Exclusivo: Vicentinho Júnior critica “gabinete do ódio”, defende agro e PM e diz que Colinas e os 139 municípios sofrem com ausência do Estado

Exclusivo: Vicentinho Júnior critica “gabinete do ódio”, defende agro e PM e diz que Colinas e os 139 municípios sofrem com ausência do Estado
Deputado federal e pré-candidato ao governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, durante entrevista em que detalhou propostas e alianças políticas.
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 24 de abril de 2026 2

Em entrevista exclusiva ao Diário Tocantinense, durante passagem por Colinas do Tocantins, o deputado federal e pré-candidato ao Governo do Estado, Vicentinho Júnior defendeu o agronegócio, cobrou a extinção do FET, falou da ausência do Estado em áreas estratégicas e saiu em defesa da Polícia Militar.

A entrevista foi concedida durante as comemorações dos 66 anos de Colinas. O parlamentar afirmou que mantém relação antiga com o município e que, desde o primeiro mandato, tem buscado levar benefícios para a cidade.

“Desde que conquistei meu primeiro mandato como deputado federal, ainda em 2014, todas as vezes que pisei a planta dos meus pés em Colinas, vim trazer um benefício”, disse.

Vicentinho citou recursos para pontes, pavimentação asfáltica, equipamentos hospitalares e ações voltadas à saúde desde a época do prefeito Adriano até ao Kasarin. Segundo ele, Colinas tem papel estratégico para o desenvolvimento do Tocantins, principalmente pela força do agro e pela localização.

“Colinas é um hub de sucesso. Se der os incentivos necessários, fizer dali uma área alfandegária, produtos que por aqui são produzidos podem ser comercializados no mundo afora”, afirmou.

Ao falar do setor produtivo, Vicentinho disse que sua defesa do agro não ocorre apenas em período eleitoral. Ele afirmou que sempre atuou em Brasília em pautas ligadas ao Plano Safra, crédito rural, segurança jurídica e condições para o produtor.

“Quem me conhece, quem me acompanha há bastante tempo no nosso mandato, sabe que eu não sou um defensor do nosso agro brasileiro apenas em época de eleição. As pautas que movem a economia do nosso município, dentre elas a economia do agro, sempre contaram comigo em Brasília para discutir o Plano Safra, peso sobre eixos, os fomentos necessários e a segurança jurídica devida”, declarou.

O deputado criticou o governo federal e afirmou que os produtores enfrentam dificuldades com endividamento e queda no preço das commodities.“O governo federal trata o agro com muito desrespeito, essa é a verdade”, disse.

Segundo ele, a queda no preço da soja, do milho e do gado afetou diretamente a atividade rural. “As commodities derreteram. A soja derreteu. O gado hoje volta a um patamar que dá conta de empatar. Você fez operação de crédito a custo de R$ 220, R$ 200, e uma saca hoje está R$ 90, R$ 110. Falta solidariedade do governo federal para com os nossos agricultores brasileiros”, afirmou.

Vicentinho também criticou o FET e disse que o produtor rural está cansado de promessas. “O produtor está de saco cheio de tanta gente, tanto candidato, dizer que vai fazer. Eles querem ver quem está fazendo alguma coisa. Enquanto você tem um produtor inadimplente, com dificuldade financeira, colocado na porta das suas cancelas, das suas propriedades, ninguém discute a extinção de um FET para diminuir o imposto colocado a mais nas costas do produtor tocantinense”, declarou.

O parlamentar também citou o Redimas e afirmou que o modelo pode prejudicar a agricultura no Tocantins. “Ninguém discute a extinção desse Red ++, que, se for efetivado no Tocantins, vai inviabilizar a agricultura brasileira. Com o discurso bonito de uma venda do carbono no nosso Estado, não é por aí”, disse.

Para Vicentinho, o Estado precisa estar mais presente em áreas essenciais e criar condições para quem produz. “Você tem os brasileiros tocando a economia do Tocantins e do país com a ausência do Estado. Discursos bonitos, mas ações efetivas, poucas”, afirmou.

Na área da segurança pública, Vicentinho defendeu a Polícia Militar e disse que a corporação deve ser tratada como força de Estado, e não de governo. “A Polícia Militar é uma força de Estado, não é de governo. Então, a Polícia Militar não pertence a um governador, é do Estado do Tocantins”, afirmou.

O deputado disse respeitar o comando da corporação, mas defendeu que o debate principal deve ser a recomposição do efetivo, com concurso público, valorização e melhores condições de trabalho.

“Hoje nós temos 3.200 homens servindo à Polícia Militar no Tocantins. Nós estamos com 78 cidades sem policiamento ostensivo. A necessidade hoje é de quase 6 mil homens e mulheres para servir as forças militares”, declarou.

Vicentinho também afirmou que servidores da segurança pública e da educação estão enfrentando sobrecarga e adoecimento psicológico. “Estamos tendo uma margem percentual tremenda de servidores estaduais na área da educação e da segurança pública com altos índices de doenças psicológicas, depressão, porque a sobrecarga de trabalho está uma coisa sobre-humana”, disse.

Ao falar do cenário político, o pré-candidato afirmou que o Tocantins precisa de uma disputa baseada em propostas. Segundo ele, o debate eleitoral não pode ser tomado por agressões pessoais ou tentativa de desconstrução de adversários.

Vicentinho disse que pretende seguir discutindo temas como agro, segurança, infraestrutura, logística e apoio à população. “Eu sou pré-candidato ao governo do Estado do Tocantins. E o agro, para mim, vai estar ao nosso lado, como sempre esteve no meu mandato como deputado federal”, afirmou.

O Diário Tocantinense deixa espaço aberto para manifestação do Governo do Tocantins, do governo federal, de representantes das forças de segurança, de entidades ligadas ao agronegócio e de todos os citados direta ou indiretamente na entrevista..

Notícias relacionadas