Homem relata drama de ter que deslocar sua esposa, às pressas, para Araguaína em razão da falta de maternidade no Hospital Municipal de Colinas

Homem relata drama de ter que deslocar sua esposa, às pressas, para Araguaína em razão da falta de maternidade no Hospital Municipal de Colinas
"O médico me chamou na sala e disse: 'Sua esposa está com 32 semanas e, se nascer aqui, vai morrer'", disse Erlam
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de novembro de 2023 1
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O Hospital Municipal de Colinas, na Região Centro-Norte do Estado, está sem maternidade para amparar as mulheres grávidas que precisam dar à luz. Erlam Andrade sentiu, de perto, o drama da falta do serviço de obstetrícia na quarta-feira, 8, quando levou sua esposa para ser atendida.

Ele contou ao Diário Tocantinense que, por volta das 5h30, se dirigiu ao hospital para que a sua esposa, com apenas 32 semanas de gravidez, fosse atendida, pois estava com sangramento e sentindo fortes dores.  Segundo Erlam, ela foi rapidamente atendida na recepção e encaminhada para a sala de pré-parto, um ambiente pouco mais de 20 metros quadrados, com duas camas.

“Não tenho o que reclamar da enfermeira ou do médico da tal sala, mas, pelo visto, estão lá só pra dar instruções. Imagina o desespero: minha esposa com sangramentos e sentindo fortes dores. Me apavorei, pois ela estava  com apenas 32 semanas de gravidez”, disse.

Contudo, segundo ele, foi desesperador receber a notícia de um médico plantonista de que a única forma de salvar a vida do bebê seria através de um encaminhamento para o Dom Orione, um hospital particular de Araguaína, a 100 km de distância de Colinas.

“O médico me chamou na sala e disse: 'Sua esposa está com 32 semanas e, se nascer aqui, vai morrer. A única forma de salvar vida do bebê é encaminhar para Araguaína. É melhor correr esse risco, pois chegando a Araguaína é certeza de que será atendida'. Na hora bateu o desespero em ver minha esposa em trabalho de parto prematuro, com sangramentos, dores. Os funcionários fazem o que podem, de acordo com as condições do hospital. O motorista da ambulância e o enfermeiro foram muito competentes”, relatou.

De acordo com Erlam, após a tensa viagem a Araguaína, a sua esposa deu entrada no hospital às 8h20 e, poucos minutos depois, a sua filha nasceu com um quilo e 800 gramas. “Minha filha está na incubadora, já respira sem aparelhos e está recebendo todos os cuidados necessários. Minha esposa teve alta e está sendo acolhida pela casa da gestante do Hospital Dom Orione. É muito grande o transtorno de sair às pressas para uma cidade vizinha, onde você não conhece quase ninguém”, afirmou.

Após o ocorrido, Erlam contou que o secretário municipal de Saúde de Colinas, Ricardo Parente, entrou em contato. “Depois do ocorrido, o secretário de Saúde [Ricardo Parente] me ligou pra saber como nos estávamos e se colocando à disposição para nos ajudar”, finalizou.

O Diário Tocantinense entrou em contato com a Prefeitura de Colinas ainda nessa quinta-feira, 9, e solicitou nota a respeito do caso. Porém, até o momento, não obteve retorno.

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