Na TV, Eduardo Gomes destaca atuação no Congresso, defende Pastore e diz: “Quero melhorar ainda mais no 2º mandato”
Candidato à reeleição falou sobre passagem pela liderança do governo Bolsonaro, saúde, emendas, relatorias, cotas em concursos e a escolha de Luiz Pastore como primeiro suplente durante entrevista à TV Anhanguera.
O senador Eduardo Gomes (PL) colocou o atual mandato no centro do debate durante entrevista concedida à TV Anhanguera na manhã desta quarta-feira, 16. Candidato à reeleição pelo Tocantins, o parlamentar apresentou um balanço de sua passagem pelo Senado, respondeu sobre a escolha do primeiro suplente e afirmou que pretende ampliar sua atuação caso conquiste um novo mandato.
Atual primeiro vice-presidente do Senado Federal, Eduardo Gomes ocupa uma cadeira na Casa desde 2019. Antes disso, exerceu três mandatos como deputado federal pelo Tocantins. A composição oficial do Senado atualizada em 15 de setembro confirma o parlamentar como primeiro vice-presidente da Mesa Diretora.
Logo no início da entrevista, Gomes recuperou sua atuação em Brasília e destacou as funções políticas que assumiu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador exerceu a Liderança do Governo no Congresso Nacional e, em dezembro de 2022, fez no plenário um balanço de sua passagem pelo posto.
Na entrevista desta quarta, ele afirmou que o mandato acabou recebendo atribuições que foram além das atividades parlamentares rotineiras, principalmente durante o período em que atuou na articulação do governo junto ao Congresso.
Eduardo também citou medidas adotadas durante a pandemia, entre elas o auxílio emergencial e o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o Pronampe, ao comentar sua participação nas articulações ocorridas naquele período.
Na saúde, o senador reconheceu que ainda existem demandas a serem enfrentadas e utilizou a entrevista para citar recursos destinados ao setor ao longo do mandato. Entre as instituições mencionadas por ele estão o Hospital de Amor e o Hospital Dom Orione, além de transferências destinadas à estrutura pública do Tocantins.
Gomes também relacionou a discussão sobre saúde estadual à candidatura de Professora Dorinha (União Brasil) ao Governo do Tocantins. Segundo ele, a candidata possui propostas para o setor. A declaração foi feita no contexto da aliança eleitoral da qual os dois participam.
Outro tema abordado na entrevista foi a política de reserva de vagas em concursos públicos. Eduardo Gomes defendeu a manutenção das cotas destinadas a negros e pardos e mencionou sua atuação ao lado do senador Paulo Paim em discussões relacionadas ao assunto.
A produção legislativa também ocupou parte relevante da entrevista. Gomes afirmou ter participado da relatoria de algumas das matérias que considera mais importantes em tramitação no Congresso, citando, entre os exemplos, debates sobre regulamentação da inteligência artificial, proteção de dados e políticas direcionadas às mulheres.
Ao falar do próprio desempenho, o senador classificou sua produção legislativa como histórica para o Tocantins. A afirmação de que nenhum outro parlamentar tocantinense teria aprovado tantas leis foi apresentada pelo próprio candidato durante a entrevista e não veio acompanhada, na transmissão reportada, de levantamento comparativo completo entre todos os parlamentares do Estado desde sua criação.
As emendas parlamentares também entraram na conversa. Eduardo afirmou que os recursos de sua autoria foram direcionados ao Tocantins e defendeu avanços nos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas. Segundo ele, novas mudanças ainda deverão ocorrer para tornar mais eficiente o acompanhamento da aplicação do dinheiro público.
O parlamentar também foi questionado sobre Luiz Pastore, escolhido como primeiro suplente em sua chapa eleitoral. Gomes defendeu a escolha com base na experiência de Pastore, lembrando sua passagem anterior pelo Senado, e argumentou que o empresário mantém investimentos no Tocantins há anos.
Ao comentar críticas relacionadas ao fato de Pastore não ser originalmente do Tocantins, Eduardo citou outras personalidades que chegaram de diferentes estados e construíram trajetórias políticas ou empresariais no território tocantinense. Para o senador, a origem geográfica não deve ser usada isoladamente para avaliar a participação de alguém na vida econômica ou política do Estado.
Na parte final da entrevista, Eduardo voltou a falar sobre compromissos assumidos durante o atual mandato. Entre as iniciativas citadas por ele estiveram o Centro Sarah Gomes e a Universidade da Maturidade, a UMA. O senador afirmou que pretende continuar trabalhando com os 139 municípios tocantinenses caso seja reconduzido ao Senado.
O histórico oficial do Senado mostra que Eduardo Gomes iniciou seu atual mandato em 2019 e permanece no cargo até 2027. Antes de chegar à Casa, foi vereador e exerceu três mandatos consecutivos como deputado federal pelo Tocantins.
Ao encerrar a participação na TV, Gomes transformou o balanço do primeiro mandato em pedido de renovação de confiança nas urnas. “Quero melhorar no 2º mandato com a confiança do povo”, afirmou.
A entrevista acontece em plena reta final da campanha eleitoral. Eduardo Gomes busca um novo mandato de oito anos no Senado e utiliza a passagem por cargos de articulação nacional, as relatorias e os recursos destinados ao Estado como pontos centrais de sua prestação de contas ao eleitorado.