Tá na Mídia: do pop ao rock internacional, DT prepara 10 seleções para renovar sua playlist

Tá na Mídia: do pop ao rock internacional, DT prepara 10 seleções para renovar sua playlist
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 21 de agosto de 2026 9

Do pop que domina as plataformas ao rock dos anos 1990 que voltou a conquistar uma nova geração, as playlists internacionais de agosto de 2026 mostram uma mistura curiosa entre lançamentos, grandes nomes da música atual e clássicos que ganharam uma segunda vida no streaming. Nesta edição do Tá na Mídia, o Diário Tocantinense (DT) selecionou dez músicas para quem quer atualizar a playlist e, de quebra, entender o que está movimentando as paradas internacionais.

A seleção não representa uma classificação oficial única de Spotify, Billboard ou outra plataforma. O DT cruzou posições recentes do Billboard Global 200, Billboard Hot 100, rankings de streaming e paradas britânicas para reunir músicas que chegam à segunda metade de agosto com forte presença internacional. E há de tudo: Shakira, Ariana Grande e Olivia Rodrigo dividem espaço com Oasis, Goo Goo Dolls, Michael Jackson e até sucessos lançados há mais de uma década que voltaram a aparecer entre as faixas mais ouvidas do planeta.

A primeira parada obrigatória é “Dai Dai”, parceria de Shakira com Burna Boy. A música foi escolhida como canção oficial da Copa do Mundo de 2026 e ganhou exposição mundial durante o torneio. Lançada em maio, chegou ao primeiro lugar do Billboard Global 200 na parada divulgada para o início de agosto e continuou entre as músicas mais ouvidas internacionalmente mesmo depois do encerramento do Mundial.

A força de “Dai Dai” não veio apenas do futebol. A canção mistura elementos do pop latino de Shakira com a identidade afrobeat de Burna Boy, construindo uma faixa pensada justamente para circular entre diferentes países. Os dois apresentaram a música tanto na abertura da Copa quanto no show do intervalo da final, realizada em 19 de julho. A FIFA também anunciou que os royalties relacionados ao projeto ajudam o fundo criado em parceria com a Global Citizen para ampliar o acesso de crianças à educação.

Se o assunto é pop, Ariana Grande não poderia ficar de fora. “Hate That I Made You Love Me” chega a agosto como um dos maiores sucessos internacionais da cantora. A faixa apareceu em segundo lugar no Billboard Global 200 e, na semana encerrada em 6 de agosto, ocupava o primeiro lugar do ranking semanal global do Spotify, com mais de 36 milhões de reproduções naquele período.

A música também permanece entre as primeiras posições da Billboard nos Estados Unidos. Na parada de 8 de agosto, “Hate That I Made You Love Me” estava no Top 10 do Hot 100, reforçando que Ariana conseguiu transformar a faixa em um sucesso simultaneamente de streaming, vendas e execução.

Do pop para uma mistura bem mais alternativa, a terceira escolha é “Dracula”, colaboração de Tame Impala e JENNIE. A combinação colocou lado a lado o universo psicodélico e eletrônico de Kevin Parker e uma das artistas de maior projeção internacional vindas do K-pop. O resultado está entre as faixas que atravessaram diferentes mercados neste ano. No começo de agosto, a música aparecia em sétimo lugar no Billboard Global 200 e, pouco depois, alcançava a sexta posição do Hot 100 americano.

“Dracula” também aparece com força nas plataformas britânicas. Na parada oficial de streaming publicada em 14 de agosto, estava entre as 40 mais ouvidas no Reino Unido. É uma das escolhas desta lista para quem gosta de uma sonoridade que circula entre pop alternativo, psicodelia e produção eletrônica.

Outra artista que continua encontrando espaço nas primeiras posições é Olivia Rodrigo. Nesta seleção, o DT escolheu “Stupid Song”, faixa que entrou rapidamente no grupo dos maiores sucessos internacionais recentes da cantora. No início de agosto, a música aparecia no Top 10 do Billboard Global 200. Na parada americana, também permanecia entre as 20 primeiras posições.

O desempenho mostra que Olivia segue transitando com facilidade entre o pop e elementos de rock alternativo que ajudaram a construir sua identidade artística. “Stupid Song” é uma boa porta de entrada para quem gosta de guitarras e energia de banda, mas ainda quer uma música construída para a linguagem do pop atual.

A quinta escolha muda novamente o clima da playlist. “Man I Need”, da britânica Olivia Dean, continua mostrando fôlego impressionante. A faixa já acumula meses nas paradas e ainda aparecia em 12º lugar no Billboard Global 200 no começo de agosto. No Hot 100 americano, estava dentro do Top 10.

Olivia Dean representa uma vertente mais sofisticada do pop contemporâneo, misturando soul, R&B e uma interpretação menos explosiva do que boa parte das músicas que dominam os vídeos curtos. Para quem procura uma playlist internacional mais tranquila, “Man I Need” funciona como contraponto às faixas mais aceleradas desta seleção.

A sexta escolha prova que o streaming pode ressuscitar uma música como se ela tivesse acabado de ser lançada. “Beauty And A Beat”, de Justin Bieber com Nicki Minaj, é de 2012, mas voltou às primeiras posições globais em 2026. No Billboard Global 200 do início de agosto, o sucesso aparecia em sexto lugar, à frente de diversos lançamentos recentes.

O retorno ganhou ainda mais força nas plataformas. Em 15 de agosto, “Beauty And A Beat” ocupava o segundo lugar no ranking diário global do Spotify acompanhado pelo levantamento consultado, com cerca de 3,7 milhões de reproduções no dia. É um exemplo perfeito de como TikTok, Reels, nostalgia e novas gerações conseguem transformar músicas antigas novamente em hits globais.

E se existe uma música que simboliza esse fenômeno em 2026, é “Wonderwall”, do Oasis. Lançada originalmente em 1995, a faixa voltou com uma força impressionante. No início de agosto, aparecia em quinto lugar no Billboard Global 200, competindo diretamente com Ariana Grande, Shakira, BTS e Olivia Rodrigo.

O auge desse retorno aconteceu durante a Copa do Mundo. Em julho, “Wonderwall” chegou ao primeiro lugar do Spotify Global, quase três décadas depois do lançamento. A música ganhou força novamente entre torcedores ingleses e passou a ser redescoberta por uma nova geração de ouvintes. Mesmo em agosto, continuava figurando nas paradas de streaming.

Em 15 de agosto, “Wonderwall” ainda aparecia entre as 25 músicas mais ouvidas diariamente no Spotify mundial. No Reino Unido, onde o Oasis é praticamente patrimônio cultural do britpop, a faixa seguia firme também no ranking oficial de streaming. Se a proposta é renovar a playlist sem abandonar um clássico, ela entra quase obrigatoriamente.

Outro rock dos anos 1990 que parece se recusar a envelhecer é “Iris”, do Goo Goo Dolls. Lançada em 1998, a música continua sendo redescoberta por adolescentes e jovens que sequer eram nascidos quando a faixa apareceu originalmente. No começo de agosto, “Iris” ocupava a 22ª posição do Billboard Global 200.

A presença no streaming é ainda mais impressionante. Em 15 de agosto, a canção estava na 20ª posição global diária do Spotify, com aproximadamente 2,5 milhões de execuções naquele dia. Dados do acompanhamento das plataformas também mostravam “Iris” entre as músicas mais ouvidas em países como Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Alemanha, Reino Unido e até no Brasil.

A permanência de “Iris” mostra como o rock romântico continua encontrando espaço mesmo em uma época dominada por pop, hip-hop, K-pop e música eletrônica. É o tipo de faixa que passa de uma geração para outra e ganha nova vida cada vez que aparece em filmes, séries, vídeos ou tendências nas redes sociais.

Se Oasis e Goo Goo Dolls já impressionam pelo tempo de estrada, Michael Jackson leva a volta dos clássicos a outro nível. “Billie Jean”, lançada originalmente em 1982, voltou a aparecer entre as músicas mais consumidas do planeta e ocupava a oitava posição do Billboard Global 200 no início de agosto.

Em 15 de agosto, “Billie Jean” também figurava na oitava posição diária do Spotify Global, com mais de 3 milhões de reproduções registradas naquele dia no levantamento consultado. Uma música de mais de quatro décadas competindo diretamente com lançamentos de 2026 mostra o tamanho do catálogo de Michael Jackson e também como as plataformas alteraram a maneira como diferentes gerações descobrem artistas.

Não é o único clássico do Rei do Pop vivendo esse momento. “Beat It”, faixa marcada pelas guitarras e por uma das parcerias mais emblemáticas entre pop e rock, também aparecia entre as 20 primeiras posições do Billboard Global 200 no começo de agosto e permanecia no Top 25 diário do Spotify em meados do mês.

Para fechar as dez escolhas, outra viagem no tempo: “The One That Got Away”, de Katy Perry. Lançada originalmente em 2010, a música retornou com força às plataformas em 2026. No Billboard Global Excl. U.S., que mede o desempenho em mais de 200 territórios deixando os Estados Unidos de fora, a faixa aparecia entre as 25 maiores do mundo no início de agosto.

O crescimento continuou ao longo do mês. Em 15 de agosto, “The One That Got Away” já ocupava a quarta posição no ranking diário global do Spotify, com aproximadamente 3,3 milhões de reproduções. O desempenho reforça um dos fenômenos mais interessantes da música atual: sucessos da década de 2010 estão começando a assumir para uma geração mais jovem o mesmo papel nostálgico que os hits dos anos 1980 e 1990 exerceram anteriormente.

Assim, a seleção do Tá na Mídia desta semana fica com “Dai Dai”, de Shakira e Burna Boy; “Hate That I Made You Love Me”, de Ariana Grande; “Dracula”, de Tame Impala e JENNIE; “Stupid Song”, de Olivia Rodrigo; “Man I Need”, de Olivia Dean; “Beauty And A Beat”, de Justin Bieber e Nicki Minaj; “Wonderwall”, do Oasis; “Iris”, do Goo Goo Dolls; “Billie Jean”, de Michael Jackson; e “The One That Got Away”, de Katy Perry.

O recorte também revela algo curioso sobre 2026. Para renovar uma playlist, não é preciso necessariamente ouvir apenas músicas novas. Entre as faixas que disputam milhões de reproduções diariamente estão canções de 1982, 1995, 1998, 2010 e 2012, ao lado dos grandes lançamentos deste ano.

O algoritmo derrubou a barreira do tempo. Uma música pode nascer décadas atrás, voltar por causa de um vídeo, uma série, uma Copa do Mundo ou uma tendência e, de repente, disputar espaço novamente com os maiores artistas da atualidade.

Para quem cresceu ouvindo Oasis, Goo Goo Dolls, Michael Jackson, Katy Perry ou Justin Bieber, agosto entrega uma boa dose de nostalgia. Para quem acabou de descobrir esses artistas pelo celular, são músicas novas na prática, mesmo quando a certidão de nascimento da faixa diz o contrário.

E entre novidades e clássicos ressuscitados, uma coisa fica evidente nesta edição do Tá na Mídia: a playlist internacional de 2026 não pergunta em que ano uma música foi lançada. Se o público apertou o play, ela está de volta ao jogo.

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