Em meio à ameaça de CPI, Fábio Vaz sobe o tom contra Júnior Geo e oposição por críticas ao edital da Seduc e dispara: “Agora que foi elaborado com transparência, lisura e dentro da lei, o concurso não serve mais?”

Em meio à ameaça de CPI, Fábio Vaz sobe o tom contra Júnior Geo e oposição por críticas ao edital da Seduc e dispara: “Agora que foi elaborado com transparência, lisura e dentro da lei, o concurso não serve mais?”
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 14 de abril de 2026 2
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O ex-secretário de Estado da Educação Fábio Vaz, que também é pré-candidato a deputado federal, endureceu o discurso e reagiu de forma direta às críticas feitas ao edital de redistribuição do concurso da Educação de 2023. Em texto enviado ao Diário Tocantinense, Vaz afirmou que o certame precisa ser preservado com responsabilidade, segurança jurídica e respeito aos professores aprovados, e acusou setores da oposição de tentarem transformar um processo técnico em palco de disputa política.

No centro da reação está a escalada de críticas ao edital da Seduc, puxadas principalmente pelo deputado Professor Júnior Geo, em um ambiente político que já fala em pressão, embate e até ameaça de CPI. Em resposta, Fábio Vaz lançou a frase mais forte de sua manifestação ao Diário Tocantinense: “Agora que foi elaborado com transparência, lisura e dentro da lei, o concurso não serve mais?”. A declaração eleva o tom do confronto e reposiciona o debate em torno do concurso da Educação no Tocantins.

Segundo Fábio Vaz, o problema deixou de ser apenas técnico e passou a ser político. Em seu texto, ele afirma que discursos falaciosos e distorcidos têm tumultuado um concurso que já é complexo por natureza, criando insegurança e afetando diretamente a saúde emocional de professores aprovados e ainda não nomeados. “Discursos falaciosos e distorcidos têm tumultuado o concurso, que já é complexo, colocando em risco a saúde emocional dos professores aprovados. Isso me deixa muito preocupado”, declarou ao Diário Tocantinense por meio de texto.

Na avaliação do ex-secretário, há uma distorção deliberada do conteúdo do edital, especialmente em relação ao item 1.3, usado por críticos para sustentar a tese de que o candidato perderia automaticamente a vaga original ao aderir à redistribuição. Fábio Vaz rebate essa interpretação e sustenta que a leitura correta é outra: quem não quiser participar permanece na lista original sem prejuízo, e quem aderir ao processo só renuncia à vaga inicialmente pretendida caso venha a ser nomeado pela redistribuição. Para ele, omitir esse trecho é produzir uma narrativa parcial e perversa.

Ao Diário Tocantinense, Fábio Vaz afirmou que a crítica feita ao edital ignora o texto completo da norma e estimula uma percepção equivocada entre os professores. Segundo ele, o dispositivo foi apresentado de forma incompleta por seus adversários políticos. “É nítida a parcialidade e a distorção com a qual o deputado interpreta o item 1.3 do edital, apresentando uma visão parcial, rasteira e perversa ao omitir parte do texto, após a vírgula”, escreveu.

O ex-secretário também atacou o que chamou de bravata política em torno de um tema que exige responsabilidade pública. Sem esconder o incômodo com o uso eleitoral do assunto, ele afirmou ao Diário Tocantinense que considera lamentável ver professores aprovados sendo colocados no centro de uma disputa marcada por promoção pessoal e exploração política. “Considero atitudes assim lamentáveis. Mas entendo que seja ano eleitoral e trajetórias insípidas precisem se promover. Infelizmente, às custas de professores que já vivem a angústia de aguardar a sua vez para serem chamados”, disse por meio de texto.

Na defesa do edital, Fábio Vaz argumenta que o documento foi elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e validado por comissão conjunta da Seduc e da Secad, com base em critérios de transparência, legalidade e lisura. Segundo ele, a proposta não impõe armadilha, não cria obrigação e não prejudica candidatos que decidirem não aderir ao reaproveitamento. O objetivo, afirma, é preencher vagas remanescentes em municípios onde não houve aprovados suficientes ou onde surgiram déficits supervenientes.

Outro ponto enfatizado na manifestação encaminhada ao Diário Tocantinense é que o concurso segue válido e prorrogado até dezembro de 2027, o que ainda permite novas convocações conforme a necessidade da rede e a decisão da gestão estadual. Por isso, Fábio Vaz sustenta que o momento exige serenidade e segurança jurídica. Para ele, qualquer movimento precipitado ou politizado pode contaminar um processo que precisa continuar amparado por critérios legais e técnicos.

Fábio Vaz também chama atenção para a importância do planejamento de longo prazo. Segundo ele, a rede estadual do Tocantins vive uma redução gradual no número de estudantes, o que exige cautela nas decisões relacionadas ao quadro efetivo de professores. Em sua análise, convocar sem planejamento e sem critério técnico pode gerar, no futuro, redução de carga horária e impacto financeiro sobre os próprios docentes. Com isso, ele tenta deslocar o debate do calor político para uma lógica de sustentabilidade da rede estadual de ensino.

No texto enviado ao Diário Tocantinense, o ex-secretário ainda rebateu a tese de que professores poderiam perder a posse por problemas de deslocamento ou saúde. Segundo ele, a posse é realizada em ambiente digital desde janeiro de 2024 e pode ser feita de qualquer lugar do país. Além disso, o candidato ainda pode requerer prorrogação de até 60 dias. Para Fábio Vaz, esse dado desmonta a narrativa de que o edital imporia risco desumano ou condição inviável aos aprovados.

Ao final da manifestação, Fábio Vaz defendeu o legado recente da educação estadual e afirmou que o avanço do setor não ocorreu no discurso, mas na prática. Em sua fala ao Diário Tocantinense, por meio de texto, ele citou convocações de professores, valorização da carreira, reformas de escolas, estruturação da rede e presença mais efetiva nas unidades de ensino como marcas da gestão. “Antes de qualquer crítica, é importante olhar os fatos. A educação do Tocantins avançou nos últimos anos com trabalho sério, planejamento e presença nas escolas. Não foi no discurso, foi na prática”, concluiu.

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