Dorinha não perde peça: após anúncio de Silva Neto com Laurez, aliados reagem e cravam: “Nunca esteve em nosso grupo”

Dorinha não perde peça: após anúncio de Silva Neto com Laurez, aliados reagem e cravam: “Nunca esteve em nosso grupo”
Eleições em Palmas- Segundo turno. Crédito: TRE/TO)
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 22 de julho de 2026 0

O anúncio do coronel Silva Neto como pré-candidato a vice-governador na chapa de Laurez Moreira provocou reação imediata entre aliados da senadora Professora Dorinha. Ao Diário Tocantinense, integrantes do grupo afastaram qualquer narrativa de rompimento ou perda política e afirmaram que o militar nunca integrou oficialmente a construção da pré-candidatura da senadora ao Governo do Tocantins. “Coronel Silva Neto nunca esteve em nosso grupo”, afirmou um dos aliados ouvidos pelo Diário Tocantinense.

Segundo integrantes da articulação, Silva Neto participou de eventos públicos nos quais estavam presentes Dorinha e outras lideranças, mas isso não significava filiação ao projeto, compromisso eleitoral ou participação nas decisões internas da aliança.

A avaliação do grupo é que adversários tentam transformar presenças ocasionais em uma suposta saída política para criar a impressão de enfraquecimento da senadora. Os aliados sustentam, entretanto, que não houve rompimento porque Silva Neto nunca ocupou espaço formal na estrutura montada por Dorinha.

“Participar de um evento não significa pertencer a um grupo. Ele nunca participou das reuniões estratégicas, nunca foi apresentado como integrante da chapa e nunca houve compromisso político firmado com a senadora”, sustentaram aliados, em conversas com o Diário Tocantinense.

Silva Neto foi apresentado por Laurez nesta terça-feira, 21 de julho, durante coletiva realizada em Palmas. O coronel da reserva assumiu a condição de pré-candidato a vice com um discurso voltado à segurança pública, ao combate à corrupção e à valorização dos servidores. A chapa reúne PSD, PT, PSB e PDT, além de setores da Federação Brasil da Esperança.

No grupo de Dorinha, o anúncio foi recebido sem surpresa e não provocou mudança nas articulações. A senadora mantém uma frente formada por União Brasil, PL, Progressistas, Republicanos, Podemos e PRD, com convenção conjunta marcada para 5 de agosto, no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas.

Aliados afirmam que a diferença entre os dois projetos está no tamanho das respectivas bases. Enquanto Laurez concluiu a escolha de um nome para vice, Dorinha chega à reta das convenções com o apoio do governador Wanderlei Barbosa, de senadores, deputados, prefeitos, vereadores e dirigentes partidários de diferentes regiões do Tocantins.

No lançamento da aliança União pelo Tocantins, realizado em Araguaína, Dorinha reuniu representantes de seis partidos, mais de 100 prefeitos e milhares de apoiadores. A Polícia Militar estimou a presença de mais de 12 mil pessoas no Ginásio Pedro Quaresma.

Durante o ato, Dorinha destacou que sua trajetória foi construída com presença nos 139 municípios e afirmou estar preparada para assumir o Governo do Estado.

“Eu estou nos 139 municípios. Com recurso, obra e compromisso. Aqui tem uma mulher que fez uma escolha pelo Tocantins. Estou preparada”, declarou a senadora. A pré-candidata também ressaltou que os recursos destinados durante seus mandatos foram transformados em obras, equipamentos e serviços para a população.

“Os recursos viraram trator, caminhão, creches, escolas, asfalto, cuidado com gente, com o Tocantins. As emendas ficam no Tocantins. Eu não mando para outro lugar”, afirmou. Para aliados, esses resultados e a estrutura partidária construída em torno da senadora demonstram que a movimentação de Silva Neto não altera o quadro político do grupo.

A leitura interna é de que Dorinha não depende de adesões individuais ou de nomes isolados. Sua pré-candidatura está sustentada por uma frente ampla, por partidos com representação nacional e por uma base municipal formada ao longo de anos de atuação parlamentar.

O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, também reforçou publicamente a centralidade da senadora na aliança. “Daqui para frente, a Dorinha não é mais senadora, ela é a nossa pré-candidata ao Governo do Estado”, declarou durante o lançamento realizado no município.

Nos bastidores, aliados afirmam que a tentativa de associar Silva Neto ao grupo de Dorinha surgiu porque o coronel foi visto em agendas públicas da pré-campanha. A presença, porém, não teria sido acompanhada de qualquer anúncio, função ou compromisso com o projeto eleitoral.

O entendimento é de que Silva Neto escolheu agora um caminho político próprio ao aceitar o convite de Laurez. A decisão é considerada legítima, mas não pode ser apresentada como uma baixa no grupo da senadora.

A reação também procura impedir que adversários transformem o anúncio da chapa de Laurez em uma narrativa de perda para Dorinha. Para o grupo, o fato político deve ser tratado pelo que realmente representa: Laurez definiu seu vice, enquanto Dorinha segue com sua aliança intacta e prepara uma convenção que reunirá os principais partidos de sua base.

Com a proximidade das convenções, a disputa de versões deverá aumentar. Cada grupo tentará apresentar novas adesões como demonstração de força e movimentos adversários como sinal de fragilidade.

No caso de Silva Neto, entretanto, os aliados de Dorinha são taxativos: não houve saída, rompimento ou mudança de lado porque o coronel nunca integrou formalmente o grupo.

O Diário Tocantinense mantém espaço aberto para que o coronel Silva Neto, Laurez Moreira e suas respectivas assessorias apresentem posicionamentos sobre as declarações.

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