DE OLHO NA POLÍTICA: Wanderlei entra de vez na campanha, separar o joio do trigo, pré-candidatos ocupam o interior e disputa pelo vice esquenta no Tocantins

DE OLHO NA POLÍTICA: Wanderlei entra de vez na campanha, separar o joio do trigo, pré-candidatos ocupam o interior e disputa pelo vice esquenta no Tocantins
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 20 de julho de 2026 0

Com o fim da Copa do Mundo, o calendário eleitoral assume definitivamente o centro das atenções no Tocantins. Os principais grupos aceleram agendas, ampliam alianças e começam a enfrentar decisões que não poderão mais ser adiadas. O governador Wanderlei Barbosa promete entrar de corpo e alma na campanha de Professora Dorinha, enquanto Vicentinho Júnior, Laurez Moreira e lideranças proporcionais percorrem o interior em busca de espaço.

No cenário nacional, a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro também pressiona os partidos tocantinenses a definirem seus palanques. Ao mesmo tempo, a disputa pela vaga de vice ganha importância, especialmente diante da possibilidade de a região norte assumir protagonismo na chapa governista.

WANDERLEI ENTRA NO JOGO, PROMETE RODAR OS 139 MUNICÍPIOS E PRECISA SEPARAR O JOIO DO TRIGO

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O governador Wanderlei Barbosa entrou de maneira mais intensa na pré-campanha de Professora Dorinha e demonstrou que pretende colocar sua estrutura política, municipalista e eleitoral à disposição do grupo. Durante o lançamento realizado em Araguaína, foi destacada a presença da gestão estadual nos 139 municípios, com obras, recursos e articulação política.

O desafio de Wanderlei, porém, será identificar quem realmente está comprometido com o projeto e quem aparece apenas em busca de espaço, cargos ou conveniências eleitorais. Em uma aliança grande, reunir lideranças é importante, mas manter unidade, fidelidade e discurso afinado será ainda mais decisivo.

CLÁUDIA LELIS E LUANA NUNES PODEM MEXER NO TABULEIRO DE COLINAS E DA REGIÃO

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Crédito: Montagem DT

Colinas do Tocantins pode reservar surpresas na disputa proporcional. A deputada estadual Cláudia Lelis chega com mandato, experiência eleitoral e atuação ampliada em diferentes regiões do estado. Já Luana Nunes tenta ocupar o espaço da renovação, percorrendo municípios e dialogando com lideranças locais como pré-candidata a deputada estadual.

A presença das duas na região pode alterar acordos que antes pareciam consolidados. Cláudia tem estrutura e experiência; Luana busca apresentar novidade e ligação direta com Colinas. Caso consigam montar grupos competitivos, poderão disputar votos com nomes tradicionais e transformar a região em um dos principais campos de batalha da eleição proporcional.

SANDOVAL ACELERA, PERCORRE O ESTADO E FAZ O DEVER DE CASA MUNICÍPIO POR MUNICÍPIO

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Sandoval Cardoso segue construindo sua pré-candidatura a deputado federal com agendas regionais, conversas com prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias. O ex-governador já recebeu manifestações públicas de apoio, como a da prefeita de Guaraí, Fátima Coelho, e mantém presença em eventos políticos nas diferentes regiões do Tocantins.

A estratégia é clara: transformar a lembrança do período em que governou o estado em uma rede eleitoral capaz de alcançar os 139 municípios. Em uma disputa para deputado federal, depender apenas de Colinas ou de antigos redutos seria insuficiente. Sandoval demonstra ter compreendido que precisará somar votos do Bico do Papagaio ao sul do Tocantins.

PT NACIONAL SILENCIA E DEIXA PSD E ALIADOS DO TOCANTINS SEM RESPOSTA SOBRE A CRISE

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Crédito: Divulgação

A direção nacional do PT ainda não apresentou, publicamente, uma posição definitiva sobre os desentendimentos envolvendo o projeto eleitoral construído com o PSD no Tocantins. Até a publicação deste texto, não foi localizada nota oficial do partido tratando especificamente da crise tocantinense ou das divergências envolvendo a composição da chapa.

O silêncio aumenta a insegurança dos aliados estaduais. O próprio calendário interno do PT estabelece que candidaturas e alianças estaduais precisam passar pela análise do partido e da Federação Brasil da Esperança. Enquanto Brasília não define os limites do acordo, o grupo de Laurez Moreira permanece exposto a dúvidas sobre candidatura, Senado e palanque presidencial.

VICENTINHO OCUPA O NORTE E TRANSFORMA AUGUSTINÓPOLIS EM VITRINE DA PRÉ-CAMPANHA

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Crédito: Divulgação

Vicentinho Júnior levou sua pré-campanha ao extremo norte do Tocantins e reuniu caravanas de vários municípios em Augustinópolis. O evento contou com Amélio Cayres, apresentado como pré-candidato a vice-governador, e Alexandre Guimarães, colocado na disputa pelo Senado.

A movimentação mostra que Vicentinho pretende disputar intensamente o eleitorado do Bico do Papagaio, região com forte identidade política e capacidade de interferir no resultado estadual. Mais do que realizar grandes eventos, o grupo precisará transformar mobilização em organização municipal, candidaturas proporcionais e presença permanente nas cidades.

DORINHA AVANÇA PELO VALE DO ARAGUAIA E BLINDA UMA DAS REGIÕES MAIS COBIÇADAS DA ELEIÇÃO

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Crédito: Assessoria

Professora Dorinha mantém o Vale do Araguaia como uma das bases prioritárias de sua pré-campanha. Em março, 17 prefeitos da região reforçaram publicamente apoio ao seu projeto eleitoral, ampliando uma articulação que já vinha sendo construída desde 2025.

O Vale reúne municípios estratégicos e lideranças com capacidade de transferir votos para as chapas majoritária e proporcional. A missão de Dorinha será manter o grupo unido até as convenções, evitando que disputas por vagas, espaços e candidaturas provoquem divisões em uma região considerada fundamental para seu projeto.

DANIEL VILELA LARGA NA FRENTE EM GOIÁS E CONSOLIDA CONDIÇÕES PARA BUSCAR A REELEIÇÃO

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O vice-governador Daniel Vilela deixou de atuar como figura auxiliar na estrutura do Executivo goiano e passou a ocupar posição central no desenho do poder estadual. 

O governador Daniel Vilela aparece em posição competitiva na corrida pelo Governo de Goiás. Pesquisa Paraná Pesquisas divulgada em 6 de julho mostrou o emedebista com 44,4% das intenções de voto, contra 25,4% de Marconi Perillo e 11,5% de Wilder Morais.

Os números indicam uma largada favorável, impulsionada pela estrutura estadual e pela continuidade do grupo político que comandou Goiás nos últimos anos. A eleição, entretanto, ainda depende das convenções, da formação dos palanques nacionais e da capacidade da oposição de reduzir sua fragmentação.

PALANQUE DE DORINHA OLHA PARA FLÁVIO BOLSONARO, MAS UB E REPUBLICANOS AINDA TERÃO DE DEFINIR O RUMO

A candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro pressiona União Brasil e Republicanos a tomarem uma posição nacional. No Tocantins, as duas legendas estão reunidas no projeto de Professora Dorinha, ao lado de lideranças que mantêm forte identificação com o eleitorado conservador.

Existe espaço político para uma aproximação com Flávio, mas ainda não há confirmação de que os dois partidos estarão formalmente no palanque presidencial do senador. Nacionalmente, o pré-candidato do PL continua negociando apoio e tentando unir uma direita que permanece dividida.

A decisão poderá interferir diretamente na campanha tocantinense, principalmente na relação com o presidente Lula, na distribuição dos cargos federais e no discurso adotado por Dorinha e Wanderlei.

VICE DO NORTE DEIXA DE SER DETALHE E VIRA PEÇA DECISIVA NA CHAPA DE DORINHA

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Crédito: CI Comunica

A escolha do vice de Professora Dorinha pode definir o equilíbrio regional de sua chapa. A própria pré-candidata já declarou preferência por um nome do norte do Tocantins, embora tenha ressaltado que a decisão será tomada com o grupo e baseada em representatividade e pesquisas.Nada Decidido mais a torcida está grande.

Um vice ligado ao norte poderá fortalecer o projeto em Araguaína, no Bico do Papagaio e nos municípios vizinhos. A escolha também atenderia à cobrança por maior espaço político para uma região que concentra população, produção, lideranças municipais e grande quantidade de votos.

O desafio será escolher um nome que represente a região sem criar novas divisões entre Republicanos, União Brasil e os demais partidos da aliança.

 LAUREZ PRECISA REORGANIZAR O GRUPO, UNIFICAR O DISCURSO E MUDAR A ESTRATÉGIA

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Laurez Moreira enfrenta um momento decisivo de sua pré-candidatura. O vice-governador tem experiência administrativa, trajetória política e presença consolidada principalmente na região sul, mas precisa ampliar sua comunicação e demonstrar que o grupo permanece unido.

Pesquisas realizadas ao longo da pré-campanha colocaram Laurez entre os principais nomes da disputa, mas atrás de Professora Dorinha em cenários estimulados. Em levantamento de março, Dorinha aparecia com 35%, enquanto Laurez registrava 18%.

Para crescer, Laurez precisará superar ruídos envolvendo PSD, PT e a composição para o Senado, além de construir presença mais forte no centro, norte e Bico do Papagaio. A estratégia baseada apenas em acordos partidários pode não ser suficiente. Será necessário apresentar um projeto claro, ocupar as ruas e mostrar comando político sobre a própria aliança.

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