Não é só sardinha: cardiologista aponta 10 alimentos do dia a dia que ajudam a proteger o coração e explica por que eles devem entrar no cardápio

Não é só sardinha: cardiologista aponta 10 alimentos do dia a dia que ajudam a proteger o coração e explica por que eles devem entrar no cardápio
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 11 de agosto de 2026 0

Quando o assunto é alimentação e saúde cardiovascular, a sardinha costuma aparecer entre os alimentos mais recomendados por ser uma importante fonte de ômega-3. Mas ela está longe de ser a única alternativa. Peixes gordurosos, azeite de oliva, castanhas, sementes, abacate, aveia, feijão, frutas e verduras também podem fazer parte de uma alimentação voltada à proteção do coração.

Conforme apurado pelo Diário Tocantinense, o cardiologista Fabrício da Silva explicou, em entrevista à coluna Claudia Meireles, do Metrópoles, que a sardinha reúne nutrientes importantes para o organismo, especialmente os ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA, além de proteínas, vitamina D, cálcio e selênio. Inserida em uma alimentação equilibrada, ela pode contribuir para o controle dos triglicerídeos e para a saúde dos vasos sanguíneos.

O destaque dado à sardinha, entretanto, não significa que seja necessário depender exclusivamente desse peixe para cuidar da saúde cardiovascular. Segundo o especialista, existem outros alimentos capazes de fornecer gorduras insaturadas, fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do organismo e para uma alimentação considerada cardioprotetora.

Entre as opções apontadas estão os peixes gordurosos, como salmão, cavalinha e arenque. Assim como a sardinha, esses peixes podem fornecer ácidos graxos ômega-3. A American Heart Association também inclui peixes e frutos do mar entre as fontes de proteína recomendadas dentro de um padrão alimentar favorável à saúde cardiovascular.

O azeite de oliva extravirgem é outro alimento lembrado pelo cardiologista. Ele é fonte de gorduras insaturadas e pode substituir, dentro de uma dieta equilibrada, fontes com maior quantidade de gordura saturada. A American Heart Association recomenda priorizar óleos vegetais líquidos não tropicais, entre eles o azeite, como parte de um padrão alimentar saudável.

As nozes e castanhas também aparecem na relação. Esses alimentos fornecem gorduras insaturadas, fibras e outros nutrientes. Instituições de referência em saúde cardiovascular incluem oleaginosas entre as fontes de proteína predominantemente vegetal que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

A linhaça é outra alternativa destacada. A semente pode ser incorporada a diferentes preparações e faz parte do grupo de alimentos vegetais que fornecem fibras e gorduras insaturadas. O mesmo ocorre com a chia, também citada pelo médico como opção para diversificar a alimentação.

O abacate, bastante comum na alimentação brasileira, também entrou na lista. A fruta é conhecida pela presença de gorduras predominantemente insaturadas e pode integrar uma dieta balanceada, especialmente quando substitui opções ricas em gorduras saturadas.

Outro velho conhecido da mesa brasileira aparece entre os aliados: o feijão. Rico em fibras e proteínas de origem vegetal, ele pertence ao grupo das leguminosas. A American Heart Association recomenda priorizar proteínas vegetais como feijão, ervilha, lentilha e oleaginosas dentro de um padrão alimentar voltado à proteção cardiovascular.

A recomendação também encontra respaldo nas orientações brasileiras. O Ministério da Saúde incentiva uma alimentação baseada principalmente em alimentos in natura ou minimamente processados e cita cereais integrais, frutas, legumes e verduras entre as escolhas importantes para a prevenção de fatores de risco cardiovascular.

A aveia entra justamente nesse contexto. Por ser um cereal integral e fonte de fibras, pode ser utilizada no café da manhã, em frutas e em diferentes preparações. A recomendação de priorizar cereais integrais também faz parte das diretrizes alimentares defendidas por entidades especializadas em saúde do coração.

As frutas formam outro grupo importante. Não existe uma única fruta capaz de, isoladamente, prevenir doenças cardiovasculares. O benefício está relacionado ao padrão alimentar e à variedade consumida ao longo do tempo. O Ministério da Saúde destaca que frutas, legumes e verduras fornecem diferentes nutrientes e compostos que, quando inseridos em uma alimentação adequada, estão associados à proteção contra doenças do coração.

As verduras e hortaliças completam a relação. Elas ajudam a aumentar o consumo de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. A Organização Pan-Americana da Saúde recomenda que adultos tenham uma dieta que inclua frutas, verduras, leguminosas, nozes e cereais integrais.

Assim, os dez grupos ou alimentos destacados são: peixes gordurosos; azeite de oliva extravirgem; nozes e castanhas; linhaça; chia; abacate; aveia; feijão e outras leguminosas; frutas; e verduras.

O cardiologista Fabrício da Silva ressalta que esses alimentos apresentam componentes nutricionais que, dentro de uma rotina alimentar adequada, podem colaborar com fatores relacionados à saúde cardiovascular, como inflamação, perfil de colesterol, pressão arterial e funcionamento dos vasos sanguíneos.

A mensagem principal, porém, é que nenhum alimento deve ser encarado como solução isolada ou como medicamento. Para a American Heart Association, a proteção cardiovascular depende do padrão alimentar como um todo, priorizando frutas, verduras, cereais integrais, leguminosas, castanhas, peixes e óleos vegetais, além da redução do excesso de sal, açúcar, gorduras saturadas e produtos altamente processados.

O Ministério da Saúde segue orientação semelhante e recomenda que a alimentação seja baseada em produtos in natura ou minimamente processados, juntamente com outros hábitos saudáveis. No caso de pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou doença cardiovascular já diagnosticada, acompanhamento médico e nutricional é especialmente importante.

A lista mostra que cuidar do coração não exige necessariamente alimentos raros ou distantes da realidade brasileira. Feijão, aveia, frutas, verduras, sementes e até o tradicional abacate podem dividir espaço com a sardinha em uma alimentação variada.

Mais do que procurar um único “superalimento”, a orientação é construir uma rotina alimentar equilibrada. No fim das contas, o coração pode encontrar aliados tanto no peixe rico em ômega-3 quanto em alimentos simples que já fazem parte diariamente da mesa de milhões de brasileiros.

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