Nova esperança contra câncer agressivo: Anvisa libera medicamento que aciona o sistema imune contra o tumor

Nova esperança contra câncer agressivo: Anvisa libera medicamento que aciona o sistema imune contra o tumor
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 21 de julho de 2026 0

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Columvi, nome comercial do glofitamabe, um novo medicamento biológico destinado ao tratamento de um tipo agressivo de linfoma não Hodgkin. A autorização foi publicada nesta segunda-feira, 20 de julho.

O medicamento será utilizado em combinação com gencitabina e oxaliplatina em pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário, quando a doença retorna ou não responde ao tratamento. A indicação é direcionada a pessoas consideradas inelegíveis ao transplante autólogo de células-tronco.

Em posicionamento oficial consultado pelo Diário Tocantinense, a Anvisa destacou que o registro representa uma inovação relevante na oncologia hematológica e amplia as alternativas para pacientes com poucas opções terapêuticas.

“O registro do Columvi representa uma inovação terapêutica relevante na área de oncologia hematológica, ao disponibilizar no Brasil um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais”, informou a agência.

O glofitamabe atua ligando-se simultaneamente ao antígeno CD20, presente nas células B tumorais, e ao CD3, encontrado nas células T, que fazem parte do sistema de defesa do organismo. Essa ligação ativa as células T e direciona o ataque contra as células cancerígenas.

Segundo a Anvisa, o linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum entre os linfomas não Hodgkin agressivos. A doença apresenta evolução rápida e exige tratamento eficaz, principalmente nos casos em que retorna ou demonstra resistência às terapias já utilizadas.

A aprovação sanitária permite a comercialização do medicamento no Brasil, mas não significa sua oferta imediata pelo Sistema Único de Saúde. Uma eventual incorporação ao SUS ainda dependerá de avaliação própria sobre eficácia, segurança, custo e impacto orçamentário.

A chegada do novo tratamento amplia as possibilidades para pacientes adultos que enfrentam formas agressivas da doença e que não podem ser submetidos ao transplante de células-tronco.

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