Damaso deixa o Podemos, se filia ao PSDB e entra de vez no bloco de oposição no Tocantins; esposa segue lotada na AEM

Damaso deixa o Podemos, se filia ao PSDB e entra de vez no bloco de oposição no Tocantins; esposa segue lotada na AEM
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 2 de abril de 2026 6

A mudança de Osires Damaso mexe com a política tocantinense porque não se trata apenas de uma filiação partidária, mas de uma definição de posição no xadrez de 2026. Depois de dias de especulação, o ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal oficializou a saída do Podemos e assinou ficha no PSDB, legenda presidida no Estado por Vicentinho Júnior. O gesto encerra a dúvida sobre seu destino partidário e o reposiciona com mais clareza dentro do bloco que tenta se consolidar como força competitiva na próxima eleição.

A movimentação tem efeito imediato. Damaso deixa para trás a sigla ligada ao grupo de Eduardo Siqueira Campos e passa a marchar ao lado de nomes que hoje simbolizam outra trincheira política no Tocantins. No novo desenho, ele se aproxima de Vicentinho Júnior, de Amélio Cayres e de Alexandre Guimarães, todos inseridos em uma engenharia eleitoral que busca musculatura para enfrentar a disputa majoritária e federal.

Mais do que trocar de partido, Damaso troca de ambiente, de discurso e de destino político. Sua ida para o PSDB consolida uma guinada que já vinha sendo percebida nos bastidores e transforma de vez a especulação em fato consumado. Em política, há movimentos que servem para testar terreno. Este não. Este foi para marcar posição.

Nos bastidores do poder, porém, a mudança também acende outro debate: o da presença da família dentro da estrutura administrativa do Estado. A esposa de Damaso, Grazielly Silva de Oliveira Cabral, aparece vinculada oficialmente ao ex-secretário em documentos institucionais do governo e, nos atos mais recentes localizados no Diário Oficial, segue lotada na Agência de Metrologia do Tocantins. O dado reforça que, mesmo com o avanço de Damaso para o campo oposicionista, ainda existe um elo administrativo da família com a máquina estadual.

O recado político, portanto, é duplo. Damaso sai do Podemos, abraça o PSDB e entra de vez em um bloco de oposição que quer crescer no Tocantins. Ao mesmo tempo, o cenário expõe como a política estadual segue entrelaçada por relações que misturam articulação eleitoral, cargos estratégicos e leitura permanente de bastidor. Em 2026, cada gesto vale muito. E a filiação de Damaso vale mais do que uma assinatura: vale como declaração pública de lado.

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