Tremor de terra perto de Gurupi acende alerta no sul do Tocantins; especialistas explicam o fenômeno

Tremor de terra perto de Gurupi acende alerta no sul do Tocantins; especialistas explicam o fenômeno
Divulgação/Rede Sismográfica Brasileira
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 22 de maio de 2026 2

Um tremor de terra registrado no sul do Tocantins colocou a região de Gurupi no radar dos órgãos que monitoram a atividade sísmica no Brasil. O abalo, de magnitude 2,8, ocorreu durante a madrugada de quinta-feira, 21, por volta de 0h42, e foi identificado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira.

O evento foi analisado pelo Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, o SIS/UnB, referência nacional no acompanhamento de tremores de terra e eventos sísmicos no país. A unidade é vinculada à Universidade de Brasília e atua nas áreas de pesquisa, ensino e extensão em sismologia, sísmica, geofísica e geologia.

Entre os especialistas ligados ao tema está o professor Giuliano Sant’Anna Marotta, chefe do Observatório Sismológico da UnB. O trabalho da equipe do SIS/UnB é essencial para interpretar registros como o ocorrido no Tocantins e diferenciar tremores naturais de outros tipos de vibração no solo.

Apesar do registro técnico, até o momento não há informações de que moradores tenham sentido o tremor, nem relatos de danos em imóveis, estradas ou estruturas públicas. Pela magnitude registrada, o abalo é considerado de baixa intensidade e, em muitos casos, só é percebido pelos equipamentos de monitoramento.

Especialistas em sismologia explicam que tremores de baixa magnitude podem ocorrer mesmo em regiões que não estão nas bordas das placas tectônicas. No Brasil, esses eventos costumam estar relacionados a acomodações naturais da crosta terrestre, quando pequenas liberações de energia acontecem em estruturas geológicas.

A Rede Sismográfica Brasileira reúne estações espalhadas pelo país e acompanha eventos sísmicos em tempo real. No caso do Tocantins, o registro próximo a Gurupi reforça a importância do monitoramento contínuo para ampliar o histórico geológico do estado e oferecer informações seguras à população.

Embora o Brasil não seja considerado uma área de grande risco sísmico, pequenos tremores são registrados em diferentes estados. Segundo especialistas, esse tipo de ocorrência não deve gerar pânico, mas precisa ser acompanhado por instituições técnicas para garantir precisão nas informações divulgadas.

O tremor no sul do Tocantins reacende a curiosidade sobre a atividade sísmica no estado e mostra que fenômenos naturais desse tipo, mesmo discretos, também fazem parte da realidade geológica brasileira.

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