Moisemar avança com Vicentinho e testa a força da maioria eleita no palanque de Dorinha
Moisemar Marinho, Léo Barbosa, Valdemar Júnior, Jorge Frederico, Toinho Andrade, Eduardo do Dertins e Vilmar de Oliveira são os nomes que apareceram nas articulações e nas conversas sobre a próxima presidência da Assembleia Legislativa do Tocantins. Eles, porém, chegam a esse momento em situações diferentes: Moisemar aparece como a escolha de Vicentinho Júnior, enquanto os demais foram citados como alternativas ou possíveis concorrentes, sem que isso represente candidaturas formalizadas.
A movimentação coloca em discussão uma questão central: Dorinha ajudou a eleger a maioria dos deputados estaduais, mas será esse grupo capaz de manter unidade para escolher o comando da Casa? A vitória de Vicentinho para governador abriu uma nova etapa de negociações, na qual os alinhamentos da campanha começam a ser substituídos por acordos para a próxima legislatura.
Moisemar Marinho, do PL, ocupa a posição mais favorável nas informações divulgadas até aqui. Segundo apuração de bastidores publicada pelo Jornal Opção Tocantins em 29 de outubro, ele recebeu o apoio de Vicentinho e teria reunido 18 votos entre os 24 deputados eleitos. A contagem indica vantagem, mas ainda depende da confirmação dos compromissos na votação.
A posição de Moisemar também tem importância pela trajetória recente. Ele esteve no campo de Dorinha no primeiro turno e aderiu a Vicentinho no segundo. Sua articulação pode, portanto, aproximar deputados que participaram de palanques diferentes. Para o governador eleito, essa capacidade de reunir apoios será decisiva na formação de uma base parlamentar.
Léo Barbosa, do Republicanos, é o nome de maior destaque entre os que vinham trabalhando uma alternativa no campo ligado a Dorinha e ao governador Wanderlei Barbosa. Filho de Wanderlei, Léo já mantinha conversas sobre a presidência antes do resultado estadual. Para sustentar uma candidatura, precisaria transformar essas relações em um bloco coeso, capaz de enfrentar a articulação em torno de Moisemar.
Valdemar Júnior, do MDB, surgiu como possibilidade dentro do próprio grupo de Vicentinho. Entretanto, conforme a reportagem sobre o avanço de Moisemar, sinalizou que acompanhará a decisão do governador eleito. A manutenção desse entendimento reduziria o risco de divisão entre os aliados do próximo governo.
Jorge Frederico e Toinho Andrade, ambos ligados ao campo de Vicentinho, também foram mencionados nas primeiras conversas. Toinho tem a experiência de já ter presidido a Assembleia. A presença dos dois no debate demonstra que o grupo contava com alternativas, mas não confirma disposição atual de disputar contra Moisemar.
Eduardo do Dertins, do União Brasil, e Vilmar de Oliveira, do PL, completam a relação dos nomes citados nas articulações anteriores. Ambos foram associados ao campo de Dorinha. Uma eventual candidatura de qualquer um deles dependeria da construção de apoios próprios e de um entendimento entre os parlamentares que desejassem apresentar outra opção.
O tamanho das bancadas será relevante, mas não resolve sozinho a eleição. Republicanos e PL elegeram cinco deputados cada. A presença de Moisemar no PL e de Léo no Republicanos dá peso às conversas dentro dessas legendas, sem permitir concluir que todos os integrantes votarão juntos.
Para Dorinha e seus aliados, o desafio é preservar capacidade de negociação após a derrota na disputa pelo governo. A maioria eleita em seu palanque continua sendo um ativo político, mas só se traduzirá em influência sobre a Mesa se houver coordenação. Caso os deputados negociem separadamente, essa vantagem poderá se diluir.
No cenário atual, Moisemar aparece à frente; Léo Barbosa representa uma alternativa que vinha sendo articulada; Valdemar sinaliza alinhamento à escolha de Vicentinho; e Jorge Frederico, Toinho Andrade, Eduardo do Dertins e Vilmar de Oliveira permanecem como nomes anteriormente mencionados, cuja participação dependerá dos próximos movimentos.
A disputa está, portanto, menos na quantidade de nomes disponíveis e mais na capacidade de cada grupo manter seus compromissos. O teste de Vicentinho será converter o apoio anunciado a Moisemar em votos. O teste do campo de Dorinha será demonstrar se a maioria conquistada na eleição consegue atuar como força coletiva dentro da Assembleia.