Com mais de 60 milhões de votos, Lula continua na Presidência para o quarto mandato

Com mais de 60 milhões de votos, Lula continua na Presidência para o quarto mandato
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 25 de outubro de 2026 15

Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente da República pela quarta vez em 30 de outubro de 2022, ao vencer Jair Bolsonaro no segundo turno. O candidato do PT recebeu 60.345.999 votos, equivalentes a 50,90% dos válidos, enquanto o então presidente, do PL, somou 58.206.354 votos, ou 49,10%.

A diferença foi de 2.139.645 votos. O resultado encerrou uma campanha marcada pela polarização e garantiu o retorno de Lula ao Palácio do Planalto, onde já havia governado entre 2003 e 2010. Geraldo Alckmin foi eleito vice-presidente.

No primeiro turno, Lula havia obtido 57.259.504 votos, correspondentes a 48,43% dos válidos. Bolsonaro recebeu 51.072.345, ou 43,20%. Como nenhum candidato ultrapassou a metade dos votos válidos, a disputa avançou para uma segunda votação.

A campanha petista combinou a lembrança dos governos anteriores com propostas de combate à fome, recuperação da renda e fortalecimento das políticas sociais. A defesa da democracia também ocupou espaço nos discursos e na articulação de apoios.

A escolha de Alckmin como vice foi uma das principais marcas dessa estratégia. Adversários na eleição presidencial de 2006, os dois passaram a dividir a mesma chapa em 2022. A aliança buscou ampliar a candidatura para além dos partidos tradicionalmente ligados ao PT.

No segundo turno, Lula recebeu o apoio de Simone Tebet, terceira colocada na primeira etapa, e de lideranças de diferentes campos políticos. A construção dessa frente reuniu antigos adversários em torno da candidatura contra Bolsonaro.

A disputa também foi travada nos debates, nas redes sociais e nas ruas, com mobilização intensa das duas campanhas. O resultado final mostrou a pequena distância entre os candidatos: 1,8 ponto percentual.

Com a vitória, Lula iniciou o terceiro mandato em 1º de janeiro de 2023. O retorno à Presidência trouxe o desafio de administrar um país dividido eleitoralmente e transformar a ampla aliança de campanha em sustentação política para governar.

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