da pré-campanha e sinaliza que o PSDB pretende responder com mais contundência às associações feitas em torno do episódio da pesquisa suspensa.

A reação tucana ocorre depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins recebeu representação do União Brasil contra o Instituto Veritá e deferiu tutela de urgência para suspender imediatamente a divulgação dos resultados da pesquisa registrada sob o número TO-06700/2026. Na decisão, o juiz Roniclay Alves de Morais listou, com base na petição inicial, quatro falhas apontadas no registro: ausência de complementação de dados geográficos e demográficos, omissão da declaração formal do estatístico responsável, divergência entre os cargos declarados e o questionário aplicado, além de um cronograma materialmente impossível.

A decisão judicial também determinou que o instituto suspendesse a divulgação por qualquer meio, sob multa diária de R$ 15 mil, e previu notificação ao Facebook para remoção da publicação indicada nos autos. Em linguagem dura, o magistrado acolheu o pedido liminar diante do que o processo descreve como inconsistências relevantes na pesquisa eleitoral.

Nesse ambiente de forte judicialização e disputa narrativa, o comunicado do PSDB-TO busca reposicionar o foco da pré-campanha de Vicentinho Júnior. A mensagem central é dupla: de um lado, afastar qualquer tentativa de vincular o nome do pré-candidato à pesquisa contestada; de outro, reforçar um discurso de que o partido quer conduzir a corrida pré-eleitoral com ênfase em propostas, não em ataques.

Politicamente, o episódio amplia a tensão entre os grupos que se movimentam para 2026 no Tocantins e mostra que o debate eleitoral já entrou em uma fase de confronto mais direto, inclusive no campo jurídico. Para o PSDB-TO, a resposta agora é endurecer o discurso, proteger a imagem de Vicentinho Júnior e cobrar que o embate se dê em torno de projetos para o Estado, não em torno de acusações sem prova. Essa é uma leitura jornalística a partir do conteúdo do comunicado e do contexto da decisão judicial.

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