Preço dos alimentos sobe nas capitais e pressiona orçamento das famílias

Preço dos alimentos sobe nas capitais e pressiona orçamento das famílias
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 4 de maio de 2026 0

O custo dos alimentos voltou a pressionar o orçamento das famílias brasileiras em 2026. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, realizado em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento, mostra que o preço da cesta básica subiu nas 27 capitais pesquisadas em março, com destaque para regiões do Norte, incluindo o Tocantins.

Os dados indicam que itens essenciais do dia a dia lideram as altas. Produtos como arroz, feijão, carne bovina e tomate apresentaram aumento expressivo, impactando diretamente o consumo semanal. Em alguns casos, a variação mensal supera a inflação geral, o que amplia o peso dos alimentos no orçamento doméstico.

Nas Centrais de Abastecimento, o cenário também reflete instabilidade. Informações do programa Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro apontam oscilações frequentes nos preços de hortaliças e frutas, influenciadas por fatores como clima, logística e oferta regional. O tomate e a batata, por exemplo, registraram picos de valorização em diferentes semanas do mês.

O impacto chega diretamente ao consumidor. Com a alta, famílias passam a reduzir a quantidade comprada, substituir produtos e intensificar a pesquisa de preços. Em supermercados, a diferença de valores entre estabelecimentos se amplia, reforçando a necessidade de comparação antes da compra.

Segundo economistas, o aumento dos alimentos tem efeito imediato sobre a renda disponível, especialmente entre famílias de menor renda, que destinam maior parte do orçamento à alimentação. Em capitais como Goiânia e Palmas, o custo da cesta básica já representa parcela significativa do salário mínimo líquido.

A tendência, segundo analistas, é de manutenção da volatilidade nos próximos meses, com influência direta de fatores climáticos e da dinâmica de produção agrícola.

O cenário reforça que, mais do que a inflação geral, são os alimentos que seguem determinando o custo de vida no país.

Notícias relacionadas