PL pode conquistar as duas vagas do Rio no Senado, mas Benedita ameaça dobradinha em empate triplo
Carlos Jordy, Benedita da Silva e Carlos Portinho chegam à véspera separados por apenas um ponto na Quaest; avanço da dupla bolsonarista durante setembro colocou em risco a liderança construída pela candidata do PT
A disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado chega à véspera das Eleições 2026 com um cenário capaz de modificar a composição política da bancada fluminense em Brasília. Carlos Jordy (PL), Benedita da Silva (PT) e Carlos Portinho (PL) aparecem tecnicamente empatados na pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3). Jordy registra 17% das intenções de voto totais consolidadas, enquanto Benedita e Portinho apresentam 16% cada.
A diferença de apenas um ponto percentual entre os três primeiros colocados mantém indefinida a composição das duas cadeiras. Se a distribuição atual for confirmada nas urnas, o PL poderá eleger simultaneamente Jordy e Portinho. A presença de Benedita entre os primeiros colocados, entretanto, impede considerar uma vitória dupla do partido como assegurada.
O cenário representa uma mudança em relação ao início de setembro. Na pesquisa Quaest divulgada no dia 8, Benedita liderava com 15%, enquanto Jordy e Portinho registravam 6% cada. Ao longo das semanas seguintes, a dupla do PL ampliou sua participação e alcançou a candidata petista.
A disputa tem ainda outros elementos políticos. Pedro Paulo (PSD), candidato vinculado ao grupo de Eduardo Paes, aparece na quarta posição da última Quaest. Marcelo Crivella (Republicanos), ex-prefeito da capital, mantém presença eleitoral, enquanto Mônica Benício (PSOL) tenta ampliar o espaço da esquerda na segunda escolha.
A eleição fluminense também integra uma estratégia nacional do PL para ampliar sua bancada no Senado. O partido destinou R$ 5,25 milhões do fundo eleitoral a cada uma das candidaturas de Jordy e Portinho, conforme levantamento divulgado em 1º de outubro.
Do outro lado, Benedita tenta retornar à Casa depois de uma trajetória que inclui mandatos como vereadora, deputada federal, senadora, vice-governadora, governadora e ministra.
O resultado das urnas deste domingo (4) determinará se o Rio terá duas cadeiras ocupadas pelo PL ou se a disputa produzirá uma composição partidária diferente.
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Quaest confirma empate técnico entre três candidatos
A pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo, entrevistou presencialmente 3.204 eleitores do Rio de Janeiro entre 2 e 3 de outubro.
O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro RJ-03032/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O resultado consolidado considera as duas escolhas para o Senado, distribuídas em uma escala de 100%, incluindo os eleitores que declararam voto branco, nulo ou permaneceram indecisos.
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Carlos Jordy (PL) | 17% |
| Benedita da Silva (PT) | 16% |
| Carlos Portinho (PL) | 16% |
| Pedro Paulo (PSD) | 10% |
| Marcelo Crivella (Republicanos) | 9% |
| Mônica Benício (PSOL) | 6% |
| Waguinho (Republicanos) | 1% |
Na mesma pesquisa, os indecisos representam 6%, enquanto brancos, nulos e entrevistados que declararam não votar somam 18%.
Os três primeiros candidatos estão tecnicamente empatados.
A pesquisa também foi divulgada na base de votos válidos estimados. Nesse critério, Carlos Portinho aparece com 23%, Carlos Jordy registra 22% e Benedita alcança 21%. Os demais nomes ficam abaixo desse grupo.
Os percentuais de votos válidos excluem respostas sem indicação de candidato, enquanto o levantamento total considera todas as categorias. Por isso, os dois conjuntos não devem ser confundidos.
A diferença numérica entre os três principais candidatos permanece pequena nas duas apresentações.
Confira os resultados completos da Quaest divulgada neste sábado.
GRÁFICO — SENADO DO RIO DE JANEIRO
Inserir neste ponto o gráfico da Quaest de 3 de outubro, disponibilizado junto à reportagem.
Legenda: Carlos Jordy aparece com 17% das intenções de voto totais consolidadas, seguido por Benedita da Silva e Carlos Portinho, ambos com 16% (Gráfico: Diário Tocantinense/Dados: Quaest/TV Globo).
Como Jordy e Portinho alcançaram Benedita durante setembro
A comparação entre as rodadas da Quaest permite observar a principal movimentação eleitoral da campanha.
Na primeira pesquisa de setembro, Benedita aparecia isolada na liderança, com 15%. Carlos Jordy e Carlos Portinho registravam 6% cada.
Na rodada divulgada em 23 de setembro, a deputada petista manteve os 15%, enquanto os candidatos do PL alcançaram 10% cada.
Seis dias depois, os três apareceram numericamente empatados.
| Candidato | 8/9 | 23/9 | 29/9 | 3/10 |
|---|---|---|---|---|
| Benedita da Silva | 15% | 15% | 15% | 16% |
| Carlos Jordy | 6% | 10% | 15% | 17% |
| Carlos Portinho | 6% | 10% | 15% | 16% |
Os números representam as intenções totais consolidadas das duas escolhas, incluindo respostas de indecisos, brancos e nulos.
Entre 8 de setembro e 3 de outubro, Jordy apresentou avanço numérico de 11 pontos percentuais. Portinho cresceu dez pontos no mesmo intervalo, enquanto Benedita oscilou de 15% para 16%.
Os levantamentos mostram que a candidatura do PT preservou sua preferência declarada, mas perdeu a condição de liderança isolada diante do crescimento dos dois concorrentes do PL.
A mudança ocorreu justamente durante o período de maior exposição das campanhas e de intensificação dos pedidos conjuntos de voto.
A comparação entre rodadas identifica uma tendência, mas não permite determinar individualmente a origem dos votos conquistados pelos candidatos.
Datafolha ainda coloca Benedita à frente
Apesar do crescimento da dupla do PL na Quaest, o Datafolha divulgado em 1º de outubro apresentou uma configuração diferente.
Benedita registrou 19% das intenções de voto totais consolidadas, enquanto Jordy e Portinho apareceram com 13% cada.
Pedro Paulo alcançou 8%, Mônica Benício teve 7% e Marcelo Crivella registrou 5%.
| Candidato | Datafolha 1º/10 |
|---|---|
| Benedita da Silva | 19% |
| Carlos Jordy | 13% |
| Carlos Portinho | 13% |
| Pedro Paulo | 8% |
| Mônica Benício | 7% |
| Marcelo Crivella | 5% |
A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e registro RJ-02070/2026.
Na consulta espontânea, quando os nomes não são apresentados, Benedita também manteve vantagem. Foi mencionada por 13% dos entrevistados, enquanto Jordy e Portinho apareceram com 5% cada.
O mesmo levantamento mostrou que 49% dos entrevistados não conseguiram indicar espontaneamente um candidato ao Senado.
A diferença entre os resultados do Datafolha e da Quaest demonstra que a ordem numérica dos candidatos varia conforme o instituto e o período de coleta.
Os dados não autorizam afirmar que uma das duas cadeiras já esteja definida.
Confira a pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro.
Primeiro e segundo votos contam histórias diferentes
A análise da eleição para o Senado exige considerar uma característica do sistema eleitoral brasileiro: cada eleitor terá direito a escolher dois candidatos diferentes.
A pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro apresentou uma distribuição distinta entre as duas opções.
Na primeira escolha, Benedita registrou 31%, seguida por Carlos Jordy, com 14%, e Carlos Portinho, com 10%.
Na segunda opção, Portinho assumiu a liderança numérica com 14%. Jordy e Pedro Paulo registraram 10% cada, enquanto Mônica Benício apareceu com 9%.
| Candidato | Primeiro voto | Segundo voto |
|---|---|---|
| Benedita da Silva | 31% | 6% |
| Carlos Jordy | 14% | 10% |
| Carlos Portinho | 10% | 14% |
| Pedro Paulo | 7% | 10% |
| Marcelo Crivella | 8% | 5% |
| Mônica Benício | 3% | 9% |
Os dados demonstram que Benedita concentra parte expressiva de sua preferência na primeira escolha.
Portinho apresenta desempenho relativamente superior no segundo voto, característica que ajuda a explicar sua competitividade na soma geral.
Jordy registra distribuição mais equilibrada entre as duas opções.
A diferença também aparece na Quaest de 29 de setembro. Naquele levantamento, Benedita possuía 25% na primeira escolha, enquanto Portinho aparecia com 16% e Jordy com 15%.
Na segunda opção, Portinho e Jordy registravam 15% cada, diante de 4% de Benedita.
Isso não significa que Portinho seja eleito por liderar a segunda escolha, nem que Benedita conquiste uma cadeira por aparecer à frente na primeira.
Os dois votos têm exatamente o mesmo peso na apuração. Os eleitos serão os candidatos que alcançarem as maiores votações totais.
PL destinou R$ 10,5 milhões aos dois candidatos do Rio
A estratégia do Partido Liberal para o Senado também aparece na distribuição dos recursos financeiros.
Levantamento divulgado pelo UOL em 1º de outubro mostrou que Carlos Jordy e Carlos Portinho receberam R$ 5,25 milhões cada do fundo eleitoral da legenda.
Somados, os repasses alcançam R$ 10,5 milhões.
Os dois candidatos aparecem entre os nomes priorizados pelo PL nacional, ao lado de André do Prado, em São Paulo, e Domingos Sávio, em Minas Gerais.
A distribuição dos recursos acompanha o projeto partidário de ampliar sua presença no Senado, que terá 54 cadeiras renovadas neste ano.
O partido procura transformar a força eleitoral construída pelo bolsonarismo em maior representação parlamentar.
No Rio de Janeiro, a estratégia ganhou importância adicional porque Flávio Bolsonaro decidiu disputar a Presidência da República, deixando de concorrer à reeleição para a cadeira conquistada em 2018.
A candidatura presidencial permitiu que o PL reorganizasse a disputa estadual em torno de Jordy e Portinho.
Os repasses financeiros, entretanto, não representam votos efetivos e não permitem estabelecer uma relação automática entre recursos recebidos e desempenho eleitoral.
Confira o levantamento sobre os repasses do fundo eleitoral do PL.
Carlos Jordy tenta ampliar a representação bolsonarista no Senado
Deputado federal desde 2019, Carlos Jordy construiu sua trajetória política em Niterói, município onde exerceu mandato de vereador antes de chegar à Câmara dos Deputados.
Sua candidatura está associada ao PL e à defesa de pautas conservadoras.
Durante a campanha, procurou mobilizar o eleitorado identificado com Jair Bolsonaro e com a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
A estratégia priorizou a atuação parlamentar, as redes sociais e o discurso sobre o papel do Senado no equilíbrio institucional entre os Poderes.
A eleição de Jordy também integra o projeto nacional do PL de ampliar sua capacidade de atuação no Congresso.
Nas pesquisas, seu desempenho apresentou crescimento durante setembro.
Na Quaest de 8 de setembro, registrava 6%. Em 23 de setembro, alcançou 10%. Na rodada de 29 de setembro, chegou a 15%.
No levantamento final deste sábado, aparece numericamente à frente na base total consolidada, com 17%.
O resultado demonstra competitividade, mas não representa uma cadeira garantida. A diferença em relação a Benedita e Portinho permanece dentro da margem de erro.
Portinho tenta conquistar nas urnas o mandato que assumiu como suplente
Carlos Portinho é o único dos principais candidatos que já exerce um dos mandatos em renovação.
Advogado, assumiu o Senado em 2020 depois da morte de Arolde de Oliveira, eleito em 2018.
Durante o mandato, passou a integrar o PL e estabeleceu alinhamento com o campo político bolsonarista.
A candidatura de 2026 representa sua primeira tentativa de conquistar diretamente, como titular eleito, uma cadeira de oito anos no Senado.
O desempenho nas pesquisas revela uma particularidade de sua campanha: a presença expressiva na segunda escolha dos entrevistados.
No Datafolha de setembro, Portinho liderou a segunda opção com 14%, enquanto registrava 10% na primeira.
Na Quaest de 29 de setembro, apresentou 16% no primeiro voto e 15% no segundo.
A distribuição indica que sua candidatura conseguiu ampliar a preferência eleitoral nas duas posições ao longo da campanha.
Portinho também integra a estratégia de financiamento do PL, recebendo R$ 5,25 milhões do fundo eleitoral.
Se for eleito, permanecerá no Senado por um novo período, agora como titular escolhido diretamente pelo eleitorado.
Benedita tenta retornar à Casa 28 anos depois de encerrar seu primeiro mandato
Benedita da Silva possui uma das trajetórias mais extensas entre os candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro.
Nascida no Rio, iniciou sua vida profissional como empregada doméstica e exerceu diferentes atividades antes de ingressar na política.
Foi eleita vereadora em 1982, deputada federal em 1986 e senadora em 1994. Posteriormente, exerceu os cargos de vice-governadora, governadora e ministra da Assistência e Promoção Social.
Também retornou à Câmara dos Deputados, onde construiu atuação relacionada às políticas sociais, aos direitos das mulheres, ao combate ao racismo e à proteção da população em situação de vulnerabilidade.
Sua candidatura em 2026 procura ampliar a representação do PT no Senado e recuperar uma cadeira para o partido no estado.
Durante a campanha, Benedita também participou de agendas vinculadas ao presidente Lula e ao grupo político que apoia Eduardo Paes para governador.
A pesquisa Datafolha de 1º de outubro mostra que a deputada conserva uma preferência eleitoral própria, apresentando 19% na consulta estimulada e 13% na espontânea.
Entretanto, a aproximação de Jordy e Portinho na Quaest demonstra que sua vantagem não permaneceu isolada na reta final.
A disputa também envolve a possibilidade de Benedita retornar ao Senado 28 anos depois de encerrar o mandato exercido entre 1995 e 1998.
Pedro Paulo tenta converter força de Paes em votos para o Senado
O deputado federal Pedro Paulo representa o PSD na eleição para o Senado.
Aliado político de Eduardo Paes, construiu sua trajetória a partir da atuação na política municipal carioca e de sucessivos mandatos na Câmara dos Deputados.
Sua candidatura procura associar experiência administrativa, articulação parlamentar e participação no grupo político que disputa o governo estadual.
Entretanto, os resultados das pesquisas mostram que a liderança de Paes para governador não foi automaticamente transferida para Pedro Paulo.
Na Quaest deste sábado, o candidato do PSD registra 10% das intenções de voto totais consolidadas.
Na apresentação dos votos válidos estimados, alcança 13%, permanecendo atrás dos três primeiros colocados.
O resultado revela uma das características da eleição fluminense: as alianças construídas para o Executivo não garantem que os eleitores reproduzam a mesma composição partidária na escolha dos senadores.
Pedro Paulo também participou de agendas vinculadas à campanha presidencial de Lula, ao lado de outras lideranças que apoiam o grupo de Paes.
A existência dessas alianças, contudo, não significa transferência automática de preferência eleitoral.
Crivella disputa espaço no eleitorado conservador
Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro, ex-senador e atual deputado federal, disputa novamente uma vaga na Casa pelo Republicanos.
Sua trajetória política inclui atuação no Executivo municipal e mandatos parlamentares.
A candidatura também procura alcançar eleitores identificados com pautas conservadoras e parte do segmento religioso no qual possui reconhecimento público.
Na Quaest de 8 de setembro, Crivella aparecia com 8%, numericamente à frente dos dois candidatos do PL.
Entretanto, Jordy e Portinho cresceram durante setembro, enquanto Crivella passou a ocupar posição inferior nas pesquisas seguintes.
No levantamento final deste sábado, registra 9% das intenções de voto totais consolidadas, diante de 17% de Jordy e 16% de Portinho.
A distribuição apresenta uma competição entre candidaturas que buscam parcelas do eleitorado conservador, mas não permite afirmar que os votos de uma delas migraram diretamente para outra.
Mônica Benício tenta ampliar espaço da esquerda na segunda escolha
Vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, Mônica Benício também participa da corrida pelas duas vagas.
Arquiteta e viúva da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, construiu sua atuação política em torno de pautas relacionadas aos direitos humanos, à igualdade social e à proteção de mulheres.
Na disputa pelo Senado, apresenta uma alternativa ao eleitorado progressista que não se identifica exclusivamente com a candidatura de Benedita.
Sua presença é particularmente relevante quando observadas as pesquisas que apresentam separadamente o primeiro e o segundo votos.
No Datafolha divulgado em setembro, Mônica registrou 3% na primeira escolha e 9% na segunda.
Na Quaest de 29 de setembro, apresentou 6% no consolidado. O mesmo percentual foi registrado no levantamento final deste sábado.
A distribuição revela que sua candidatura possui maior participação relativa na segunda preferência do que na primeira, ao menos nos levantamentos que divulgaram esse recorte.
O peso nacional das duas cadeiras do Rio
A eleição fluminense ocorre em um momento de renovação de dois terços do Senado Federal.
No país, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa. Os eleitos terão mandatos de oito anos, com início em fevereiro de 2027 e término em janeiro de 2035.
O resultado interessa aos partidos não apenas pelo número de vagas conquistadas, mas também pela composição das forças políticas responsáveis pela análise de projetos legislativos, aprovação de autoridades e exercício das competências constitucionais do Senado.
No Rio de Janeiro, a eventual vitória de Jordy e Portinho representaria a conquista das duas cadeiras pelo PL.
A eleição de Benedita ampliaria a presença do PT na bancada fluminense.
Já uma eventual vitória de Pedro Paulo representaria a entrada do PSD entre os novos titulares.
Portanto, a disputa ultrapassa a dimensão individual das candidaturas e integra o projeto nacional de cada partido para a composição da próxima legislatura.
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Rio terá pelo menos um novo senador em 2027
As duas cadeiras submetidas à renovação foram conquistadas em 2018 por Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira.
Naquela eleição, Flávio recebeu 4.380.418 votos, equivalentes a 31,36% dos votos válidos.
Arolde foi eleito com 2.382.265 votos, ou 17,06%.
Depois da morte de Arolde, Carlos Portinho assumiu o mandato na condição de suplente.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, optou por disputar a Presidência da República em 2026 e não concorre à reeleição para o Senado.
A terceira cadeira fluminense pertence a Romário (PL), reeleito em 2022 com 2.861.276 votos. Seu mandato prossegue até 2031, independentemente do resultado deste domingo.
Assim, pelo menos uma das duas vagas em renovação terá obrigatoriamente um novo titular a partir de 2027.
O que ainda poderá alterar o resultado?
A reta final apresenta três variáveis para a definição das cadeiras.
A primeira é a distribuição do segundo voto. Os levantamentos mostram que a preferência inicial não reproduz necessariamente a classificação consolidada, como ocorre com Benedita e Portinho.
A segunda é a diferença entre os resultados dos institutos. Enquanto o Datafolha apresenta Benedita numericamente à frente, a última Quaest mostra empate técnico entre ela e os dois candidatos do PL.
A terceira envolve o comparecimento efetivo dos eleitores. O resultado oficial dependerá dos votos registrados, e não das intenções declaradas durante as entrevistas.
Também será necessário observar o desempenho de Pedro Paulo, Marcelo Crivella e Mônica Benício. Embora apareçam atrás do primeiro grupo, suas votações entrarão no cálculo total e poderão influenciar a distância final entre os candidatos mais competitivos.
Quem chega favorito ao Senado pelo Rio de Janeiro?
A análise conjunta das pesquisas Quaest, Datafolha, Real Time Big Data e Gerp identifica três candidaturas em melhores condições eleitorais: Benedita da Silva, Carlos Jordy e Carlos Portinho.
Benedita apresenta maior regularidade na liderança ao longo de setembro e mantém vantagem numérica no Datafolha.
Jordy e Portinho, entretanto, ampliaram suas intenções de voto na Quaest e chegaram à véspera em empate técnico com a candidata petista.
A possibilidade de o PL conquistar as duas vagas tornou-se concreta durante a campanha, especialmente depois que os dois candidatos passaram a aparecer próximos de Benedita nos levantamentos.
O cenário, porém, não permite declarar antecipadamente que o partido conquistará as cadeiras.
A conclusão é que o Rio de Janeiro chega à votação com três nomes em situação de empate técnico para apenas duas vagas, enquanto Pedro Paulo e Marcelo Crivella procuram reduzir a distância em relação ao primeiro grupo.
A definição ocorrerá neste domingo (4), após a totalização oficial dos votos pela Justiça Eleitoral.
Não haverá segundo turno para o Senado. Os dois candidatos com maior votação total serão eleitos para mandatos de oito anos.
A análise considera levantamentos divulgados até 3 de outubro de 2026. As pesquisas Quaest, Datafolha, Gerp e Real Time Big Data possuem metodologias e períodos de coleta diferentes.
Quando apresentados em escala de 100%, os percentuais correspondem à consolidação proporcional das duas escolhas. Resultados divulgados em escala de até 200%, que somam duas indicações por entrevistado, não foram misturados diretamente às tabelas.
Os dados representam intenção de voto e não constituem projeção própria de vencedores.