“Larga de ser mole”: Kátia Abreu dispara contra Flávio e cobra que enfrente derrota no Brasil; veja o vídeo

“Larga de ser mole”: Kátia Abreu dispara contra Flávio e cobra que enfrente derrota no Brasil; veja o vídeo
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 28 de outubro de 2026 4

A ex-senadora Kátia Abreu fez uma crítica contundente ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua saída do Brasil depois da derrota na eleição presidencial. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 28, a coordenadora da campanha de Lula no Tocantins cobrou que o adversário enfrente o resultado das urnas, questionou os argumentos sobre falta de democracia e defendeu que ele continue exercendo seu papel político no país.

Em tom de reprimenda, Kátia afirmou ter dificuldade para acreditar que o senador tivesse deixado o território brasileiro depois de receber milhões de votos. Para a ex-parlamentar, a votação expressiva deveria representar uma responsabilidade de permanecer na disputa política, mesmo diante da derrota para Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao dirigir o recado a Flávio, ela recorreu a uma expressão que, segundo relatou, costumava utilizar na educação dos próprios filhos. “Homem tem que vestir calça de manhã, de tarde e de noite”, afirmou. A frase foi empregada como cobrança de firmeza para enfrentar as adversidades políticas.

A ex-senadora não limitou sua manifestação à decisão de viajar. Também contestou a ideia de que faltariam condições democráticas para a atuação da oposição no Brasil. Em sua argumentação, mencionou a presença da família Bolsonaro no Congresso Nacional e a força parlamentar do PL como exemplos de que o grupo mantém espaço para exercer influência e enfrentar o governo.

Kátia questionou a coerência entre alegar ausência de democracia e, ao mesmo tempo, contar com representantes e aliados nas instituições. A composição do Legislativo foi utilizada por ela como argumento político para rejeitar a justificativa de que não haveria condições de continuar a atuação no país.

“Faça-me o favor, rapaz. Larga de ser mole, veste calça”, disparou.

A cobrança foi feita no mesmo dia em que Flávio desembarcou em Miami, nos Estados Unidos, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. O senador chegou à Flórida depois de passar pela Argentina e pelo Equador, após o encerramento do prazo determinado pelo Supremo Tribunal Federal para a entrega de seus passaportes.

A viagem acrescentou um componente judicial à repercussão política da derrota. A ordem sobre os documentos foi expedida no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O parlamentar nega irregularidades.

Antes de deixar o Brasil, Flávio havia publicado um vídeo no qual rejeitava a possibilidade de sair do país e dizia que permaneceria para organizar a oposição ao novo mandato de Lula. A confirmação de sua presença nos Estados Unidos ocorreu depois de um período de incerteza sobre seu paradeiro e de cobranças por esclarecimentos feitas inclusive por aliados.

Na parte final de sua manifestação, Kátia citou a trajetória de Lula para reforçar o comportamento que esperava do senador. A ex-parlamentar evocou os embates políticos e judiciais enfrentados pelo presidente e apresentou sua permanência na vida pública como exemplo de resistência. “Vamos para a luta igual o Lula fez”, declarou.

A comparação colocou frente a frente a postura que Kátia atribuiu ao presidente e a decisão de Flávio de deixar o Brasil. Na avaliação apresentada por ela, a derrota eleitoral não elimina a responsabilidade de quem disputou a Presidência nem impede a continuidade da atuação política.

Ao classificar a saída como fuga, a ex-senadora adotou uma posição explícita sobre o episódio. Sua crítica se concentrou na disposição do adversário de enfrentar as dificuldades no país e na responsabilidade política associada ao apoio recebido nas urnas.

O governo americano, por sua vez, confirmou que permitirá a entrada de Flávio e de seus familiares e anunciou a emissão de vistos. A manifestação de Kátia atingiu, portanto, um senador que já tinha os Estados Unidos como destino confirmado e que passou a ser cobrado publicamente sobre seus próximos passos na oposição brasileira.

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